Anjo de Luz

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Os supernafins primários são os Servidores supernos das Deidades, na Ilha Eterna do Paraíso. Nunca se soube que eles tenham saído dos caminhos da luz e da retidão. As listas de chamada estão completas; desde a eternidade, nem um membro sequer das suas magníficas hostes foi perdido. Esses elevados supernafins são seres perfeitos, supremos na perfeição, mas eles não são absonitos, nem são absolutos. Sendo da essência da perfeição, esses filhos do Espírito Infinito trabalham voluntariamente, de modo intercambiável, em todas as fases dos seus múltiplos deveres. Eles não funcionam, em uma escala considerável, fora do Paraíso, se bem que participem dos vários encontros milenares e reuniões de grupo no universo central. Eles também saem como mensageiros especiais das Deidades e, em grande número, ascendem e tornam-se Conselheiros Técnicos.

Os supernafins primários são também colocados no comando das hostes seráficas que ministram nos mundos isolados por causa de rebeliões. Quando um Filho do Paraíso se auto-outorga em um mundo assim, ele completa a sua missão, ascende até o Pai Universal, é aceito e retorna como o libertador acreditado desse mundo isolado; um supernafim primário é sempre indicado pelos comandantes das designações para assumir o comando dos espíritos ministradores a serviço na esfera recém-recuperada. Os supernafins, nesse serviço especial, são permutados periodicamente. Em Urântia, o “comandante dos serafins” atual é o segundo dessa ordem a ocupar o posto desde os tempos da auto-outorga de Cristo Michael.

Desde a eternidade, os supernafins primários vêm servindo na Ilha da Luz e têm saído em missões de liderança para os mundos do espaço, mas, como classificados agora, eles têm funcionado apenas desde a chegada, ao Paraíso, dos peregrinos do tempo, vindos de Havona. Atualmente, esses anjos elevados ministram, sobretudo, nas sete ordens seguintes de serviço:


1. Condutores da Adoração.

2. Mestres da Filosofia.

3. Custódios do Conhecimento.

4. Diretores da Conduta.

5. Intérpretes da Ética.

6. Comandante das Designações.

7. Incentivadores do Repouso.


Os peregrinos ascendentes só ficam sob a influência direta desses supernafins quando de fato conquistam a residência no Paraíso e, então, eles passam por uma experiência de aperfeiçoamento, sob a direção desses anjos, na seqüência inversa da enumeração anterior. Isto é, entrareis, na vossa carreira no Paraíso, sob a tutela dos incentivadores do repouso e, após sucessivas temporadas com as ordens intermediárias, vós terminareis esse período de aperfeiçoamento com os condutores da adoração. A partir daí, vós estareis prontos para dar início à interminável carreira de finalitor.

1. OS INCENTIVADORES DO REPOUSO

Os incentivadores do repouso são os inspetores do Paraíso que saem da Ilha Central e vão para os circuitos mais internos de Havona, para ali colaborar com os seus colegas, os complementos do repouso, da ordem secundária dos supernafins. O que é essencial para se desfrutar do Paraíso é o repouso, o repouso divino; e esses incentivadores do repouso são os instrutores finais que aprontam os peregrinos do tempo para serem apresentados à eternidade. Começam o seu trabalho quando o peregrino está no círculo final de realização no universo central, e dão continuidade, à sua obra, quando o peregrino desperta do último sono de transição, o adormecimento que credencia uma criatura do espaço ao Reino do eterno.

O repouso é de natureza sétupla. Há o repouso do sono e o repouso do recreio, para as ordens inferiores de vida; há o da descoberta, para os seres elevados; e o da adoração para o mais elevado tipo de personalidade do espírito. Há também o repouso normal para a absorção de energia, para que os seres se recarreguem com a energia física ou espiritual. E, então, há o sono de trânsito, o adormecimento em inconsciência, quando o ser está enserafinado, quando em passagem de uma esfera para outra. Inteiramente diferente de todos esses é o sono profundo da metamorfose, o descanso da transição entre um estágio e outro, do ser, de uma vida para outra, de um estágio para outro da existência; aquele sono que sempre acompanha a transição entre duas fases factuais no universo, diferentemente da evolução feita em vários estágios, de um status qualquer.

Mas o último sono metamórfico é algo mais do que esses adormecimentos anteriores de transição que marcaram os status sucessivos de realização na carreira ascendente; é durante esse sono que as criaturas do tempo e do espaço atravessam as margens mais internas do temporal e do espacial, para alcançarem o status residencial nas moradas, fora do tempo e do espaço, do Paraíso. Os Incentivadores e os Complementos do repouso são tão essenciais para essa metamorfose de transcendência quanto os serafins e os seres coligados a eles o são para a sobrevivência à morte da criatura mortal.

Vós entrareis no repouso, no circuito final de Havona, e sereis ressuscitados, eternamente, no Paraíso. E, quando vós fordes repersonalizados espiritualmente ali, vós ireis reconhecer, imediatamente, o incentivador do repouso que vos dará as boas-vindas às margens eternas, o mesmo supernafim primário que produziu o sono final no circuito mais interno de Havona; e vós vos relembrareis do último grande esforço de fé que de novo fizestes, enquanto vos preparáveis para encomendar a guarda da vossa identidade nas mãos do Pai Universal.

O último repouso do tempo foi desfrutado; o último sono de transição foi experienciado; agora vós despertais para a vida perpétua, às margens da morada eterna. “E não haverá mais sono. As presenças de Deus e do Seu Filho estão diante de vós, e vós sois eternamente os Seus Servidores; vós vistes a Sua face, e o nome Dele é o vosso espírito. Não haverá noite ali, e todos não mais necessitarão da luz de nenhum sol, pois a Grande Fonte e Centro lhes dá luz; e viverão para sempre e sempre. E Deus limpará todas as lágrimas dos seus olhos; não haverá mais morte, nem tristeza, nem lágrimas, nem haverá mais nenhuma dor, pois as coisas anteriores já passaram.”

2. OS COMANDANTES DAS DESIGNAÇÕES

Este é o grupo dos designados, de tempos em tempos, pelo dirigente dos supernafins, “o modelo original de anjo”, para presidir à organização de todas as três ordens desses anjos – a primária, a secundária e a terciária. Os supernafins, como corpo, são integralmente autogovernados e auto-regulamentados, exceto pelas funções do seu comandante comum, o primeiro anjo do Paraíso, que sempre preside a todas essas personalidades do espírito.

Antes de serem admitidos no Corpo de Finalidade, os anjos das designações têm muito a ver com os mortais glorificados residentes no Paraíso. O estudo e a instrução não são ocupações exclusivas dos recém-chegados ao Paraíso; o serviço também tem o seu papel essencial nas experiências da educação dos pré-finalitores do Paraíso. E eu tenho observado que, quando os mortais ascendentes têm períodos de lazer, eles demonstram predileção para confraternizar com o corpo de reserva dos comandantes superáficos das designações.

Quando vós, mortais ascendentes, alcançardes o Paraíso, as vossas relações societárias envolverão muito mais do que o contato com uma hoste de seres divinos elevados e com uma multidão familiar de companheiros mortais glorificados. Vós devereis também confraternizar com mais de três mil ordens diferentes de Cidadãos do Paraíso, com os vários grupos dos Transcendentores, e com inúmeros outros tipos de habitantes do Paraíso, permanentes e transitórios, que não foram revelados em Urântia. Depois de manter contato com esses intelectos poderosos do Paraíso, é muito repousante estar com os tipos angélicos de mentes; eles fazem os mortais do tempo lembrarem-se dos serafins com quem eles tiveram um contato tão prolongado e uma ligação tão refrescante e restauradora.

3. OS INTÉRPRETES DA ÉTICA

Quanto mais alto ascenderdes na escala da vida, mais atenção deve ser dada à ética no universo. A consciência ética é simplesmente o reconhecimento, por parte de qualquer indivíduo, dos direitos inerentes à existência de todo e qualquer outro indivíduo. Mas a ética espiritual transcende, em muito, à ética mortal e mesmo aos conceitos moronciais das relações pessoais e grupais.

A ética tem sido devidamente ensinada e adequadamente aprendida pelos peregrinos do tempo, na sua longa ascensão às glórias do Paraíso. À medida que essa carreira de ascensão interior tem-se desdobrado, desde os mundos do nascimento no espaço, os seres ascendentes têm continuado a acrescentar grupos e mais grupos aos círculos, sempre em ampliação, dos seus companheiros no universo. Cada novo grupo de colegas encontrado acrescenta mais um nível de ética a ser reconhecido e observado, até que, à época na qual os mortais ascendentes alcançarem o Paraíso, eles necessitarão realmente de alguém que lhes forneça conselhos úteis e amigáveis a respeito das interpretações éticas. Eles não necessitam de que se lhes ensine a ética; mas necessitam de que, tudo aquilo que aprenderam tão laboriosamente, seja interpretado apropriadamente para eles, à medida forem colocados diante da tarefa extraordinária de entrar em contato com tanta coisa nova.

Os intérpretes da ética são de ajuda inestimável aos que chegam ao Paraíso, no ajustamento a inúmeros grupos de seres majestáticos durante aquele período, cheio de acontecimentos, que se estende desde o momento em que se alcança o status de residente até o da admissão formal no Corpo de Finalitores Mortais. A muitos dos inúmeros tipos de Cidadãos do Paraíso, os peregrinos ascendentes já os conheceram nos sete circuitos de Havona. Os mortais glorificados também já gozaram do contato íntimo com os filhos trinitarizados por criaturas do corpo conjunto no circuito mais interno de Havona, onde esses seres estão recebendo grande parte da sua educação. E, nos outros circuitos, os peregrinos ascendentes já conheceram inúmeros residentes, ainda não revelados do sistema Paraíso-Havona, que estão buscando ali o aperfeiçoamento grupal preparatório para os compromissos não descobertos do futuro.

Todas essas convivências celestes são recíprocas, invariavelmente. Como mortais ascendentes, vós não apenas vos beneficiais desses contatos sucessivos com os companheiros do universo e com as ordens tão numerosas de colaboradores, crescentemente divinos; mas compartilhais com cada um desses seres fraternais algo da vossa própria personalidade e experiência, que torna para sempre cada um deles diferente e melhor por haver estado em ligação com um mortal ascendente vindo dos mundos evolucionários do tempo e do espaço.


4. OS DIRETORES DA CONDUTA

Tendo sido já plenamente instruídos sobre a ética das relações no Paraíso – nem formalidades sem sentido, nem ditames de castas artificiais, mas antes o que é inerentemente próprio –, os mortais ascendentes acham útil receber o conselho dos Diretores superáficos da conduta, que esclarecem, aos novos membros da sociedade do Paraíso sobre os usos da conduta perfeita dos seres elevados que estão na Ilha Central de Luz e Vida.

A harmonia é o tom básico do universo central, e uma ordenação detectável de coisas predomina no Paraíso. A conduta adequada é essencial ao progresso, pela via do conhecimento, por meio da filosofia, até as alturas espirituais da adoração espontânea. Há uma técnica divina de abordagem da Divindade; e os peregrinos devem aguardar a sua chegada ao Paraíso para adquirir essa técnica. A essência dessa técnica foi administrada nos círculos de Havona, mas os toques finais do aperfeiçoamento dos peregrinos do tempo só podem ser aplicados depois que eles de fato alcançarem a Ilha da Luz.

Toda conduta no Paraíso é plenamente espontânea, natural e livre, em todos os sentidos. Mas há, ainda assim, um modo perfeito e adequado de se fazer as coisas na Ilha Eterna, e os diretores da conduta estão sempre ao lado dos “estranhos dentro dos portões”, para instruí-los e, assim, guiar os seus passos, de modo a deixá-los perfeitamente à vontade e, ao mesmo tempo, tornando os peregrinos capazes de evitar aquela confusão e incerteza que, de outro modo, seriam inevitáveis. Apenas com esse arranjo, é possível evitar uma confusão interminável; e a confusão nunca surge no Paraíso.

Esses Diretores da conduta realmente se prestam a servir como mestres e guias glorificados. Estão empenhados principalmente em instruir os novos residentes mortais a respeito da série quase interminável de situações novas e de costumes pouco conhecidos. Não obstante toda a longa preparação para tudo isso e a longa jornada até ali, o Paraíso é ainda inexprimivelmente estranho e inesperadamente novo para aqueles que afinal alcançam o status de residentes.

5. OS CUSTÓDIOS DO CONHECIMENTO

Os Custódios superáficos do conhecimento são as “epístolas vivas” mais elevadas, conhecidas e lidas por todos os que residem no Paraíso. Eles são os registros divinos da verdade, os livros vivos do conhecimento verdadeiro. Vós tendes ouvido falar sobre os arquivos nos “livros da vida”. Os Custódios do conhecimento são exatamente esses livros vivos, arquivos da perfeição, impressos nas placas eternas da vida divina e da certeza suprema. Eles são, na realidade, bibliotecas vivas, automáticas. Os fatos dos universos são inerentes a esses supernafins primários, pois estão efetivamente registrados nesses anjos; e é inerentemente impossível também que uma inverdade ganhe espaço nas mentes desses depositários perfeitos e completos da verdade na eternidade e da inteligência do tempo.

Esses Custódios dão cursos informais de instrução aos residentes da Ilha Eterna, mas a sua função principal é a da referência e da verificação. Qualquer hóspede no Paraíso pode, segundo a sua vontade, ter a seu lado o depositário vivo do fato particular ou da verdade que ele possa desejar conhecer. Na extremidade norte da Ilha estão disponíveis os localizadores vivos do conhecimento, os quais designarão o diretor do grupo que tem a informação buscada; e, em seguida, aparecerão os seres brilhantes que são a própria coisa que gostaríeis de conhecer. Não mais deveis buscar o esclarecimento em páginas supersaturadas; agora vós comungais com a informação viva, face a face. O conhecimento supremo, vós o obtendes, assim, dos seres vivos que são os custódios finais dele.

Quando vós localizardes o supernafim que é exatamente o que desejais verificar, vós encontrareis, disponíveis, todos os fatos conhecidos de todos os universos, pois esses Custódios do conhecimento são os sumários finais vivos da vasta rede de comunicação dos anjos de arquivo, e esta se estende desde os serafins e seconafins, dos universos locais e dos superuniversos, aos dirigentes arquivadores dos supernafins terciários em Havona. E essa acumulação viva de conhecimento é distinta dos registros formais do Paraíso, do sumário cumulativo da História Universal.

A sabedoria da verdade tem origem na divindade do universo central, mas o conhecimento, o conhecimento experiencial, tem os seus começos, grandemente, nos domínios do tempo e do espaço – daí a necessidade de se manterem nos superuniversos as vastas organizações dos serafins e supernafins de registro, sob a responsabilidade dos Arquivistas Celestes.

Esses supernafins primários, que estão, inerentemente, de posse do conhecimento do universo, são, também, os responsáveis pela sua organização e classificação. Constituindo eles próprios a biblioteca viva de referência do universo dos universos, eles classificaram o conhecimento em sete grandes ordens, cada uma tendo cerca de um milhão de subdivisões. A facilidade, com a qual os residentes do Paraíso podem consultar esse vasto estoque de conhecimento, é devida somente aos esforços voluntários e sábios dos Custódios do conhecimento. Os Custódios são também os mestres elevados do universo central, que distribuem livremente os seus tesouros vivos a todos os seres de todo e qualquer circuito de Havona; e eles são, extensivamente, ainda que indiretamente, utilizados pelas cortes dos Anciães dos Dias. Mas essa biblioteca viva, sempre disponível para o universo central e para os superuniversos, não é acessível às criações locais. Apenas indiretamente, e por refletividade, os benefícios do conhecimento do Paraíso ficam assegurados aos universos locais.

6. OS MESTRES DA FILOSOFIA

Próximo da satisfação suprema da adoração está o regozijo da filosofia. Nunca chegareis a subir tão alto, ou a avançar até tão à frente, a ponto de não restarem mil mistérios que demandem o emprego da filosofia para uma tentativa de solução.

Os Mestres filósofos do Paraíso deliciam-se em guiar a mente dos seus habitantes, tanto a dos nativos como a dos que ascenderam, na busca jubilosa de tentar solucionar os problemas do universo. Esses mestres superáficos da filosofia são os “homens sábios do céu”, os seres do saber, que fazem uso da verdade do conhecimento e dos fatos da experiência nos seus esforços para ter a mestria do desconhecido. Com eles, o conhecimento atinge a verdade, e a experiência ascende até a sabedoria. No Paraíso, as personalidades ascendentes do espaço experimentam o ponto mais elevado do ser: eles têm conhecimento; conhecem a verdade; e podem filosofar – pensar a verdade –; eles podem até mesmo procurar abranger os conceitos do Último e intentar compreender as técnicas dos Absolutos.

Na extremidade sul dos vastos domínios do Paraíso, os Mestres da filosofia conduzem cursos aprofundados sobre as setenta divisões funcionais da sabedoria. Ali, eles discorrem sobre os planos e os propósitos da Infinitude e procuram coordenar as experiências e compor o conhecimento de todos aqueles que têm acesso à sua sabedoria. Eles desenvolveram uma atitude altamente especializada para com os vários problemas do universo, mas as suas conclusões finais são sempre obtidas na uniformidade do consenso.

Esses filósofos do Paraíso ensinam por meio de todos os métodos possíveis de instrução, incluindo a mais alta técnica gráfica de Havona e certos métodos do Paraíso de comunicar a informação. Todas essas técnicas mais elevadas de compartilhar o conhecimento e de transmissão de idéias estão muito além da capacidade de compreensão da mente humana, até mesmo da mais altamente desenvolvida. Uma hora de instrução no Paraíso seria equivalente a dez mil anos dos métodos urantianos de palavra-memória. Vós não podeis apreender tais técnicas de comunicação, e não há simplesmente nada, na experiência mortal, com o que elas possam ser comparadas, nada a que possam assemelhar-se.

Os mestres da filosofia têm um prazer supremo de compartilhar a sua interpretação do universo dos universos com os seres que ascenderam dos mundos do espaço. E, conquanto a filosofia possa nunca estar tão firme, nas suas conclusões, quanto os fatos do conhecimento e as verdades da experiência, ainda assim, quando houverdes escutado esses supernafins primários discorrendo sobre os problemas não resolvidos da eternidade e sobre as atuações dos Absolutos, vós sentireis uma satisfação certa e duradoura a respeito dessas questões ainda em aberto.

Essas buscas intelectuais do Paraíso não são teledifundidas; a filosofia da perfeição está disponível apenas para aqueles que se encontram pessoalmente presentes. As criações que giram à volta do Paraíso ficam sabendo desses ensinamentos apenas por intermédio daqueles que passaram por essa experiência e que, subseqüentemente, levaram essa sabedoria até os universos do espaço.

7. OS CONDUTORES DA ADORAÇÃO

A adoração é o privilégio mais elevado e o dever primordial de todas as inteligências criadas. A adoração é o ato, em consciência e regozijo, do reconhecimento e da admissão, na verdade e no fato, das relações íntimas e pessoais dos Criadores com as suas criaturas. A qualidade da adoração é determinada pela profundidade da percepção da criatura; e à medida que o conhecimento do caráter infinito dos Deuses progride, o ato da adoração torna-se crescentemente todo-abrangente, até que, finalmente, atinge a glória do encantamento experiencial mais elevado e o prazer mais delicado que os seres criados conhecem.

Ainda que a Ilha do Paraíso tenha locais definidos para a adoração, toda ela é, nitidamente, um vasto santuário de serviço divino. A adoração é a paixão principal e dominante de todos os que escalam as suas margens abençoadas – a ebulição espontânea dos seres que aprenderam sobre Deus o suficiente para alcançarem a Sua presença. Círculo a círculo, durante a jornada adentro, através de Havona, a adoração é uma paixão crescente, até que, no Paraíso, torna-se necessário dirigir e controlar a sua expressão de outros modos.

Os impulsos periódicos e as outras explosões especiais de adoração suprema ou de louvor espiritual, espontâneos, grupais, desfrutados no Paraíso, são conduzidos sob a liderança de um corpo especial de supernafins primários. Sob a direção desses Condutores da adoração, essa homenagem alcança a meta do supremo prazer da criatura e atinge o auge da perfeição de auto-expressão sublime e de regozijo pessoal. Todos os supernafins primários almejam ser condutores da adoração; e todos os seres ascendentes rejubilar-se-iam de permanecer para sempre em atitude de adoração, caso os comandantes das designações não dispersassem essas reuniões periodicamente. Todavia, nenhum ser ascendente jamais será requisitado para entrar nos compromissos do serviço eterno antes de haver alcançado a plena satisfação na adoração.

A tarefa dos Condutores da adoração é ensinar às criaturas ascendentes como adorar, de um modo tal que consigam alcançar essa satisfação de auto-expressão e, ao mesmo tempo, sejam capazes de dar atenção às atividades essenciais do regime do Paraíso. Sem aperfeiçoamentos na técnica da adoração, seriam necessárias centenas de anos para que o mortal mediano, que alcança o Paraíso, desse expressão plena e satisfatória a essas emoções, de apreciação inteligente e gratidão, do ascendente. Os Condutores da adoração abrem novas e até então desconhecidas vias de expressão, de modo que esses maravilhosos filhos do ventre do espaço e do trabalho do tempo consigam obter as satisfações plenas da adoração dentro de muito menos tempo.

Todas as artes, de todos os seres do universo inteiro, que são capazes de intensificar e de exaltar as capacidades da auto-expressão, na transmissão do seu apreço, são empregadas, na sua mais elevada capacidade, na adoração das Deidades do Paraíso. A adoração é o júbilo mais elevado da existência no Paraíso; é o recreio refrescante do Paraíso. O que a recreação faz pelas vossas mentes sobrecarregadas, da Terra, a adoração irá fazer pelas vossas almas perfeccionadas do Paraíso. O modo de adoração no Paraíso está muito além da compreensão mortal, mas, a essência de tal adoração, vós podeis começar a apreciá-la ainda aqui, em Urântia; pois os espíritos dos Deuses agora mesmo residem em vós, envolvendo-vos e inspirando-vos para a verdadeira adoração.

No Paraíso, são indicadas as horas e os locais para a adoração, mas estes não são adequados para dar vazão ao fluxo sempre crescente das emoções espirituais da inteligência, que se amplia, e do reconhecimento, em expansão, à divindade, da parte dos seres brilhantes que ascenderam experiencialmente à Ilha Central. Nunca, desde os tempos de Grandfanda, os supernafins conseguiram acomodar satisfatoriamente o espírito de adoração no Paraíso. Se julgarmos pelos preparativos, ali sempre há a adoratividade em excesso. E isso acontece porque as personalidades da perfeição inerente nunca podem avaliar plenamente as reações prodigiosas das emoções espirituais dos seres que, vagarosa e laboriosamente, caminharam para a glória do Paraíso, vindos das profundezas da escuridão espiritual dos mundos mais baixos do tempo e do espaço. Quando esses anjos e seres mortais do tempo alcançam a presença dos Poderes do Paraíso, acontece a expressão das emoções acumuladas das idades; um espetáculo que surpreende os anjos do Paraíso e que produz o regozijo supremo da satisfação divina, nas Deidades do Paraíso.

Algumas vezes, todo o Paraíso fica engolfado por uma maré dominante de expressão espiritual e de adoração. Muitas vezes, os Condutores da adoração não podem controlar esses fenômenos, até o aparecimento da flutuação tríplice da luz da morada Divina, significando que o coração divino dos Deuses ficou plena e completamente satisfeito com a adoração sincera dos residentes do Paraíso: cidadãos perfeitos da glória e criaturas ascendentes do tempo. Que triunfo do aperfeiçoamento da técnica! Que frutificação do plano eterno e do propósito dos Deuses é o amor inteligente dos filhos criaturas que dá plena satisfação ao amor infinito do Pai Criador!

Após a realização da satisfação suprema da plenitude da adoração, estais qualificados para a admissão ao Corpo da Finalidade. A carreira ascendente está quase terminada, e o sétimo jubileu prepara-se para ser celebrado. O primeiro jubileu marcou o acordo mortal com o Ajustador do Pensamento, quando o propósito de sobreviver foi selado; o segundo foi o despertar na vida moroncial; o terceiro foi a fusão com o Ajustador do Pensamento; o quarto foi o do despertar em Havona; o quinto celebrou o encontro do Pai Universal; e o sexto jubileu foi a ocasião do despertar no Paraíso, depois do adormecimento final do tempo. O sétimo jubileu marca a entrada no corpo mortal de finalitores e o começo do serviço na eternidade. O cumprimento, da parte de um finalitor, do sétimo estágio da realização do espírito, provavelmente assinalará a celebração do primeiro dos jubileus da eternidade.

E assim termina a história dos supernafins do Paraíso, a mais elevada ordem entre todas as ordens dos espíritos ministradores; aqueles seres que, como uma classe universal, sempre vos prestam assistência, desde o mundo da vossa origem, até receberdes finalmente o adeus dos Condutores da adoração, quando fizerdes o juramento eterno da Trindade e fordes incorporados ao Corpo Mortal de Finalidade.

O serviço interminável à Trindade do Paraíso está para começar; e agora o finalitor está face a face com o desafio de Deus, o Último.


[Apresentado por um Perfeccionador da Sabedoria de Uversa.]

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Co-criando A NOVA TERRA

«Que os Santos Seres, cujos discípulos aspiramos ser, nos mostrem a luz que
buscamos e nos dêem a poderosa ajuda
de sua Compaixão e Sabedoria. Existe
um AMOR que transcende a toda compreensão e que mora nos corações
daqueles que vivem no Eterno. Há um
Poder que remove todas as coisas. É Ele que vive e se move em quem o Eu é Uno.
Que esse AMOR esteja conosco e que esse
PODER nos eleve até chegar onde o
Iniciador Único é invocado, até ver o Fulgor de Sua Estrela.
Que o AMOR e a bênção dos Santos Seres
se difunda nos mundos.
PAZ e AMOR a todos os Seres»

A lente que olha para um mundo material vê uma realidade, enquanto a lente que olha através do coração vê uma cena totalmente diferente, ainda que elas estejam olhando para o mesmo mundo. A lente que vocês escolherem determinará como experienciarão a sua realidade.

Oração ao Criador

“Amado Criador, eu invoco a sua sagrada e divina luz para fluir em meu ser e através de todo o meu ser agora. Permita-me aceitar uma vibração mais elevada de sua energia, do que eu experienciei anteriormente; envolva-me com as suas verdadeiras qualidades do amor incondicional, da aceitação e do equilíbrio. Permita-me amar a minha alma e a mim mesmo incondicionalmente, aceitando a verdade que existe em meu interior e ao meu redor. Auxilie-me a alcançar a minha iluminação espiritual a partir de um espaço de paz e de equilíbrio, em todos os momentos, promovendo a clareza em meu coração, mente e realidade.
Encoraje-me através da minha conexão profunda e segura e da energia de fluxo eterno do amor incondicional, do equilíbrio e da aceitação, a amar, aceitar e valorizar  todos os aspectos do Criador a minha volta, enquanto aceito a minha verdadeira jornada e missão na Terra.
Eu peço com intenções puras e verdadeiras que o amor incondicional, a aceitação e o equilíbrio do Criador, vibrem com poder na vibração da energia e na freqüência da Terra, de modo que estas qualidades sagradas possam se tornar as realidades de todos.
Eu peço que todas as energias e hábitos desnecessários, e falsas crenças em meu interior e ao meu redor, assim como na Terra e ao redor dela e de toda a humanidade, sejam agora permitidos a se dissolverem, guiados pela vontade do Criador. Permita que um amor que seja um poderoso curador e conforto para todos, penetre na Terra, na civilização e em meu ser agora. Grato e que assim seja.”

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