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A Conquista da Felicidade
Nesta entrevista de Pai Joaquim de Aruanda, concedida a Jefferson Viscardi, o mestre e amigo espiritual não vem de modo algum revogar os ensinamentos já proclamados pelas grandes escolas espiritualistas e pelos mestres espirituais de todos os tempos. Muito pelo contrário, vem projetar luz sobre questões ainda mal compreendidas ou não examinadas criteriosamente.
Todos esses mestres e escolas sempre falaram por parábolas, valendo-se de figuras, comparações, no afã de retratar a Verdade nua e crua de modo velado, a fim de que ela não venha chocar, de maneira contundente, as consciências ainda não despertas.
E ela, a Verdade, choca, porque vai de encontro às verdades humanas; Ela mostra o equívoco de seus enunciados e das prerrogativas humanas acerca do que é Deus e do amar o próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas.
 
Certa vez, um discípulo de um mestre Zen perguntou a este, porque, em sabendo que a Verdade já é conhecida de todos, ainda assim precisamos dos sutras, dos mantras e das escrituras sagradas para compreendê-la. Respondeu o mestre que, os livros, sutras e ensinamentos espirituais, são como um dedo apontando para a Lua e não a própria Lua. E, como o fato de a Lua estar sempre no céu torna isto um fato consumado – e por isso os homens esquecem a sua existência – assim é com a Verdade: ela já existe desde sempre e está ao alcance de todos, mas pelo fato dela ser um fato consumado, assim como a Lua que está no céu, nós adiamos a sua contemplação – “Ah, depois a gente pensa nisso, no momento temos coisas mais importantes a resolver” – de modo que ainda precisamos de um dedo, ou vários dedos – sutras, livros, mantras e de palestras como esta – apontando para a Lua, para a Verdade, a fim de lembrar a sua existência e da necessidade que temos de viver e nos tornarmos esta própria verdade, que é a do Espírito Uno com Deus.
E o discípulo – ainda não satisfeito, pergunta ao mestre Zen: “Mas nós não poderíamos olhar a Lua sem precisar de um dedo que aponte para ela?” – “Sim! E assim tu farás – responde o mestre – pois ninguém poderá olhar a Lua por ti”.
Do mesmo modo, Pai Joaquim não está aqui para apontar o dedo para a Lua: ele vem convidá-lo você mesmo a contemplá-la; vem anunciar o fim da idolatria e do culto ao bezerro de ouro; o fim do enaltecimento dos gurus, dos mestres, do culto aos ídolos, decepando o dedo que aponta para a Lua, como fez o mestre Gutei com o seu discípulo. É o crepúsculo dos ídolos, como anunciou anteriormente Friedrich Nietzsche.
Pai Joaquim vem, desse modo, mostrar a verdade nua e crua; apresentar o Consolador prometido pelo Cristo, que, segundo a promessa, não nos falaria mais por parábolas, mas nos mostraria a verdade nua e crua.
Para isso, faz uma releitura de O Livro dos Espíritos à luz do conhecimento das escolas espiritualistas e dos grandes mestres de todos os tempos, em particular, Jesus, o Grande Mestre que ousou contemplar a Lua, e saiu da Roda Cármica depois de 14 encarnações neste planeta, segundo informações que Pai Joaquim obteve do Mundo Espiritual. Jesus é o exemplo. Não é cultuá-lo; não é idolatrá-lo; não se trata de segui-lo; não tem a ver com enaltecê-lo, mas é sim, imitá-lo, ousando você mesmo ser também um Cristo, e não mais um seguidor de Cristo.
A verdade nua e crua é, pois, o fim da idolatria, do culto aos gurus, porque enquanto o guru é tudo, é fantástico, é o salvador, você não é nada! O ser humano permanece estagnado na sua infantilidade espiritual, qual criança que vem pedir ao pai que lhe resolva os problemas!
A humanidade está escravizada há séculos, milênios talvez, e a longa tradição de poder das religiões e instituições sociais dominantes criou no ser humano uma condição de dependência dolorosa: todos delegam a outrem o poder de decidir sobre os seus destinos, porque decidir por si mesmo, você mesmo ter que fazer o trabalho que lhe cabe fazer é doloroso. Conhecer a si próprio é doloroso, porque significa deixar um lugar que lhe é familiar, em que há proteção – uma suposta proteção que na verdade não protege ninguém, mas escraviza, subjuga, aliena – por algo desconhecido.
Então ninguém quer se aventurar a sair da clareira que a sociedade abriu na mente de todos: ali há fogo, calor, comida, proteção, sem os perigos da mata virgem, com seus animais selvagens, sem o perigo de perder-se na vastidão dessa mata que é a vacuidade do saber.
Essa clareira é o ego, a personalidade humana, que a sociedade dá a todos logo que nascemos, para que nós nos adaptemos às suas regras e não nos tornemos um problema para ela. Mas nós não somos este ego, não somos o senhor fulano de tal ou a senhora fulana de tal.
Precisamos nos desfazer de todas as nossas verdades, de todas as verdades humanas, da nossa identidade humana, livrar-se de todo o saber. E essa é a prova de todos os espíritos encarnados. E é só isso. Não há nada mais para se fazer além de nos libertar do jugo da sociedade e das nossas verdades: “eu amo”, “eu sei”, “eu tenho”, “eu faço”, “eu mando”, “eu quero”, “eu não quero”, e assim por diante. É libertar-se de nós mesmos enquanto seres humanos! Não somos seres humanos, somos Espíritos Unos com Deus num “campo de experimentação” para, definitivamente, aprendermos a amar a Deus sobre tudo, e ao próximo como a nós mesmos, porque, presentemente amamos aquilo que está fora de nós e que portanto, estão todos, a grande maioria, iludidos e equivocados a respeito da sua verdadeira identidade espiritual.
 
O que é essa “identidade” espiritual? Somos espíritos que já fomos criados perfeitos por Deus. O espírito é como se fosse uma poderosa lâmpada que resplandece! Não é que você precise aumentar o teu brilho, iluminar-se: é a lâmpada que está coberta de sujeira – o saber – e não permite que essa luz resplandeça com todo o seu potencial!
Assim, esses mesmos espíritos gerados por Deus, são submetidos à encarnação por motivo de terem comido o fruto da árvore do conhecimento – sujado o vidro da lâmpada. Esta árvore produz um fruto “saboroso”, de aspecto agradável, chamado SABER. Quando o espírito comeu desse fruto, ele se tornou como um deus: julgou saber e conhecer todas as coisas. Assim, para que se precisaria de um Deus?
 O Espírito Uno com Deus já foi comparado a dois pássaros que estavam pousados numa mesma árvore: um estava mais acima e não comia os frutos da árvore; outro estava mais abaixo e os comia. Contudo, ora ele comia um fruto doce, ora ele comia um fruto amargo. Quando ele comia o fruto amargo, olhava o pássaro de cima e pulava para um galho acima, e assim sucessivamente até que um dia ele chegou ao lugar onde estava aquele pássaro majestoso e descobriu que, o tempo todo, aquele pássaro tinha sido ele mesmo: o pássaro que comia dos frutos da árvore nunca existira senão na sua mente, na sua imaginação; tudo tinha sido uma ilusão, uma aparência.
Assim se dá com os seres humanos, tendo os prazeres humanos e a irrisória e ilusória felicidade humana à conta de frutos doces. Mas na vida humana não se come só dos frutos doces. Há os frutos amargos também. Por isso que a vida é feita de vicissitudes, que são os altos e baixos da existência humana. Como observou Buda, a dor é gerada pela busca do prazer, pois que, a partir do momento em que aquele prazer não puder mais ser satisfeito, surgirá o sentimento de insatisfação, de vazio e, em consequência, de sofrimento.
E assim tem sido com a humanidade nos últimos sete mil anos, nesse vai-e-vém, girando na Roda Cármica...
O espírito antes vir a este mundo pede uma prova. Quando ele está no mundo espiritual, ele estuda para a prova: elabora planos, aventa hipóteses, adquire conhecimentos, constrói projetos, ensaia, e por fim, vem à carne, à sala de aula – nessa escola chamada planeta Terra – fazer a prova, a fim de verificar se aprendeu tudo aquilo que estudou.
Na maioria das vezes tira notas baixas, e “fica de recuperação”: volta a reencarnar-se. Até quando? Até o momento de despertar-se para a sua realidade espiritual. Essa realidade é a de que somos deuses. Não obstante, para o reconhecimento desta realidade é preciso algo bem simples, nos diz Pai Joaquim: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo com a si mesmo.
Como ser feliz desde já, ainda nesta vida? Primeiro, amando a Deus, ou seja, tendo a certeza de que tudo o que nos acontece, é Deus que faz acontecer. Segundo, amando a nós mesmos, a saber que, aquilo que nos acontece contra a nossa vontade ou a favor dela, é também por determinação de Deus, então eu perdoo a mim mesmo. Terceiro, amando o próximo como a si mesmo: assim como eu amo a Deus – aceito tudo que me acontece sem me queixar – e perdoo a mim mesmo por aquilo que me acontece e que não está sob o meu controle, perdoo o próximo por aquilo que não está sob o seu controle. Aceito o meu próximo como ele é; respeito o seu direito de ser, de fazer, de se comportar como quiser, e quando fazemos isso – nos diz Pai Joaquim – então podemos desde já desfrutar dessa felicidade plena! “Imagine você sendo feliz todos os dias, em todos os momentos”, nos diz – intrépido e confiante – o mestre Joaquim. “Não é isso o que você deseja”?
Pois então, amemos desde já. Amemos a Deus, aceitando tudo o que nos acontece, com alegria, com confiança, com aquela fé que remove as montanhas da dor e do desânimo; amemos a nós mesmos nos perdoando dos nossos projetos humanos fracassados, que não deram certo e por fim, amemos o nosso próximo como a nós mesmos, respeitando inclusive, o seu direito de não gostar de nós, de não nos querer bem, porque como disse Paulo de Tarso, “É o Senhor que opera em nós o querer e o fazer”, até chegar o momento – que já está bem próximo – de dizer como Paulo disse: “Já não sou eu quem vive, mas é o Cristo (Deus) que vive em mim”.
 
 
 
 
 
 

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Respostas a este tópico

Maravilhoso texto! Desde que comecei minha mudança interna tenho seguido nessa direção, vejo que estou no caminho certo. Namastê! Aguardo novas postagens.

Olá Cláudia! Fico feliz que tenha gostado! :) Se puder, ouça o áudio tbm que é melhor ainda.

Abçs

 

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Co-criando A NOVA TERRA

«Que os Santos Seres, cujos discípulos aspiramos ser, nos mostrem a luz que
buscamos e nos dêem a poderosa ajuda
de sua Compaixão e Sabedoria. Existe
um AMOR que transcende a toda compreensão e que mora nos corações
daqueles que vivem no Eterno. Há um
Poder que remove todas as coisas. É Ele que vive e se move em quem o Eu é Uno.
Que esse AMOR esteja conosco e que esse
PODER nos eleve até chegar onde o
Iniciador Único é invocado, até ver o Fulgor de Sua Estrela.
Que o AMOR e a bênção dos Santos Seres
se difunda nos mundos.
PAZ e AMOR a todos os Seres»

A lente que olha para um mundo material vê uma realidade, enquanto a lente que olha através do coração vê uma cena totalmente diferente, ainda que elas estejam olhando para o mesmo mundo. A lente que vocês escolherem determinará como experienciarão a sua realidade.

Oração ao Criador

“Amado Criador, eu invoco a sua sagrada e divina luz para fluir em meu ser e através de todo o meu ser agora. Permita-me aceitar uma vibração mais elevada de sua energia, do que eu experienciei anteriormente; envolva-me com as suas verdadeiras qualidades do amor incondicional, da aceitação e do equilíbrio. Permita-me amar a minha alma e a mim mesmo incondicionalmente, aceitando a verdade que existe em meu interior e ao meu redor. Auxilie-me a alcançar a minha iluminação espiritual a partir de um espaço de paz e de equilíbrio, em todos os momentos, promovendo a clareza em meu coração, mente e realidade.
Encoraje-me através da minha conexão profunda e segura e da energia de fluxo eterno do amor incondicional, do equilíbrio e da aceitação, a amar, aceitar e valorizar  todos os aspectos do Criador a minha volta, enquanto aceito a minha verdadeira jornada e missão na Terra.
Eu peço com intenções puras e verdadeiras que o amor incondicional, a aceitação e o equilíbrio do Criador, vibrem com poder na vibração da energia e na freqüência da Terra, de modo que estas qualidades sagradas possam se tornar as realidades de todos.
Eu peço que todas as energias e hábitos desnecessários, e falsas crenças em meu interior e ao meu redor, assim como na Terra e ao redor dela e de toda a humanidade, sejam agora permitidos a se dissolverem, guiados pela vontade do Criador. Permita que um amor que seja um poderoso curador e conforto para todos, penetre na Terra, na civilização e em meu ser agora. Grato e que assim seja.”

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