Anjo de Luz

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NOSSO LAR : O UMBRAL KARDECISTA


 

Os evangélicos costumam colocar o kardecismo na mesma esfera de práticas teurgícas como o candoblé e a umbanda. Isto denota uma profunda ignorância e contribui com o preconceito e a
intolerância em relação a estes. Antes de tudo, nenhuma intolerância pode
representar a vontade divina, seja contra kardecistas, umbandistas e ou
seguidores do candomblé, pois, a intolerância só gera ódio, conflito e desamor
e isto está muito distante de algum princípio divino e humano digno.


Quem conhece a prática beneficente e altruístas dos kardescistas não pode deixar de se comover. Sem dúvida, um dos maiores humanistas que o Brasil, por exemplo, conheceu nos
últimos tempos fora o grande Chico Xavier.


Enfim, o kardecismo merece o maior respeito e admiração. Afinal, o espiritismo kardecista tem contribuído para o refinamento de seus membros e na disseminação da bondade.


No entanto, em relação a verdadeira busca espiritual o kardecismo está completamente contaminado de fragrantes e enormes equívocos.


O kardecismo se pretende filosofia, mas filosoficamente apresenta erros básicos. O kardecismo se pretende ciência, contudo, está recheado de superstições. Enfim, o kardecismo
nem contém filosofia e/ou ciência.


Ele está baseado em meras crenças e, assim, o kardecismo não passa de uma religião. O kardecismo não é uma via de conhecimento, mas de crença, como toda e qualquer religião conhecida.


Num exame simples constatamos os graves equívocos do kardecismo. Na verdade, na busca mística o kardecismo representa um umbral, um empecilho que atrapalha a vida de muitos buscadores, já que estes costumam confundir uma prática com a outra.


Por exemplo, o tempo e o espaço são frutos de nossa consciência objetiva, ou seja, de nossos cinco sentidos físicos (visão, audição, tato, paladar e olfato). Evidentemente, a apreensão
(ou existência) do tempo e espaço está condicionada ao mundo físico através
destes nossos sentidos. Há quem afirme que, em virtude disto, vivemos
mergulhados num mundo de ilusões já que nossos sentidos físicos estão limitados
a este mundo material e, portanto, não podem apreender a transcendência da criação
e de planos mais elevados (de consciência).


Lógico, portanto, que ao fazermos a transição, ou seja, ao morrermos, perdemos os nossos sentidos físicos e, consequentemente, perdemos qualquer apreensão do tempo e espaço. Assim, evidentemente, nos planos espirituais não existem tempo e espaço, ou seja,
ninguém é velho ou moço (não tem idade cronológica e biológica). Nos planos
espirituais não há a passagem de tempo (tantos anos, meses, etc). Não existe
consciência objetiva nestes planos e, portanto, não há apreensão de passagem de
tempo. Numa simples(?) meditação já perdemos a noção de tempo e espaço ao
conseguirmos transcender os nossos sentidos físicos, ou seja, nossa consciência
objetiva.


De fato, a maioria dos mortos sequer sabe que esta morta (ou que existe). Vive num estado de dormência. É por esta razão que necessitamos encarnar para pudermos despertar a consciência. Ou melhor, precisamos morrer conscientes. Este estado é chamado de iluminação.
Sedo assim, os falecidos não interferem e não podem interferir no mundo físico
porque boa parte não sabe de sua condição, segundo, que não podem interferir
com a Lei Cármica (de causa e efeito), mudando completamente a vida de alguém
encarnado.


Por que precisamos encarnar? Um castigo? Um castigo cármico, tipo punição?


Precisamos encarnar porque só através do tempo e do espaço a nossa consciência se move e, portanto, pode evoluir. Ou seja, não encarnamos por castigo, mas pelo privilégio de termos a
oportunidade de crescimento.  É por esta
razão que devemos agradecer diariamente a oportunidade que o cósmico nos está
dando.


Não existem ações nos planos espirituais. A ação só pode ocorrer no tempo e espaço e como o tempo e o espaço são noções de nossa consciência objetiva (de nossos sentidos físicos), ela não
existe nos planos espirituais. A ação só existe no mundo material, manifesto.


Qualquer crença contrária é tão-somente uma crença e não passa disto.


Ao morrermos nossa consciência enfrenta seus medos. A este momento chamamos de umbral. Os nossos medos estão atrelados aos maiores equívocos. Precisamos vencer nossos medos e o fazemos através do conhecimento. E, um dos maiores equívocos que nos prendemos são as
superstições. Temos medo de coisas que não existem. Não nos elevamos
simplesmente porque somos prisioneiros destes equívocos. Assim, muitas vezes
não avançamos porque não nos libertamos de nossas crenças. Precisamos retornar
para abrirmos a nossa consciência.


Como afirmou Hermes Trimesgistos: “assim como é em cima, é embaixo. Assim como é embaixo, é em cima”. Mas, óbvio que ele não estava afirmando que a vida pós-morte, por exemplo, é igual a vida
material. Esta idéia são fantasias que transferimos ao idealizarmos uma vida
além. Hermes, na verdade, fala em seu axioma das Leis. Assim como visualizamos
em nossa mente, assim será em nosso mundo físico, manifesto. Os princípios
herméticos, um grande guia na jornada espiritual, através do autoconhecimento, é
um dos primeiros livros conhecidos escrito pelo homem que expõe detalhadamente
as Leis pelas quais o universo se manifesta. Reconhece aí, portanto, uma
inteligência primeira criadora das Leis Universais contrárias ao caos.
Posteriormente, o grande filósofo grego Pitágoras chamará esta inteligência de
Grande Arquiteto do Universo, reconhecendo existir uma estrutura precisa na
criação.


Alguns argumentam, no entanto, que este raciocínio é muito “lógico”, cartesiano e, portanto, limitado. Mas, não existe nada mais LÓGICO que Deus e suas Leis.


Para se afirmar que um determinado conhecimento contém ciência, que seja ciência é necessário que este conhecimento não seja apenas nomeado de ciência. Tanto física quanto
metafisicamente (ou seja, material ou abstratamente) o universo, tanto físico
quanto espiritual, é regido por uma Lei única: Causa e Efeito.


Um místico, assim que começa sua jornada espiritual, e à medida que vai aprofundando, começa a conhecer perfeitamente os aspectos psíquicos e psicológicos do ser humano e sabe que
algumas manifestações psíquicas não fenômenos sobrenaturais e percebe que tanto
o mundo físico quanto o espiritual são regidos por Leis imutáveis.


O kardecismo ocupa o seu devido lugar enquanto religião e, assim, não é uma via de conhecimento, mas de crença. Ele, tanto quanto as demais religiões ocupa uma determinada etapa na evolução
humana e, consequentemente, precisa do maior respeito.



HIDERALDO MONTENEGRO

http://hideraldo-montenegro.blogspot.com/


 

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Respostas a este tópico

Acho o amigo equivocado na explanação mas respeito sua opinião...1º não existe ressa religião kardecismo e sim a Doutrina Espirita, sugiro que leia com carinho O livro dos Espiritos. Grande abraço de Luz!
O Pós-Vida

Segundo aprendemos, a transição ocorre no momento da separação do corpo psíquico do corpo físico. Também aprendemos que durante alguns dias o falecido ainda continua preso aqui, no corpo psíquico e, posteriormente, haverá aquilo que podemos chamar de segunda morte, quando a consciência abandona o corpo psíquico e vai ocupar o plano de consciência correspondente ao seu nível de evolução.

Assim como o corpo físico do falecido fica sem vitalidade, sem consciência, ocorre o mesmo com o corpo psíquico que também não possui consciência, já que esta é um atributo da alma (alguns se referem a este corpo psíquico, desassociado da matéria, como “cascão” e acreditam que ele tenha consciência e que influencia negativamente os vivos). Ou seja, mesmo que o corpo psíquico seja imaterial e que nos sirva de veículo para acessarmos o mundo espiritual, ele está associado à matéria, pois, ele só é gerado a partir do momento que a energia vital se manifesta na matéria, animando-a (dando-lhe consciência), ao se combinar com a energia alma.

Como sabemos, o corpo psíquico (ou a energia psíquica) é gerado pela polaridade positiva da energia vital. Podemos concluir, portanto, que o corpo psíquico só existirá conscientemente enquanto houver vida física. A conclusão é de que a consciência psíquica é gerada pelos organismos vivos, ou seja, ela está associada a um nível de consciência que ocorre enquanto estamos encarnados, da mesma forma que a consciência objetiva, resultado de nossas percepções sensoriais, físicas, deixa de existir após a transição.

Mas, o poder de plasmar imagens do corpo psíquico é considerável. E, é este poder que tem gerado os maiores equívocos neste campo. Isto nos leva a uma outra questão bem rosacruz: a forma-pensamento e o pensamento-forma. O conjunto da humanidade gera também um corpo psíquico e, infelizmente, os nossos medos têm impressos imagens horripilantes nele. Há pessoas que afirmam, com toda convicção, que viram a imagem do diabo em sua frente. Em alguns casos não duvidamos que estas pessoas viram mesmo aquilo que fantasiamos ser a figura do diabo. Somos capazes de projetar todo tipo de pensamento-forma, embora não corresponda a uma realidade cósmica. Somos orientados sutilmente para mantermos sempre em mente que estas coisas são falsas, miragens e não reais. Saber distinguir estas coisas da realidade do mundo espiritual é fundamental para nossa exata compreensão das leis que regem o universo (visível e invisível).

Algumas pessoas acreditam num suposto plano espiritual onde as personalidades-almas desencarnadas se alimentam, trabalham, estudam, etc. Porém, estas crenças são incoerentes, ilógicas e fantasiosas, pois, se não temos um corpo físico, material, para manter e, se é ele que nos impulsiona o desejo de se nutrir, porque íamos precisar nos alimentar? Se não existe fome (que o corpo físico desperta) como vai existir o seu desejo? É verdade que pode-se argumentar que esta “fome” é mental, mas este raciocínio é simplista, pois, por exemplo, o mau-hábito de fumar e o alcoolismo seriam levados para lá também. Não dá para imaginar desencarnardos fumantes e alcoolátras. É evidente que os vícios (inclusive o glutanismo) estão impressos em nosso subconsciente, que é desassociado no momento da nossa transição. Ou seja, são essencialmente materiais, temporais. Pode ser que estes vícios fiquem em estados latentes, em dormência para serem despertados, talvez, e que se tornem tendências numa futura encarnação e não que ocorram nos planos espirituais de fato. A verdade para esta condição será também para todas as coisas ligadas ao corpo físico.

Se a vida é movimento e ação é óbvio supor que a vida espiritual seja exatamente o oposto, de quietude e contemplação. Assim, a nossa consciência, nos planos espirituais em que ocupamos (o nível em que nos encontramos antes de nos iluminarmos ao atingir a consciência cósmica), não é agitada pelos fenômenos e acontecimentos (fatos) como ocorre no contato com a matéria. Isto é tão verdadeiro que nunca ouvimos falar que, numa regressão, alguém tenha se lembrado de sua vida (sucessões de fatos que fazem uma história) num plano espiritual. Se não há vivências, não há movimento e se não há movimento, não há memória.

Parece ser evidente que alguns desejos ligados ao ego só existem enquanto estamos encarnados. Também parece lógico que lá (em algum plano de consciência) não temos sexo, idade, etc., como acreditam alguns. Ou seja, no plano espiritual não existe o macho, a fêmea, o velho, o novo, pois o tempo é uma impressão que acontece em nossa consciência objetiva, mortal. A velhice é uma condição ligada a temporalidade e, naturalmente, ao desgaste do corpo físico, material. Portanto, no plano espiritual não somos homens ou mulheres, jovens ou velhos, magros ou gordos, filhos ou pais, etc.

Alguns supõem também que no plano espiritual exista ação e que algumas atividades deste plano seriam intencionalmente feitas com o propósito de nos afetar (muitas das vezes negativamente). Ora, parece também lógico que a maioria dos desencarnados não têm consciência da existência deste plano terreno (provavelmente só os despertos a têm) para influenciar os vivos. Se isto ocorresse a lei do livre-arbítrio estaria comprometida e, consequentemente, o carma individual estaria constantemente sendo transgredido, fazendo do ser humano um joguete eterno de forças que ele não dominaria e retiraria também toda responsabilidade por suas ações (seu carma).

Uma idéia que podemos formar em relação a transição e todas as etapas que a acompanha é que, se enquanto encarnados existe um ego (o corpo psíquico que nos impulsiona a certos desejos e emoções), ligado a nossa sobrevivência física (subsistência, reprodução, etc), induzindo-nos a competição, a disputa, ao confronto e ao conflito e que na transição ele deixa de existir e igualmente todos os impulsos ligados a ele. Estes impulsos ocorrem enquanto estamos encarnados (enquanto existe o ego ou enquanto ele não foi sublimado). Na transição nos libertamos dos impulsos exclusivos do ego. É de se supor, portanto, que na transição ocorre, na verdade, uma expansão de consciência. Ou seja, todo desencarnado toma consciência de suas atitudes enquanto estava encarnado, pois, sua mente se liberta do ego.

Estamos vencendo nossa condição animal para, assim, nos humanizarmos. E, temos esta oportunidade toda vez que encarnamos e nos deparamos com situações criadas pelo ego que nos obrigam a profundas reflexões para vencê-las, através do sofrimento dos erros causados por ele mesmo. Certamente que estamos ainda no processo de humanização e, para tanto, precisamos vencer e superar nossa condição e tendência animal.

A conclusão lógica deste raciocínio é que quanto mais vezes uma personalidade-alma tenha se encarnado, mais o domínio do ego sobre esta é menos acentuado, da mesma forma que uma personalidade que esteja apenas em suas primeiras encarnações estará completamente dominada por ele. Ou seja, todos, num futuro, o dominarão através das experiências tiradas de suas inúmeras encarnações. Daí, a compreensão, a paciência e a tolerância com todos aqueles que julgamos não ter um nível de consciência (em virtude de sua “maturidade” cósmica) que os permitam perceber esta realidade.

Consequentemente, é uma obrigação, de todos aqueles que têm esta consciência, ajudar os seus irmãos humanos a superar suas tendências e/ou perdoá-los por ainda não dominá-las.

O óbvio também é que aqueles que estão desencarnados e livres de tais influências do ego, consigam perceber aquilo que, às vezes, não percebemos quando estamos em seu domínio exclusivo quando estamos encarnados. É justamente em virtude disto que podemos nos elevar até os níveis onde habitam os desencarnados, principalmente um parente nosso, para pedir-lhes inspiração. Certamente que podemos, enquanto encarnados, nos elevar aos planos espirituais, mas não é lógico ocorrer o contrário (exceto, talvez, os Mestres Cósmicos). A crença na interferência dos mortos sobre os vivos ainda é muito forte, mas ela não é plausível, pois, para isto ocorrer as leis cósmicas estariam constantemente sendo violadas.

Com certeza, toda transição é uma libertação. Mas, libertação do quê? Do ego. Dos vícios do corpo, das tendências nefastas e, enfim, de tudo que obscurece nossa consciência. Certamente existem graus desta libertação, porém, no plano espiritual a força do ego sobre a consciência é inevitavelmente enfraquecida. Podemos imaginar que o objetivo da evolução seja justamente o de alcançarmos a libertação total.

Como é dito de forma admiravelmente coerente e lógica em nossas monografias: “no nascimento três energias se fundem (energia espírito, energia vital e alma). E, no momento da morte elas se separam”.

É curioso que a idéia que concebemos em relação ao após-vida determina o nosso modo de viver. Certamente são as nossas crenças que têm nos impedido de apreendermos a bela simplicidade das leis que envolvem o nascimento e a morte. Está evidente que a idéia que formemos neste campo irá direcionar o caminho que vamos trilhar para desenvolvermos (ou, infelizmente, atrasar) a nossa busca espiritual. Aqui estamos na linha divisória entre ciência e superstição. Qualquer equívoco neste campo nos afastará ou nos aproximará da verdade na senda da espiritualidade.

De toda forma, podemos fazer magnifícas deduções a respeito das leis que envolvem o nascimento e a transição através do fabuloso ensinamento rosacruz e de suas práticas e, assim, eliminarmos muito de supertição que ainda envolve este assunto e o obscurece.


Hideraldo Montenegro
Caro amigo Hideraldo, sou Kardecista e não somos uma religião somente como vc diz, o espiritismo é a fé raciocinada! Respeito sua colocação, pois vc é meu irmão em humanidade, mas lhe digo, os desencarnados (falecidos) interferem sim e muito mais do que imaginamos. E que o umbral que nos relatamos existir é muito mais do que afirmamos!
Não quero que vc aceite o que estou lhe dizendo, digo sim, estude, conheça e procure entender, abra a sua mente para outras possibilidades, Existe muita vasta literatura respeitável para estudar sobre esse assunto, "conheça a verdade e ela vos libertará" disse-nos Jesus.
Melhor apreendermos para não sermos pegos de surpresa depois.
Muita paz, Namaste.
Dorival
As Forças Espirituais
- A Influência dos Mortos sobre os Vivos-


O perfeito entendimento da Lei do Carma e do livre-arbítrio nos ajuda a eliminar muitos equívocos que existem em torno deste assunto.

Primeiro, temos que entender que carma é a lei de causa e efeito (ação e reação) e não tem nenhuma relação com castigo ou punição. É a qualidade da ação (negativa ou positiva) que determina a qualidade da reação. Assim, existem carmas (ou efeitos) negativos ou positivos. É muito comum as pessoas associarem a Lei do Carma a algo, apenas e tão-somente, negativo.

Ao contrário do que se pensa, o carma não é uma condição inexorável, um destino, ao qual somos vitimados, mas uma magnífica ferramenta cósmica ao nosso dispor.

Seja como for, estamos produzindo (negativa ou positivamente) as circunstâncias em que vivemos, tanto individual quanto coletivamente. Todavia, podemos transformar muitas situações em nossas vidas pelo uso consciente da Lei do Carma. Ou seja, podemos propositadamente pensar, falar e fazer coisas positivas para que colhamos coisas positivas em nossas vidas.

Além disto o carma é um instrumento fundamental à tomada de consciência. Através desta lei eliminamos muitas superstições e somos levados, consequentemente, ao autoconhecimento. Contudo, esta conscientização da Lei do Carma exige amadurecimento, pois, inevitavelmente precisamos assumir todas as responsabilidades sobre os nossos atos.

Com a perfeita apreensão desta lei tão justa abandonamos antigas crenças a respeito das coisas que nos acontecem, atribuindo-lhes uma origem sobrenatural e livrando-nos da verdadeira responsabilidade por nossos atos e sem nenhuma relação de causa e efeito, tais como: inveja, mau-olhado, feitiço, encantamento, possessão demoníaca, encosto, etc.

É evidente que não pode existir transgressão de uma Lei Cósmica, divina, ficando o ser humano encarnado, sujeito a uma desordem espiritual e sendo constantemente afetado por ela. Se isto fosse possível, a Lei do Carma não existiria. Se isto fosse possível, o homem nunca seria o responsável por seus atos. Se isto fosse possível, o homem seria apenas uma eterna vítima do destino e de forças que ele não poderia jamais dominar.

Assim, o livre-arbítrio, que está completamente associado à Lei do Carma, pois, não pode existir carma sem o exercício do livre-arbítrio, não existiria.

Tudo isto parece muito evidente. Então, naturalmente, não é a Lei do Carma ilógica, arbitrária, como pensam alguns e, justamente por isso não a aceitam, mas as interpretações equivocadas dela. Se algo não mantém relação de causa e efeito, então, não podemos determinar a origem e, muito menos, afirmarmos que se trata de “carma”.

Supersticiosamente há ainda os que “acreditam” que aquela doença “misteriosa” que os estão acometendo, que aquela falta de oportunidade no emprego, que, enfim, todas as desgraças em suas vidas só pode ser de origem oculta, sobrenatural. Contudo, no enxame mesmo superficial de suas formas de pensarem, falarem e agirem encontramos a origem para todos os dissabores em suas vidas.

Ao leigo parece não haver ciência quando falamo-lhe do estudo e prática da espiritualidade. Isto é um equívoco, inclusive, de muitos que se dedicam à espiritualidade, imaginar que ciência (lei e conhecimento) e espiritualidade são coisas distintas, opostas, antagônicas, contrárias à verdadeira prática da espiritualidade.

É um fato incontestável que, enquanto encarnados, influenciamos e somos influenciados constantemente. Todavia, fica uma pergunta. Somos influenciados também pelos mortos, pelos desencarnados? A resposta lógica para esta pergunta só pode ser sim. No entanto, esta influência só pode ocorrer no nível de inspiração. Ou seja, ela não é determinante, pois, o nosso livre-arbítrio estaria sendo transgredido. Somos influenciados, mas sempre somos nós mesmos que decidimos o que, quando e como fazer (pensar, falar ou agir).

Mas, por que podemos afirmar que a resposta lógica para a pergunta se somos influenciados também pelos desencarnados é sim?

Porque espiritualmente estamos falando de um meio puramente abstrato, onde não existe barreira de tempo e espaço, onde é plausível a existência deste fenômeno de comunicação, de interação: a mente.

No plano mental (espiritual) podemos comungar com vários níveis de consciências e, então, aí naturalmente não existe limites entre uma consciência manifesta ou não.

Entretanto, o nosso plano de manifestação não pode ser constantemente violado, invadido, por consciências (ou personalidades-almas) desencarnadas com a intenção de nos prejudicar e afetar, pois, isto implicaria numa ausência completa de leis espirituais. Numa relação assim, arbitrária, não existiria A Lei do Carma e, consequentemente, o livre-arbítrio.

O nosso plano de consciência não pode ser constantemente invadido. As pessoas cometem crimes, criam situações negativas em suas vidas, perdem amizades, adoecem em virtude de suas vidas desregradas, etc, não porque isto foi obra de um acaso ou, pior, de um demônio, de uma entidade maléfica ou de um trabalho de feitiçaria. Através de pensamentos, palavras e ações estamos freqüentemente criando as nossas vidas.

Os mortos não invadem o nosso plano de consciência. O que ocorre é justamente o oposto. Ou nos abaixamos ou nos elevamos aos planos de consciências espirituais. Toda crença contrária a isto é apenas uma crença.

Nós sabemos que a dinâmica, o movimento só ocorre no tempo e no espaço, assim, o que não está manifesto não se move. Não existe ação no não-manifesto. Os planos espirituais são estáticos. Nós é que nos movemos para eles. Portanto, o homem, enquanto ser encarnado, manifesto, sofrendo as variações de tempo e espaço, é o senhor de seu destino (ou melhor, de sua vida). O homem é o grande alquimista que, inconsciente ou conscientemente, vai construindo sua vida, embora, seja verdade que freqüentemente está recebendo inspiração dos mestres para o seu progresso evolutivo, transformador.

É verdade também que enquanto estamos aqui, encarnados e não atingimos ainda a plenitude da consciência Cósmica, da unidade, não temos compreensão suficiente para andarmos sozinhos e precisamos ser conduzidos, guiados e inspirados pelas mentes magníficas que nos orientam. O orgulho que nos dá a ilusão de independência é fruto apenas de nossa ignorância, de nossa cegueira em relação àqueles que nos afetam verdadeiramente.

A humildade, portanto, é a abertura que fazemos para recebermos a luz que estas mentes nos concebem. Não podemos negar que somos influenciados pelos mortos e não podemos negar que precisamos da influência benéfica que as forças espirituais positivas tocam as nossas consciências.
Embora, precisamos ser bastantes cuidadosos em torno desta questão, podemos afirmar que não só existem estas influências, como devemos procurá-las receber.

Hideraldo Montenegro
Querido anjo ...EXISTE MUITO MAIS








Querido anjo..existe muito mais coisas entre o ceu e a terra do que supõe nossa vã filosofia...muitos já tentaram desacreditar a doutrina espirita, colocando os mediuns em pinga fogo. A doutrina resistiu, crescendo atraves da pratica do amor e da caridade. Sim esse é o lema da doutrina espirita, sem a caridade não há salvação. A sua opinião vem através do seu olhar nesse determinado momento, amanhã com certeza voce terá outra opinião pois me parece um pesquisador . Deixar aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos tambem é outro lema da doutrina. Convidamos a seguir o olhar do Cristo que diz amai o próximo como a ti mesmo, e a Deus acima de todas as coisas.Busque a simplicidade através do amor da caridade e da pratica do perdão...e que sejas abençoado todos os dias de sua linda existencia...Cecilia
Olá meu amigo Hideraldo, bom dia.

Vc encontra a resposta para essa questão facilmente no Livro dos Espiritos de Allan Kardec segueabaixo as questões 459 e 460 só para informação.

Um abraço carinhoso, muita paz.

Dorival


459. Os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações?

— Nesse sentido a sua influência é maior do que supondes, porque muito freqüentemente são eles que vos dirigem.

460. Temos pensamentos próprios e outros que nos são sugeridos?

— Vossa alma é um Espírito que pensa; não ignorais que muitos pensamentos vos ocorrem, a um só tempo, sobre o mesmo assunto, e freqüentemente bastante contraditórios. Pois bem, nesse conjunto há sempre os vossos e os nossos, e é isso o que vos deixa na incerteza, porque tendes em vós duas idéias que se combatem.
Abençoada seja a Umbanda...
abençoada seja a umbanda, o candoblé, o kardecismo, o protetantismo, o catolicismo, o budismo, o induismo e todas as religiões que cultuam o bem e o aprimoramento do ser humano
Que abençoada ela seja!

Há eu não posso esquecer, muito obrigado Umbanda!!!

Dorival
DESPERTAR

Ah, pequena colossal
bola de luz
vem iluminar esta madrugada
e aquecer o canto
do pássaro Deus
que mora em mim

Ah, colossal pequena
Luz
Ilumina definitivamente
meus olhos
de uma manhã eterna
e que meu olhar
voe
até as estrelas
e faças de tua morada
meu lar

Ah, luz colossal
me abraça
de vida
e desperta em mim
teu calor

Ah, colossal luz
que seja em mim
o teu amor

Ah, luz colossal
agradeço-te a vida
que em Deus há
em mim

HIDERALDO MONTENEGRO
Todas as religiões merecem respeito e admiração... De certa forma, todas contribuem para que possamos todos conhecer e viver como Jesus o fez...

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Co-criando A NOVA TERRA

«Que os Santos Seres, cujos discípulos aspiramos ser, nos mostrem a luz que
buscamos e nos dêem a poderosa ajuda
de sua Compaixão e Sabedoria. Existe
um AMOR que transcende a toda compreensão e que mora nos corações
daqueles que vivem no Eterno. Há um
Poder que remove todas as coisas. É Ele que vive e se move em quem o Eu é Uno.
Que esse AMOR esteja conosco e que esse
PODER nos eleve até chegar onde o
Iniciador Único é invocado, até ver o Fulgor de Sua Estrela.
Que o AMOR e a bênção dos Santos Seres
se difunda nos mundos.
PAZ e AMOR a todos os Seres»

A lente que olha para um mundo material vê uma realidade, enquanto a lente que olha através do coração vê uma cena totalmente diferente, ainda que elas estejam olhando para o mesmo mundo. A lente que vocês escolherem determinará como experienciarão a sua realidade.

Oração ao Criador

“Amado Criador, eu invoco a sua sagrada e divina luz para fluir em meu ser e através de todo o meu ser agora. Permita-me aceitar uma vibração mais elevada de sua energia, do que eu experienciei anteriormente; envolva-me com as suas verdadeiras qualidades do amor incondicional, da aceitação e do equilíbrio. Permita-me amar a minha alma e a mim mesmo incondicionalmente, aceitando a verdade que existe em meu interior e ao meu redor. Auxilie-me a alcançar a minha iluminação espiritual a partir de um espaço de paz e de equilíbrio, em todos os momentos, promovendo a clareza em meu coração, mente e realidade.
Encoraje-me através da minha conexão profunda e segura e da energia de fluxo eterno do amor incondicional, do equilíbrio e da aceitação, a amar, aceitar e valorizar  todos os aspectos do Criador a minha volta, enquanto aceito a minha verdadeira jornada e missão na Terra.
Eu peço com intenções puras e verdadeiras que o amor incondicional, a aceitação e o equilíbrio do Criador, vibrem com poder na vibração da energia e na freqüência da Terra, de modo que estas qualidades sagradas possam se tornar as realidades de todos.
Eu peço que todas as energias e hábitos desnecessários, e falsas crenças em meu interior e ao meu redor, assim como na Terra e ao redor dela e de toda a humanidade, sejam agora permitidos a se dissolverem, guiados pela vontade do Criador. Permita que um amor que seja um poderoso curador e conforto para todos, penetre na Terra, na civilização e em meu ser agora. Grato e que assim seja.”

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