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Gaia – O PLANETA VIVO

Entenda melhor a hipótese de James Lovelock

“O que acontece à Terra, acontece     aos filhos da Terra”, declarou, em 1855, o chefe indígena Seattle ao     presidente norte-americano Franklin Pierce, numa carta que respondia à proposta     da compra da terra dos índios pelos brancos. Nesse texto, que acabou se tornando     um manifesto ambientalista, Seattle, líder dos Duwamish, nativos do atual     Estado de Washington, dá a entender que a Terra é uma entidade viva, onde     todos os seus componentes – os seres vivos, as rochas, as águas e a atmosfera     – interagem em harmonia, conferindo vida ao planeta. “O Homem não     tece a teia da vida”, afirma Seattle, “ele é apenas um fio dessa     teia”. Essa percepção, embora adquirida apenas por meio da sensibilidade     do chefe duwamish, está incrivelmente imbuída de uma noção que a ciência começa     a adotar apenas agora. Quase cem anos depois, um cientista propõe uma visão     do planeta que comprova as palavras do chefe indígena.

James Lovelock, um dos mais prestigiados     cientistas britânicos da atualidade, sugere uma abordagem bastante abrangente     para entender nosso planeta e as alterações pelas quais ele está passando.     Lovelock, que trabalhou na NASA e é autor de diversas invenções, entre elas     o ECD, sigla inglesa para “detector de captura de elétrons”, (um     aparelho que permite mensurar o acúmulo global de pesticidas e a poluição     pelos fluocarbonos, produtos químicos responsáveis pelo bu­raco na camada     de ozônio), entende a Terra como um sistema fisiológico único, uma entidade     viva. E como todo ser vivo, a Terra seria capaz de auto-regular seus processos     químicos e sua temperatura.

Lovelock lançou sua idéia pela     primeira vez no final da década de 1960 num artigo publicado no periódico     Ícaro, editado pelo lendário Carl Sagan. “A vida, ou a biosfera, re­gula     ou mantém o clima e a composição atmosférica em um nível ótimo para si mesma”,     propôs ele na revista.

Essa visão analítica da Terra como     um sistema único, que Lovelock batizou de “Gaia”, o nome que os     antigos gregos da­vam à deusa Terra, é essencialmente fisiológica, considerando     o planeta como um organismo onde seus componentes intera­gem de forma a sustentar     a vida. A Terra funcionaria como um sistema interligado — e jamais separado     em biosfera, atmosfera, litosfera e hidrosfera, como os cientistas fazem.     “Essas divisões não são divisões reais da Terra, mas esferas de influência     habi­tadas por cientistas e acadêmicos”, diz Lovelock.

De fato, na medida em que desenvolveu     a Hipótese Gaia, Lovelock percebeu que não é apenas a vida, ou seja, a biosfera,     que regula o sistema Gaia, mas todos os seus com­ponentes. A evolução dos     organismos está intimamente ligada à evolução do ambiente físico e químico.     Sua ação conjunta constitui um processo auto-regulador. Da mesma forma como     o clima, a composição das rochas, que formam a litosfera, o ar, os rios e     os oceanos são determinantes na evolução dos seres vivos de um ambiente. As     espécies animais e vegetais também transformam e recriam os ambientes ao seu     redor. Mais que isso, além de se modificar mutuamente, o conjunto dessas re­lações     confere uma outra percepção do conceito de vida, em âmbito planetário.

A definição mais adequada de “vida”     ainda é debatida intensamente no meio científico. Há diferentes formas de     se entender o significado dessa palavra. A definição mais tradi­cional a coloca     como a propriedade das plantas e dos animais que lhes permite ingerir alimentos,     extrair energia, crescer de acordo com suas instruções genéticas e se reproduzir.     Uma outra definição considera que todos os sistemas vivos têm fronteiras —     as paredes das células, as membranas, ou a pele —, têm capacidade de     manter um meio interno constante, precisam de um fluxo constante de energia     para preservar sua integridade e excretam produtos residuais.

Lovelock observa que Gaia apresenta     muitas dessas características. A Terra é, por exemplo, limitada no exterior     pelo espaço, com o qual troca irradiação de energia — a luz solar entrando,     e a radiação térmica saindo. O planeta utiliza energia solar e rege uma espécie     de metabolismo em escala planetária. A Terra absorve energia de alta qualidade,     como a luz solar, e excreta energia de baixa qualidade, como raios infravermelhos,     para o espaço. É também um sistema que se auto-regula. O clima permaneceu     satisfatório para a vida duran­te 3,8 bilhões de anos, mesmo tendo havido     um aumento de 25% de produção solar. “O clima certamente não foi mantido     por uma casualidade feliz”, argumenta Lovelock.

As mais fortes objeções à Hipótese     Gaia atacam o fato de a Terra não poder se reproduzir. Se ela não se reproduz,     não pode estar viva. Na verdade, Gaia pertenceria a uma ca­tegoria distinta     de vida, a mesma a qual pertencem os recifes de coral e as colméias, ou seja,     sistemas auto-reguladores que sustentam vida, crescem e evoluem com ela.

A visão proposta pela Hipótese     Gaia é importante porque traz uma perspectiva nova na maneira de entender     o planeta e a vida, da qual somos parte. Há, porém, uma implicação maior no     fato de o planeta ser um organismo vivo, capaz de se auto-regular e de resolver     problemas que ameacem seus processos. “Qualquer espécie que afete adversamente     o meio ambiente, tornando-o menos favorável para a progênie de Gaia, acabará     sendo banida, exatamente como acontece com os membros mais fracos de uma espécie     que não conseguem passar pelo teste de aptidão evolutiva”, sustenta Lovelock.     Dessa forma, Gaia tenderia a buscar sua sobrevivência, mesmo que para isso     tivesse de eliminar a espécie mais inteligente que produziu. A julgar pelas     mudanças climáticas e por suas drásticas conseqüências que estamos começando     a testemunhar, Lovelock está com a razão.

Os órgãos de Gaia

James Lovelock sustenta que, como     todo organismo vivo, o planeta possui órgãos, que seriam os ecossistemas.  

Os ecossistemas se espalham     por toda a superfície da Terra: desde o Ártico até os desertos, das     Florestas temperadas e tropicais aos campos e pântanos, do litoral ao Fundo     dos oceanos. Esses ecossistemas são sustentados por outros, invisíveis. Trata-se     dos ecossistemas bacterianos fotossintetizadores e consumidores, que ficam     na superfície do solo e do mar, e os fermentadores e anaeróbicos, que vivem     no subterrâneo. Lovelock diz que os ecossistemas podem ser vistos como superorganismos     que possuem algumas carac­terísticas das entidades vivas, isto é, auto-regulação,     homeostase (tendência que o organismo tem de se estabilizar) e metabolismo.     “São também os órgãos de Gaia”, propõe o cientista britânico. “Embora     estejam ligados a todos os outros ecossistemas, cada um deles tem uma identidade     distinta e desempenha um papel de importância vital em todo o orga­nismo”,     aponta Lovelock.

Uma nova Ciência

A geofisiologia     é uma nova ciência proposta por James Lovelock que estuda a vida a partir     de uma pers­pectiva mais abrangente. A geofisiologia é “a     ciência dos grandes sistemas vivos, como a Terra”, explica o     cientista britânico. “Ela se ocupa da maneira como a Terra viva     fun­ciona”. A geofisiologia ignora as divisões tradicionais     entre as ciências da Terra, como geologia, por exemplo, e as da vida, como     a biologia, que concebem a evolução das ro­chas e a da vida como duas áreas     científicas separadas. Em lugar disso, a geofisiologia trata os dois processos     como uma única ciência evolutiva que pode explicar detalhadamente a história     do planeta.

JAMES LOVELOCK ENTENDE A TERRA COMO UM SISTEMA FISIOLÓGICO ÚNICO,     UMA ENTIDADE VIVA. E COMO TODO SER VIVO A TERRA SERIA CAPAZ DE AUTO-REGULAR     SEUS PROCESSOS QUÍMICOS E SUA TEMPERATURA.

Fonte: www.wiltonoliveira.com

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