Anjo de Luz

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Jesus nos diz através do “Um Curso Em Milagres”, que ele é a manifestação do Espírito Santo. No curso o Espírito Santo é descrito como a Voz por Deus. Deus não tem duas vozes. Jesus não tem mais ego, portanto, é a Voz do Espírito Santo que se manifesta no Mestre.
Na medida em que nos identificamos e nos unimos a Ele, compartilhamos a sua percepção do mundo, a visão do Cristo, e nos tornamos manifestações do Espírito Santo, e a nossa voz será a Sua Voz.
Jesus nos diz em uma parte do livro de exercícios: “Eu preciso dos teus olhos, das tuas mãos, dos teus pés. Preciso da tua voz através da qual eu salvo o mundo”. A Sua Voz não pode ser ouvida no mundo a menos que seja através de nós. Ele precisa que deixemos o nosso ego de lado para que Ele possa falar através de nós.
E quando nos sentirmos mal tratados, as vítimas inocentes do que o mundo fez a nós, devemos recordar o exemplo de Jesus e invocar a sua ajuda, para que nos lembremos que só podemos ser vítimas dos nossos pensamentos. E que a paz e o Amor de Deus que são a nossa verdadeira Identidade, jamais serão afetadas pelo que os outros fazem ou parecem fazer conosco. Essa lembrança é a base do perdão e o propósito de “Um Curso Em Milagres”.




Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus.

Um Curso Em Milagres faz uma distinção fundamental entre o real e o irreal, entre conhecimento e percepção. Conhecimento é verdade, e está sob uma única lei, a lei do Amor de Deus. A verdade é inalterável, eterna. É possível não reconhecê-la, mas é impossível mudá-la. Ela se aplica a tudo o que Deus criou e só o que Ele criou é real. Está além do aprendizado porque está além do tempo e do processo. Não tem opostos, não tem início e não tem fim. Simplesmente é.
O mundo da percepção, é o mundo do tempo, da mudança, dos inícios e dos fins. Ele se baseia em interpretação, não em fatos. É o mundo do nascimento e da morte, fundado sobre a crença na escassez, na perda, na separação e na morte. Do conhecimento e da percepção surgem dois sistemas de pensamento distintos que são opostos em todos os aspectos. No domínio do conhecimento, nenhum pensamento existe à parte de Deus, porque Deus e Sua Criação compartilham uma única Vontade. O mundo da percepção, no entanto, é feito pela crença em opostos e vontades separadas, em conflito umas com as outras e com Deus. O que a percepção vê e ouve parece ser real porque ela só permite que entre na consciência o que está de acordo com os desejos de quem está percebendo. Isso leva a um mundo de ilusões e de apegos um mundo que precisa de defesa constante, exatamente porque ele não é real.
Quando fomos aprisionados no mundo da percepção, fomos aprisionados num sonho. Não podemos escapar sem ajuda, porque tudo o que os nossos sentidos nos mostram apenas testemunham a realidade do sonho. Deus forneceu a Resposta, o único Caminho para a saída, o verdadeiro Ajudante. A função da Sua Voz, Seu Espírito Santo, é ser o mediador entre estes dois mundos. Ele pode fazer isso porque, se de um lado conhece a verdade, de outro também reconhece as nossas ilusões, mas sem acreditar nelas. A meta do Espírito Santo é ajudar-nos a escapar do mundo de sonhos ensinando-nos a reverter nosso pensamento e a desaprender nossos erros. O perdão é o grande instrumento de aprendizado do Espírito Santo para realizar essa inversão do pensamento.

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Respostas a este tópico

Salve....temos muito o que aprender....principalmente quando se fala em perdão....
Precisamos antes,saber o que é perdoar em essência,no coração,pois muitas vezes perdoamos da boca pra fora,mas o sentimento continua lá dentro do coração.
Relevamos e até "esquecemos"temporariamente o ocorrido,mas basta a mais leve lembrança do fato para todo sentimento negativo vir a tona e experimentarmos a sensação ruim novamente....Gostaria , se possível ,que você nos falasse mais profundamente sobre o perdão.Isso é algo que eu gostaria de compreender mais e melhor.
Sou grata pela doação do seu amor através desses ensinamentos.
Beijos!!!!

Amada!
Postei sobre o perdão,verifique.
Paz Profunda!
Namastê!
Eu Sou sandra Regina
Olá !
. ...E é interessante que quando mais adoramos adotar uma atitude de defesa, tão menos equipado estaremos para lidar com a defesa ou o ataque construtivo, tão mais vitimizada e mártir nos tornaremos.. Existe uma agressividade e assertividade apropriada e saudável. Só não sabemos qdo é saudável ou não. A coisa é sutil demais e pode apenas ser encontrada através do auto-exame. Verdadeiros perigos se aplicam a vários níveis alem do físico.. Quanto mais livre estamos da defesa irreal, melhor poderemos lidar com a defesa saudável. Geralmente, os dois se interpenetram e a defesa não saudável enfraquece e mina a defesa saudável, diminuindo o seu efeito.....

Abraços,
Agora com relação ao que é natural, em termos pode ser confuso.
Com isto vc está dizendo que estamos sempre no meio entre a meta do Espirito (nossa Voz)e a de Deus? Não é isso que chamamos de evolução nossa para chegar do real (ilusão) ao irreal que não é perceptível (plano de Deus)? MAS NO ENTANTO DEUS É O REAL e A ILUSÃO E OS OPOSTOS, ETC....SÃO DE FATO O IRREAL?. Quando se fala em perdão - O perdão principal é a nós mesmos? Não é? porque se não nos perdoamos a nós mesmos como vamos perdoar tudo e todos? como podemos saber se realmente perdoamos? Muitas vezes dizemos e sentimos que perdoamos mas no fundo muitas vezes não é verdade. O amor incondicional Verdadeiro e Real não é alcançado porque não nos perdoamos a nós mesmos quanto mais os outros. O amor incondicional de Deus, o Real , só conseguimos mesmo quando conseguimos perder a ilusão - o irreal - que se vai alcançando através da Voz Dele que vai mediando entre os dois mundo. É isso?
Amada Maria,
Sim é isso, o curso usa o termo "ego" para definir o que não é real em nós e enfatiza que a verdadeira transformação ocorre na mente, que pode estar a "serviço" do ego ou do Espírito Santo, que é o nosso "Professor Interno".
É através dessa santa visão que iremos construindo os nossos "instantes sagrados", onde ocorrerá a mudança da visão do ego pela visão do nosso Cristo Interior.
Postei sobre o perdão verifique.
Amor e Luz!
Om Shanti!
Namastê!
Eu Sou Sandra Regina
Entendi... a Essência, a verdade é Deus e tudo o que Ele criou!
Paz e Amor
Saudações e Bênçãos

Vamos falar um pouco da energia do Curso:



O livro Um Curso em Milagres foi canalizado por dois médicos céticos da Universidade de Nova York em 1975 e são ensinamentos modernos do Mestre Jesus para uma vida melhor no Planeta Terra. É um livro que tem servido como base para muitos autores na área da espiritualidade (cerca de 700 livros já foram inspirados nele) e suas mensagens apresentam vasta teoria e exercícios práticos centrados em um ponto-chave, que é:

"Mudando o padrão de pensamento,
modificamos a nossa realidade."

Há grupos de estudos desse livro em todo o mundo; e como o livro compõe-se de 31 capítulos bastante extensos, há grupos que permanecem durante 31 meses “fazendo” o Curso em Milagres (um capítulo por mês). Mas esse não é o esquema seguido pelo Mestre, pois Mestre Saint Germain tem mais pressa e, como ele diz, “o tempo urge”.

Na verdade, o curso não se baseia apenas na teoria e prática da obra, pois as irradiações do Plano Espiritual se fazem presentes e atuam diretamente em cada um dos participantes, e é isso o que torna possível um amplo aproveitamento e realinhamento de padrões de pensamento e permite às pessoas modificarem conceitos pré-estabelecidos, como pecado, dor, limite, morte, sofrimento e a crucificação.

O Curso em Milagres aponta caminhos e já mudou a vida de muitas pessoas que hoje manifestam milagres diariamente em suas vidas. É um curso de transformação pessoal que muda a freqüência do padrão de pensamento e toca as pessoas de forma diferente, no momento certo. Os exercícios práticos fazem romper os bloqueios do passado e reafirmar novos valores.

Destinado a todos que querem aprender a ver o mundo e a própria vida de uma forma diferente, o Curso em Milagres mostra que não estamos no Planeta para sofrer mas, sim, para operar pequenos e grandes Milagres, porque “Milagres são Naturais, quando eles não acontecem alguma coisa saiu errada!”

Se você acredita que viemos ao mundo para SER FELIZES, junte-se a nós e venha “milagrar”!

Espero você !

.



Amor e Luz!

Om Shanti!

Namastê!

Sandra Regina

Saudações!
O "Um Curso Em Milagres", nos ensina a transformar um sistema de pensamento baseado no medo e a substituí-lo por outro, baseado no amor. Seu objetivo é conseguir a paz interior por meio da prática do perdão e da bondade.
O UCEM funciona como uma chave para a mudança da vida de uma pessoa e conseqüentemente do mundo.
Bênçãos de Amor do Mestre Jesus.
Amor e Luz!
Om Shanti!
Namastê!
Eu Sou Sandra Regina
MESTRE JESUS

Jesus não é uma imagem abstrata do passado, mas uma realidade viva.

Ele não está num corpo separado, mas vive no amor que eleva a todos os
corpos, todos os corações e todas as mentes.

Você pode pensar com Ele, sentir com Ele, respirar com Ele.

A presença compassiva que nos deu os ensinamentos de amor, há dois mil anos
atrás, continua dando-nos agora.

A voz de Deus continua falando conosco, através de Jesus e outros grandes
seres, que se uniram a Ele no seu grande trabalho de Redenção.

Cada vez que uma pessoa acorda para a verdade sobre si mesmo, um grande sol
se eleva no coração do arquétipo humano, radiando sua luz e seu amor a todos
nós.

Por isso sentimos seu amor. Por isso sentimos o amor de todos os seres que
têm nosso bem maior no coração.

Paul Ferrini

Tradução

Lili Angel


Continuação da Reflexão sobre “Um Curso Em Milagres”.

Por virtude da nossa identidade individual, nós já refletimos nossa crença no sistema de pensamento de separação do ego, junto com os sentimentos inconscientes de culpa, terror e dor.
Nós tentamos esconder a dor da nossa culpa em jogos de especialismo nos quais fingimos que existe algo ou alguém fora de nós que pode nos trazer amor e felicidade, e até mesmo salvação:

Acreditar que relacionamentos especiais, com amor especial podem te oferecer a salvação é acreditar que a separação é salvação (T-15.V.3:3) .

No entanto, o especialismo nunca funciona:

É assim que, em toda a tua busca de amor... não achas o amor. É impossível negar o que é o amor e ainda reconhecê-lo (T-15.XI.6:1- 3).

A não ser que em primeiro lugar conheças alguma coisa, não podes dissociá-la. O conhecimento necessariamente precede a dissociação, de modo que a dissociação nada mais é do que a decisão de esquecer (T-10.II.1:1- 2).

Mais uma vez, Jesus nos diz que em algum lugar dentro de nós, sabemos que suas palavras são verdadeiras. Essa verdade atraiu as pessoas para o Um Curso em Milagres para início de conversa, quer elas a tenham compreendido plenamente ou não, percebendo que havia algo aqui diferente de qualquer outra coisa que já viram. Então, o medo entrou, no entanto, e elas ficaram aterrorizadas diante dessa verdade, freqüentemente tentando fazer transigências com sua pureza para torná-la mais palatável e menos ameaçadora. No entanto, existe essa parte mais profunda de nós que sabe que Jesus fala a verdade. Emprestando um princípio usado em outro contexto, não iríamos precisar negar o que o Curso diz se primeiro não reconhecêssemos sua verdade. A negação é sempre radicada em primeiro tornamos algo real, e depois fingirmos que não está lá. Isso é dissociação, a dinâmica do ego de dividir o que considera inaceitável, e depois esquecê-lo:

Até que o perdão seja completo, o mundo tem um propósito. Vem a ser o lar onde nasce o perdão, onde ele cresce tornando-se cada vez mais forte e mais abrangente. Aqui é nutrido, posto que aqui é necessário. Um Salvador gentil, nascido onde o pecado foi feito e a culpa parecia ser real. Aqui é o Seu lar, pois aqui, de fato, Ele é necessário (MP-14.2:1-5) .

(4:3-6) Entretanto, há uma Criança em ti Que busca a casa do Seu Pai e sabe que é uma estranha aqui. Essa infância é eterna, com uma inocência que durará para sempre. Aonde quer que essa Criança vá, a terra é santa. É a Sua santidade que ilumina o Céu e que traz à terra o puro reflexo da luz do alto, em que a terra e o Céu estão unidos como um só.

Essa é outra referência ao mundo real, o reflexo da verdade do Céu no sonho de separação. É uma ilusão e, no entanto, o mundo real permanece tão próximo quanto você pode chegar dele dentro do sonho. Quando você está nele – “o puro reflexo da luz do alto” -, está fora do sonho de ódio, pecado e culpa, mas ainda está ciente dele. Nesse ponto, você – como Jesus – se torna o reflexo da verdade. Mais uma vez, uma parte de nós sempre soube que nós não pertencemos a esse lugar, pois nossas mentes guardam a memória da nossa identidade. O problema é que nós ficamos tão amedrontados de nos lembrarmos, que enterramos esse Ser sob camadas de culpa e especialismo. O poema de Helen, “A esperança de Natal”, apresenta o papel da Criança em nos conduzir ao mundo real de esperança e de luz – “a terra feita nova e brilhante na esperança do amor e do perdão”:

Cristo não nasce, mas Ele também não morre,
E, no entanto, Ele renasce em todos.
A elevação e o nascimento são um Nele,
Pois é no advento do Filho de Deus,
Que a luz da ressurreição começa.

Céu não precisa de natividade. E, no entanto,
O Filho de Céu precisa que o mundo seja
Seu local de nascimento, pois o mundo é superado
Porque uma Criança nasceu. E é Ela
Que traz a promessa de eternidade de Deus.

É o Seu nascimento que encerra o sonho de morte,
Pois em Sua morte, a vida é trazida. Observe
A terra sendo renovada e brilhante na esperança
De paz e de perdão. Agora, os Braços de Deus envolvem
Os corações que tiritavam no frio do inverno.
(As Dádivas de Deus, p. 98).


(5) É essa Criança em ti que o teu Pai conhece como o Seu próprio Filho. É essa Criança Que conhece o Seu Pai. Ela deseja ir para casa tão profunda e incessantemente, que a Sua voz te implora que A deixes descansar por um momento. Não pede mais do que alguns instantes de alívio; apenas um intervalo em que possa voltar a respirar o ar santo que enche a casa do Seu Pai. Tu também és a Sua casa. Ela voltará. Mas dá-Lhe um pouco de tempo para ser Ela Mesma, na paz que é a Sua casa, descansando no silencio, na paz e no amor.

Esse é o instante santo; Jesus nos dizendo que somos solicitados a pular do ilusório para o Céu. Nós damos pequenos passos, que é o motivo pelo qual Cristo aparece para nós como uma Criança e nós podemos perceber que o perdão é um processo. Jesus explica que já que somos essa criança, uma parte de nós é miseravelmente infeliz e está sufocando até à morte. Essa é a parte à qual ele apela. O propósito do Um Curso em Milagres, portanto, é nos tornar tão desconfortáveis com a disparidade entre nosso ser e nosso Ser, Cuja memória está em nossas mentes, que seremos motivados a dizer que tem que existir outra forma de perceber o mundo. Incitar-nos a escolher Jesus como nosso professor, portanto, é a inquietação crescente de como experienciamos nossas vidas. Sem tal desconforto, não haveria motivação para mudarmos, porque não iríamos acreditar que precisamos de um professor. O propósito de Jesus não é nos fazer sofrer, mas nos tornar conscientes de que já estamos sofrendo. Assim, nos sentiremos motivados a finalmente procurarmos o caminho para casa, com o professor que conhece o caminho.



O Véu da Ilusão



Todo relacionamento que estabelecemos uns com os outros na Terra é, em última instância, uma relação com nosso Criador, que está acima de todas as coisas.

A Última Instância é o que está por trás e acima de todas as coisas. É a Instância da Verdade.

Mas, em primeira instância, quando vemos o outro diante de nós, ainda não veremos Deus nele, refletindo a Sua luz, pois, naquele instante perdido, ainda esquecidos, não sentimos nem sabemos que Deus está em nós e nós Nele, eternamente

Em Primeira Instância, nós nos relacionamos com uma máscara de Deus, ou melhor, com uma máscara que oculta Deus, uma coisa entre coisas, a que chamamos: ELE, ELA, VOCÊ, VOCÊS ou NÓS, ISTO E AQUILO. O fazemos identificados com outra máscara, feita especialmente na medida do nosso passado, outra coisa entre coisas, feita de corpo e vida breve, algo a que damos tanta importância ao ponto de chamá-la de EU, a pedra angular da ilusão.

Assim, querendo parecer algo diferente para outros, que também querem parecer algo diferente para nós, todos seremos muito iguais no parecer, sendo todos bem diferentes da Verdade.

Nós, os mascarados, sentimo-nos sós e vazios de significado, num mundo que é visto como um palco, onde os personagens se parecem a uma legião de estranhos separados, mas cujos atores permanecem desconhecidos, até para si mesmos. Grande é a confraria dos esquecidos.

Mas, neste labirinto de máscaras, alguns tolos imaginam que Deus não nos ama, imaginando também que fomos criados como corpos mascarados, pré esquecidos da “Imagem e Semelhança” e de Onde viemos. Ao imaginar que fomos condenados à separação e a viver os dramas neste imenso palco - sem poder sair de cena desde nascidos - vamos em busca de algo que se pareça com união, que se pareça com amor, sem saber que no palco, nada é o que parece ser. Cenas de desilusão são permitidas e são sempre reencenadas. O amor no palco e todo amor representado ali é, no entanto, convincente, pois é devidamente mascarado pela pretensão de ser real, a patologia dos mascarados.

Algum de nós escolhemos acreditar que isto tudo aconteceu por nossa própria causa, em algum instante antes do Big Bang original. Culpados, escondemos pecados por trás de nossas máscaras e não poderemos mais tirá-las, sem o risco da exposição. Sem a máscara, sem o parecer que atesta nossa pretendida inocência, o que verão em nós é o culpado pelo pecado original, que retorna da tournée da origem para vir representar no palco, o mais ordinário dos transgressores, exibindo seu banal pecado mortal, seguido de vergonha e culpa. Mas quem sabe ele escapará habilmente, com a ajuda de um infeliz bode expiratório sendo colocado no lugar do verdadeiro réu?

Neste drama encenado nas sombras da culpa, o outro refletirá para nós, não mais a máscara da falsa inocência, mas a face desnuda de nossos pecados. Assim, passaremos a vê-lo sem piedade e o julgaremos pela medida da nossa culpa, delegando a ele, por baixo da mesa de um júri sonambúlico, apenas uma das nossas faces, a mais tenebrosa e congelada, a face do pecado original, a ser representada e animada em fisionomias repulsivas, projetadas na tela do tempo, para o alívio dos que assistem e se dizem: ainda bem que ele não sou eu. Mas como poderia deixar de sê-lo, pois se, na Realidade, o outro é eu?

O pecado, mercadoria de valor na Primeira Instância nunca chegará a ter crédito no Tribunal da Última Instância, pois ele é a queda da Última Instância.

O Excelentíssimo Juiz desta Instância Superior só vê o que é santo em Sua Criação. Sua justiça é cega para a ilusão e não vê nada que diga respeito ao tempo ou ao espaço. Impassível, Ele não crê no que parece acontecer na tela coletiva desta grande ilusão feita por seu único filho em sonhos.

Embora só exista na Realidade Um-Agora-Perfeito- e-Eterno, o pecado é a ilusão que caiu da realidade como um fruto malsão, projetando-se no tempo e inaugurando aí seu tribunal de Primeira Instância. Mirem lá os seus fantasmas, juízes obscuros, partidários e reféns corruptos da idéia da separação. Nesta instância há uma lei que nega toda e qualquer possibilidade de inocência. Nesta total ausência de Deus, impera também a impossibilidade do Seu perdão, e nem sequer um golpe de misericórdia é concedido aos que não merecem vida, mas somente a pior das mortes.

Será preciso ir mais longe ainda para desmascarar algo mais profundo que a Sombra do Pecado, algo que jaz para além da face da culpa. Será necessário mergulhar nas masmorras do inferno, para ver lá outra face, cheia de lágrimas de sangue, naqueles que se sentem condenados pelo pecado da separação de Deus: Aí todos moram dentro de um grande coração ferido por uma coroa de espinhos e aí permanecemos todos, as mesmas criançinhas feridas que um dia já fomos.

É por isso que Jesus disse: “Vinde a mim as criancinhas, porque delas é o reino de Deus”.

Mas mesmo chegando até aí, porém ainda iludidos, não poderemos sentir o alívio das mãos de Deus - o Seu Amor - pois a face da dor apenas revela outro aspecto inconsciente da nossa relação com o falso Deus inventado - Aquele que nos julga e condena por trás de toda a cena - pois aí ostentamos nossas feridas e as mostramos a Ele, porém ocultando-as do mundo, por nossa vergonha. Aqui escolhemos alimentar os velhos sofrimentos para barganhar com o falso Deus, pois que já nos sentimos punidos, pelo simples fato de termos nascido e sofrido o bastante aqui, no mundo dos separados, dos Judas de si mesmos.

Aqui, somos os guardiões inconscientes da nossa culpa e dor, os carcereiros dos nossa condição inexorável, e pior, somos os carrascos executores do próprio castigo imaginado como merecido. Não é consciente o que fazemos no fundo deste abismo sombrio, mas se o fazemos, (julgando que foram outros que nos fizeram) é na esperança de que assim não será mais necessário que o Deus Terrível da Justiça, venha no final dos tempos, sentar no Seu trono para nos julgar e punir, na hora da nossa morte, Amém.

E o Deus do Amor, que nunca habitou tais pesadelos, ficará ainda oculto pela escuridão lamentosa dos nossos desterros auto infringidos. Ele será mantido oculto pela nossa Máscara da Inocência, obscurecido pela Sombra na face da culpa, e visto como insensível à nossa dor não curada. Grande é dor da nossa Criança Ferida, em sua viciada busca desesperada por repetir suas cenas passadas de magoa, abandono e abusos.

Assim, neste palco tragicômico, enxergamos a nós mesmos nos outros refletidos, ora vemos um ora um outro, um dos três personagens absurdos, os escravos do pecado: Vemos os outros pelos olhos das nossas máscaras, pelos olhos das nossa sombra ou entre as lágrimas da nossa dor e interpretamos tão convincentemente nossos papeis ao ponto de identificar- nos totalmente com eles. Mas também, interpretamos um significado marcado ao papel que delegamos aos outros, de acordo com o velho enredo de nossas histórias infantis. E se insistimos corrigir no presente aquilo que foi uma dor passada, apenas repetiremos a mesma dor.

Podemos então nos vingar do que ocorreu, pois é este o papel do tempo, o grande anfitrião indulgente com relação à visita da dor. O tempo - mecenas das ilusões. Em seu bojo a vingança vem querendo resolver a trama, vem se vingar e vencer ou decidir-se pela própria morte, deixando outros como culpados.

É o mesmo e velho tempo, onde o destino será deixado sem resolução, engolido pela força da injustiça do mundo, apesar da indignação, apesar do espanto.

Mas a lei que rege o palco do tempo é inexorável: Tudo o quando acreditamos e, principalmente, o que atuamos, terá suas conseqüências no tempo. Se sofrermos, será somente a colheita do merecido. Se é merecimento meu, assim também é o do outro, pois vemos nos outros o mesmo sofrimento merecido e, solidariamente, ajudaremos uns aos outros a aumentá-lo em nossas relações insanas, insistentemente reencenadas.

E há um porquê para toda esta insanidade?

Já que o inferno é tão temido - desde o susto que nos fez perder a eternidade na queda original - já que seu fogo é intuído como sendo muito pior por ser o próprio desconhecido, nós nos atrelaremos medrosamente ao conhecido. Por isso, no palco, preferimos o nosso drama, pois já o sabemos de cor. Reencenado-o, compartilhamos uns com os outros o inferno do conhecido, do previsível, do controlável, do menos pior.

Mas esse tão bem conhecido outro que é visto no espelho da ilusão é apenas o nosso pseudo conhecido outro. Ele ainda oculta de nós o Verdadeiro Outro, a luz encarnada do Verdadeiro Deus. E o inferno do conhecido apenas oculta um amor desconhecido que, pela nossa entrega a ele, nos redimiria da dor.

A ilusão não nos deixa saber que o inferno, com seu tão temido e Desconhecido fogo é, na verdade, o abrasante Amor de Deus por nós, que desfaz as sombras, dissolve a culpa, ri na face hedionda do medo, cura a dor e revela na transparência a pureza do imortal do Filho de Deus em nós, revelando Sua Imagem, Sua Semelhança.

Por isso, amar a Deus sobre todas as coisas é a nossa única necessidade, pois Nele todas faltas cessam. Assim também, o abrasante amor de Deus por nós e o nosso intenso amor por Ele, é o único e último medo, por trás de todos os medos, pois nele a ilusão fica trêmula ao encarar a sua dissolução inexorável no fogo do amor.

Mas o Deus do Amor, o Verdadeiro, sabe compassivo que Ele é confundido por nossas ilusões. Ele sempre nos espera, como uma Mãe que se faz criança e permanece escondida para brincar com seu filho, até que ele a encontre. Esta Mãe, já é feliz porque será descoberta por trás dos véus. Ela estava quieta e amorosa e desde sempre lá, onde o tempo desemboca no mar da eternidade.

Ela então convida seu filho inocente para o jogo mais pleno de todos no Seu Reino sem limites.

E, para alegria do amor de ambos brincando eternamente de serem só um no mesmo amor, o Seu filho, agora sem máscaras nem ilusões, lhe diz galante em sua roupa de Glória:

- Sim Mãe, eras Tu por trás de tudo e em tudo. Finalmente despertei, eu te achei! A Ti me entrego, pois sempre fui e serei Teu.


Sergio Condé
O Um Curso Em Milagres é composto de três partes: livro texto, livro
de exercícios e manual de professores.

O Livro Texto traz 31 capítulos em 721 páginas que reinterpreta
princípios cristãos, associando-os a outros temas universais, com uma
abordagem única, carregada de significado e uma proposta de uma nova
forma de pensar. Ele contém o que podemos chamar da parte conceitual do
Curso.

O Livro de Exercícios traz 365 lições para colocarmos em prática aquilo
que o Livro Texto ensina.

O Manual dos Professores, a menor entre as três partes, é escrito na
forma de perguntas e respostas. Ele esclarece termos e conceitos sobre o
Curso.

Não há regras estipuladas pelo Curso para que o estudante faça primeiro
a leitura do texto ou primeiro os exercícios. Cada um encontra o seu
jeito. Eu fazia os exercícios e também lia o livro texto, no entanto
para realmente aprender o Curso os exercícios são fundamentais, e devem
ser feitos conforme descrito no texto do exercício do dia.

Para quem está iniciando é importante ler a introdução do livro de
exercícios, onde ele diz que a única regra é realizar um exercício por
dia (você pode até repetir o mesmo exercício por vários dias, mas nunca
mais de um exercício num só dia).

O Curso tem como objetivo a Paz Interior. Para se chegar a isto ele leva
o estudante a aprender a ouvir a sua Voz Interior, o seu Professor que
foi dado por Deus a cada um de nós. O Curso não precisa ser ministrado
por padre, pastor ou guru, mas aqueles que já fizeram o Curso podem dar
uma ajuda para o seu entendimento.

Para adquiri-lo entre em contato com a Editora Abalone
http://www.editora- abalone.com. br/comoadquirir. html (este grupo virtual
não tem qualquer vínculo com a editora), ou ainda, procure o livro em
sebos virturais como no http://www.estantev irtual.com. br/ É dificil,
mas não impossível encontrar o livro em livrarias também, tanto as da
cidade como na internet.

Boa sorte na empreitada. Fique na Paz,

Eu Sou Sandra Regina

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Co-criando A NOVA TERRA

«Que os Santos Seres, cujos discípulos aspiramos ser, nos mostrem a luz que
buscamos e nos dêem a poderosa ajuda
de sua Compaixão e Sabedoria. Existe
um AMOR que transcende a toda compreensão e que mora nos corações
daqueles que vivem no Eterno. Há um
Poder que remove todas as coisas. É Ele que vive e se move em quem o Eu é Uno.
Que esse AMOR esteja conosco e que esse
PODER nos eleve até chegar onde o
Iniciador Único é invocado, até ver o Fulgor de Sua Estrela.
Que o AMOR e a bênção dos Santos Seres
se difunda nos mundos.
PAZ e AMOR a todos os Seres»

A lente que olha para um mundo material vê uma realidade, enquanto a lente que olha através do coração vê uma cena totalmente diferente, ainda que elas estejam olhando para o mesmo mundo. A lente que vocês escolherem determinará como experienciarão a sua realidade.

Oração ao Criador

“Amado Criador, eu invoco a sua sagrada e divina luz para fluir em meu ser e através de todo o meu ser agora. Permita-me aceitar uma vibração mais elevada de sua energia, do que eu experienciei anteriormente; envolva-me com as suas verdadeiras qualidades do amor incondicional, da aceitação e do equilíbrio. Permita-me amar a minha alma e a mim mesmo incondicionalmente, aceitando a verdade que existe em meu interior e ao meu redor. Auxilie-me a alcançar a minha iluminação espiritual a partir de um espaço de paz e de equilíbrio, em todos os momentos, promovendo a clareza em meu coração, mente e realidade.
Encoraje-me através da minha conexão profunda e segura e da energia de fluxo eterno do amor incondicional, do equilíbrio e da aceitação, a amar, aceitar e valorizar  todos os aspectos do Criador a minha volta, enquanto aceito a minha verdadeira jornada e missão na Terra.
Eu peço com intenções puras e verdadeiras que o amor incondicional, a aceitação e o equilíbrio do Criador, vibrem com poder na vibração da energia e na freqüência da Terra, de modo que estas qualidades sagradas possam se tornar as realidades de todos.
Eu peço que todas as energias e hábitos desnecessários, e falsas crenças em meu interior e ao meu redor, assim como na Terra e ao redor dela e de toda a humanidade, sejam agora permitidos a se dissolverem, guiados pela vontade do Criador. Permita que um amor que seja um poderoso curador e conforto para todos, penetre na Terra, na civilização e em meu ser agora. Grato e que assim seja.”

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