Anjo de Luz

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Se Um Curso em Milagres é um ensinamento universal, por que ele vem
em termos tão sectários (i.e., cristãos)? Isso não limita sua
aplicabilidade mundial?

Enquanto a mensagem básica do Um Curso em Milagres é universal – “O
Filho de Deus é inocente, e sua inocência é sua salvação” (MP-1:3-5) -,
sua forma certamente não é, nem está destinada a ser. Nós já citamos as
palavras de Jesus com o fato de que esse é um “currículo especial”, que
claramente reflete que tem uma audiência especial: o mundo ocidental que
cresceu sob a forte influência do cristianismo, e a psicologia do século
XX, uma influência que não tem sido muito cristã nem espiritual. É por
isso que a linguagem do Curso é tão ocidental e, mais especificamente,
cristã e psicodinâmica em sua afirmação. Como o caminho espiritual
específico que chamamos de Um Curso em Milagres, o Curso simplesmente
não está destinado a ter uma aplicabilidade mundial. Outras culturas e
tradições religiosas têm, e vão continuar a ter, seus próprios caminhos
espirituais, assim como nós no mundo ocidental agora temos o Curso,
entre muitos outros. Como já mostramos repetidamente nesse livro, a
união universal com todas as pessoas é o conteúdo do curso universal,
mas as formas específicas nas quais as pessoas aprendem essa lição
constituem as formas do “currículo especial”, do qual Um Curso em
Milagres é simplesmente um exemplo. Formas, quase por definição, não são
a mesma e não podem se misturar. Portanto, elas não podem ser
universais, ou para todas as pessoas. É por isso que Jesus ensina na
introdução ao esclarecimento de termos, para repetir e ampliar essa
importante afirmação:

"Uma teologia universal é impossível, mas uma experiência universal não
só é possível como necessária. É para essa experiência que o curso está
dirigido" (C-in.2:8-10).

Essa “experiência” universal, ele não diz, é o Amor, e Um Curso Em
Milagres é apenas uma forma de recuperá-la.

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Questão extraida do Capítulo 5 - "O Currículo do Um Curso Em Milagres",
do livro "As Perguntas mais Comuns sobre Um Curso em Milagres" de Gloria
e Kenneth Wapnick / Tradução: Eliane

Exibições: 31

Respostas a este tópico

Aonde eu acho esse livro pra poder estudar como começo,gostaria dessas informaçãoes
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Namastê!
Eu sou Sandra Regina
Um Curso em Milagres - Capítulo 15 - O INSTANTE SANTO

I. Os dois usos do tempo



1. Podes imaginar o que significa não ter cuidados, preocupações, ansiedades, mas apenas ser perfeitamente calmo e sereno o tempo todo? No entanto, e para isso que serve o tempo, para aprender só isso e nenhuma outra coisa. O Professor de Deus não pode ficar satisfeito com o Seu ensinamento até que esse ensinamento constitua todo o teu aprendizado. Ele não terá cumprido a Sua função de ensino, enquanto não fores um aprendiz tão consistente que aprendas só com Ele. Quando isso tiver acontecido, não mais terás necessidade de um professor ou de tempo para aprenderes.



2. Uma fonte de possível desencorajamento da qual poderás sofrer é a tua crença em que isso leva tempo e que os resultados do ensino do Espírito Santo estão em um futuro distante. Isso não é assim. Pois o Espírito Santo usa o tempo à Sua própria maneira e não é limitado por ele. O tempo é Seu amigo no ensino. O tempo não O desgasta, assim como desgasta a ti. E todo o desgaste que o tempo parece trazer consigo, não se deve a outra coisa senão à tua identificação com o ego, que usa o tempo para dar suporte à própria crença na destruição. O ego, como o Espírito Santo, usa o tempo para convencer-te da inevitabilidade da meta e do fim do ensinamento. Para o ego, a meta é a morte, que é o seu fim. Mas, para o Espírito Santo, a meta é a vida, que não tem fim.

__._,_.___
JESUS: A Manifestação do Espírito Santo



Kenneth Wapnick, Ph.D.



(manual de professores : “palavras não são senão símbolos de símbolos. Estão, assim, duplamente afastadas da realidade” (M-21-1:11-12) .



...Uma vez que acreditamos estar separados, precisamos experienciar o Amor de Deus como separado, porque o que está dentro de nós é exatamente o que vamos experienciar fora de nós. Se nós nos experienciarmos como um corpo, se pensarmos sobre nós mesmos como um organismo separado que é diferente e separado de outros organismos, se acreditamos que é isso o que somos – que é a crença inerente de que somos um corpo – então, é impossível para nós concebermos Deus como qualquer outra coisa além de um corpo. No texto, Jesus diz, “Tu não podes nem mesmo pensar sobre Deus sem um corpo” (T-18.VIII.1: 7). Isso precisa ser porque não podemos pensar em nós mesmos sem um corpo. Jesus também inclui no Curso a afirmação bíblica de que Deus criou o homem à sua própria imagem e semelhança (T-3.V.7:1), querendo dizer que Deus é puro espírito e que nós, portanto, somos puro espírito. A bíblia, entretanto, quis dizer que de alguma forma estranha, nós somos carne – um corpo – e que isso, de alguma forma, é um espelho de Deus. Então, no Curso, Jesus reinterpreta essa citação querendo dizer que Deus é puro espírito e, portanto, nós somos puro espírito.



De forma interessante, nós fizemos exatamente a mesma coisa – nós fizemos Deus à nossa própria imagem. Em uma afirmação que se tornou famosa, Voltaire proclamou que Deus criou o homem à sua própria imagem, e, portanto, o homem retornou a homenagem. O Deus que nós fizemos é a projeção do que acreditamos ser. Nós acreditamos que somos separados, pecadores, culpados e raivosos, e que somos assassinos. Portanto, o Deus que fizemos precisa ser um Deus Que é separado, vingativo, raivoso e Que é um assassino. É impossível que o que pensamos sobre nós mesmos não vá determinar o que pensamos sobre Deus. Uma vez que acreditamos ser separados – isso é fato, porque estamos todos aqui nesse mundo, ou assim pensamos, pois nossa experiência é a que estamos aqui no mundo -, precisamos pensar sobre Deus como separado também. E, pelo fato de fazermos isso, vamos experienciar o Amor de Deus como separado – mas não porque Ele seja separado na realidade. Na realidade (acima da linha violeta no gráfico), o Amor de Deus é perfeitamente unificado. Lembrem-se, “em lugar algum o Pai termina e o Filho começa”. O amor não é dividido ou quebrado. Mas, porque acreditamos estar em um mundo de forma, só podemos experienciar o Amor de Deus através de um corpo. Então, pensamos sobre o Espírito Santo como uma pessoa – as pessoas costumavam pensar sobre Ele como um pássaro, mas um pássaro tem um corpo também. Ou pensamos sobre Jesus como um corpo, uma pessoa.



(Parágrafo 5 – Sentenças 4-6) Pai, Filho e Espírito Santo são como Um só, assim como todos os teus irmãos se unem como um na verdade.



Essa é a mesma idéia – existe a perfeita unicidade no Céu. E nossos irmãos são todos partes do mesmo Cristo, a Segunda Pessoa da Trindade – somos todos partes da Filiação.



(Parágrafo 5 – Sentenças 6-8) Cristo e Seu Pai nunca foram separados e Cristo habita dentro da tua compreensão, na parte de ti que compartilha a Vontade do Seu Pai.



O início da sentença é uma afirmação do princípio da Expiação. E a parte de nós que compartilha a Vontade do Seu Pai é a parte de nossas mentes que nunca deixou Deus. É a parte de nossas mentes para a qual o Espírito Santo é o elo de comunicação, como vamos ver na próxima sentença.



(Parágrafo 5 – Sentenças 8-11) O Espírito Santo liga a outra parte – o diminuto, louco desejo de ser separado, diferente e especial – com o Cristo, para fazer com que a unificação fique clara para o que é realmente um.



Nossas mentes são realmente uma – totalmente unidas com Deus. Mas nós acreditamos ser separados e, portanto, precisamos de uma experiência dentro do sonho daquele Amor e unicidade de Cristo e de Deus que então vai nos levar de volta. É por isso que no Curso o Espírito Santo é sempre citado como um Elo ou a Ponte. O Curso repetidamente O descreve como o Elo de Comunicação entre Deus e Seus Filhos separados (T-6.OI.19:1; T-8.VII.2:2; ET-6.3:1). Esse elo ainda é uma ilusão, porque nós nunca nos separamos. Mas, uma vez que acreditamos estar separados, precisamos de uma ilusão ou de um símbolo que represente para nós a verdade da perfeita unicidade e do intacto Amor de Deus e de Cristo.



(Parágrafo 5 – Sentenças 11-12) Nesse mundo, isso não é compreendido, mas pode ser ensinado.



Nós somos ensinados, não sendo ensinados sobre Deus – não podemos ser ensinados sobre Deus. No início do Curso, na Introdução ao Texto, Jesus diz que esse não é um curso sobre amor porque o amor não pode ser ensinado. Ao invés disso, ele é um curso que almeja retirar os bloqueios à consciência da presença do amor (T-in.1:6-7) . Então, não somos ensinados sobre a natureza do Céu ou a realidade, ou a criação, ou Cristo, ou Deus. Nós somos ensinados a como nos unir ao conceito ou símbolo do Amor de Deus que conhecemos como Jesus. Isso podemos ser ensinados. E, como sabemos de nosso estudo do Curso, aprendemos a nos unir com Jesus, unindo-nos uns com os outros – vamos ver isso mais tarde. E o que nos ajuda a nos unirmos uns com os outros é nos unirmos a ele.



Estamos falando aqui totalmente dentro de um mundo de símbolos – mas são símbolos que representam e refletem a verdade do Céu. Eles não são a verdade do Céu, mas refletem essa verdade. E não é o reflexo que nós queremos – nós queremos a verdade. Não são os sub-tons e as harmônicas que queremos – queremos a canção. Nos termos de Platão, não queremos a pintura da cama, não queremos a cama em si, queremos a idéia da cama perfeita. Queremos a verdade. Aprender como nos unirmos uns aos outros através do perdão e como liberarmos nossas mágoas é exatamente a mesma dinâmica de aprender a nos unirmos com Jesus. Não posso me unir com você no perdão sem me unir a ele. Não posso me unir a ele sem me unir a você. Se eu me separo de você, eu me separo de Jesus, e vice-e-versa.



É por isso que esse é um curso em perdão e em desfazer a culpa através do milagre. Aprender como nos unirmos a Jesus e como nos unirmos uns aos outros é como aprendemos a nos lembrar de Deus. Então, aqui nesse parágrafo – e vamos ver isso novamente conforme continuarmos – está uma afirmação muito clara sobre a diferença entre aparência e realidade, entre ilusão e verdade. Esse não é um curso em verdade. Se ele fosse sobre a verdade, não seria um curso. A verdade nunca é ensinada – a verdade não pode ser aprendida. A ilusão é o que nós ensinamos a nós mesmos e, portanto, a ilusão é o que precisamos des-aprender. Quando a ilusão é des-aprendida, resta a verdade que sempre esteve lá.



Existe o ótimo paralelo entre o Curso e Platão. A teoria educacional de Platão afirmava que você não transmite conhecimento a um estudante – você desperta o conhecimento nele. A verdade já está presente dentro de nós – nós só precisamos nos lembrar dela. O tema principal do Curso em termos do seu processo é que vemos a face de Cristo uns nos outros – o que significa que nós perdoamos – e, então, a memória de Deus vem a nossa mente (e.g.,ET-3.4: 1; ET-5.2:1). A memória de Deus já está em nossas mentes, mas nós a esquecemos.
Paul Ferrini

Parte do livro Bridge To Reality

MOVENDO-SE ATRAVÉS DO MEDO ATÉ O AMOR

A cada momento em que sentimos medo bloqueamos a nossa consciência à
presença do amor. Por outro lado, se não negamos o medo (reprimindo- o ou
projetando-o) , ele se dissolve. O medo é o começo da separação. Se negamos
nosso medo nos separamos ainda mais, criando um inimigo lá fora e uma cisão
desnecessária entre coração e mente. Mas se permanecermos conscientes do
momento sem resistência, veremos que o nosso medo é completamente subjetivo.
Ele não tem nenhuma realidade aparte de nós.

O medo vem de nós e somos nós que criamos nossas crenças a partir daí. O
medo está por trás de todas nossas crenças na separação, e 99% delas são
crenças na separação. A maioria delas entra na categoria "Eu não estou OK"
ou "Você não está OK." A existência de qualquer uma confirma a outra e
demonstra nossa crença global de que a separação é real.

O medo é o monstro efêmero que guarda o portão para o próprio inferno.
Quando nós corrermos dele, ele nos persegue. Só quando ficamos firmes em
nosso território, percebemos que o medo é sem substância. Só quando nós
ficamos firmes em nosso território e convidamos a escuridão a entrar é que
podemos trazer a luz para a escuridão.

O medo cria meu mundo, mas eu não estou consciente disto. Este é outro
modo de dizer que eu crio meu mundo, sem estar consciente. Eu não estou
consciente porque não sustento meu medo suficientemente para saber que ele
vem de mim.

O medo vem de mim, mas não reconheço. Penso que vem de você (projeto) ou
finjo não existe (nego). O problema com a projeção do medo é que traz
conflitos às minhas relações. Enquanto o medo estiver em minhas relações,
esqueço que ele veio e começou em mim.

O problema de negar o medo é que nego também meus sentimentos. Eu
intelectualizo. Eu crio uma premissa que estou sempre lutando para validar.
Eu crio uma cisão dentro de mim. Eu ensino a mim mesmo que o que eu sinto
não é real.

É irônico. Eu nunca chego a conhecer o medo, porque eu tenho medo de
fazê-lo. Estou sempre me livrando dele antes de experimentá-lo.

Tenho medo do medo. Tenho medo do que eu não sei. É isto, é simples. O
medo é a porta para o desconhecido. O portal do mistério. Estar com meu medo
é o primeiro passo para o outro lado da Ponte para a Realidade.

Só assim deixo para trás o que penso que sei. Tenho a expectativa de que
meu medo se intensifique, mas não irá aumentar. Ironicamente, quanto mais eu
me orientar ao desconhecido, mais meu medo começa a diminuir.

Estou apavorado com o desconhecido, contudo, quanto mais caminho para
ele, menos que eu o temo. Esta é a inversão de todas as minhas velhas
crenças.

Ficar com meu medo não o aprofunda. Ficar com meu medo o dissolve.

Abrir mão do que eu sei não me faz ficar mais amedrontado. Me faz ficar
menos. Agora, eu estou me movendo em direção à Ponte.

Cruzar a Ponte é um Momento Santo. Fico com meus sentimentos. Não nego
como eu me sinto. Não projeto o que eu sinto. Permaneço aqui, centrado no
momento e ascendo a um nível superior.

Deixo o mundo que meu medo criou - o mundo que eu conheço - e entro no
mundo que eu não criei, o mundo da minha inocência. Nele eu não sei nada.
Tudo que posso fazer é dizer como Deus: "é Bom. Eu estou OK." Isso é tudo.
Mais que isso não é necessário.

Mais que isso é entrar no julgamento. Mais do que isso significa
abandonar o jardim, como o Adão e Eva fizeram, sentindo culpa e vergonha.
Mais que isso não é necessário.

Em minha inocência o medo é impossível. O que era uma vez medo, agora é
suficiência. Estou inteiro. Estou completo. Sou como você é. Não pode haver
nenhuma diferença entre nós.

Quando medo se dissolve, também se dissolve todo o sentido de separação.

Moises sentia medo, mas teve coragem para caminhar com seu medo. Como
ele caminhou, as pessoas de Israel o seguiram. Como elas caminharam, as
águas do Mar Vermelho afastaram-se para os deixar passar.

Passe. Caminhar com nosso medo é o primeiro gesto de cura.

Todo momento existe ou "no jardim" ou "na queda do paraíso."

A todo momento, ou nós caminhamos do nosso medo para a realidade, ou
então nós fugimos do medo para a ilusão. Todo momento é uma escolha entre a
separação e a união, em direção ao medo ou em direção ao amor.

Todo momento nos oferece uma Ponte para Realidade. Vamos atravessar ou
permaneceremos com nossa dor? É nossa escolha contínua.

No tempo certo, vamos todos vamos cruzar esta ponte. Em verdade, nós já
a cruzamos. Porque a Realidade é a nossa natureza.

No tempo certo, nós vamos desfazer, um por um, cada bloqueio à presença
de amor. Nós pensamos que esses bloqueios estão fora de nós, mas não é o
caso. A Ponte para Realidade não está fora, mas dentro.

Bem-vindo ao limiar do coração para o retorno ao Um. Bem-vindos à casa,
irmão e irmã. Aqui você é perdoado. Aqui você é santificado. Om Shanti. Paz
a todos. Paz a tudo. Só Paz. Paz. Paz.


Continuação da Reflexão sobre “Um Curso Em Milagres”.

Por virtude da nossa identidade individual, nós já refletimos nossa crença no sistema de pensamento de separação do ego, junto com os sentimentos inconscientes de culpa, terror e dor.
Nós tentamos esconder a dor da nossa culpa em jogos de especialismo nos quais fingimos que existe algo ou alguém fora de nós que pode nos trazer amor e felicidade, e até mesmo salvação:

Acreditar que relacionamentos especiais, com amor especial podem te oferecer a salvação é acreditar que a separação é salvação (T-15.V.3:3) .

No entanto, o especialismo nunca funciona:

É assim que, em toda a tua busca de amor... não achas o amor. É impossível negar o que é o amor e ainda reconhecê-lo (T-15.XI.6:1- 3).

A não ser que em primeiro lugar conheças alguma coisa, não podes dissociá-la. O conhecimento necessariamente precede a dissociação, de modo que a dissociação nada mais é do que a decisão de esquecer (T-10.II.1:1- 2).

Mais uma vez, Jesus nos diz que em algum lugar dentro de nós, sabemos que suas palavras são verdadeiras. Essa verdade atraiu as pessoas para o Um Curso em Milagres para início de conversa, quer elas a tenham compreendido plenamente ou não, percebendo que havia algo aqui diferente de qualquer outra coisa que já viram. Então, o medo entrou, no entanto, e elas ficaram aterrorizadas diante dessa verdade, freqüentemente tentando fazer transigências com sua pureza para torná-la mais palatável e menos ameaçadora. No entanto, existe essa parte mais profunda de nós que sabe que Jesus fala a verdade. Emprestando um princípio usado em outro contexto, não iríamos precisar negar o que o Curso diz se primeiro não reconhecêssemos sua verdade. A negação é sempre radicada em primeiro tornamos algo real, e depois fingirmos que não está lá. Isso é dissociação, a dinâmica do ego de dividir o que considera inaceitável, e depois esquecê-lo:

Até que o perdão seja completo, o mundo tem um propósito. Vem a ser o lar onde nasce o perdão, onde ele cresce tornando-se cada vez mais forte e mais abrangente. Aqui é nutrido, posto que aqui é necessário. Um Salvador gentil, nascido onde o pecado foi feito e a culpa parecia ser real. Aqui é o Seu lar, pois aqui, de fato, Ele é necessário (MP-14.2:1-5) .

(4:3-6) Entretanto, há uma Criança em ti Que busca a casa do Seu Pai e sabe que é uma estranha aqui. Essa infância é eterna, com uma inocência que durará para sempre. Aonde quer que essa Criança vá, a terra é santa. É a Sua santidade que ilumina o Céu e que traz à terra o puro reflexo da luz do alto, em que a terra e o Céu estão unidos como um só.

Essa é outra referência ao mundo real, o reflexo da verdade do Céu no sonho de separação. É uma ilusão e, no entanto, o mundo real permanece tão próximo quanto você pode chegar dele dentro do sonho. Quando você está nele – “o puro reflexo da luz do alto” -, está fora do sonho de ódio, pecado e culpa, mas ainda está ciente dele. Nesse ponto, você – como Jesus – se torna o reflexo da verdade. Mais uma vez, uma parte de nós sempre soube que nós não pertencemos a esse lugar, pois nossas mentes guardam a memória da nossa identidade. O problema é que nós ficamos tão amedrontados de nos lembrarmos, que enterramos esse Ser sob camadas de culpa e especialismo. O poema de Helen, “A esperança de Natal”, apresenta o papel da Criança em nos conduzir ao mundo real de esperança e de luz – “a terra feita nova e brilhante na esperança do amor e do perdão”:

Cristo não nasce, mas Ele também não morre,
E, no entanto, Ele renasce em todos.
A elevação e o nascimento são um Nele,
Pois é no advento do Filho de Deus,
Que a luz da ressurreição começa.

Céu não precisa de natividade. E, no entanto,
O Filho de Céu precisa que o mundo seja
Seu local de nascimento, pois o mundo é superado
Porque uma Criança nasceu. E é Ela
Que traz a promessa de eternidade de Deus.

É o Seu nascimento que encerra o sonho de morte,
Pois em Sua morte, a vida é trazida. Observe
A terra sendo renovada e brilhante na esperança
De paz e de perdão. Agora, os Braços de Deus envolvem
Os corações que tiritavam no frio do inverno.
(As Dádivas de Deus, p. 98).


(5) É essa Criança em ti que o teu Pai conhece como o Seu próprio Filho. É essa Criança Que conhece o Seu Pai. Ela deseja ir para casa tão profunda e incessantemente, que a Sua voz te implora que A deixes descansar por um momento. Não pede mais do que alguns instantes de alívio; apenas um intervalo em que possa voltar a respirar o ar santo que enche a casa do Seu Pai. Tu também és a Sua casa. Ela voltará. Mas dá-Lhe um pouco de tempo para ser Ela Mesma, na paz que é a Sua casa, descansando no silencio, na paz e no amor.

Esse é o instante santo; Jesus nos dizendo que somos solicitados a pular do ilusório para o Céu. Nós damos pequenos passos, que é o motivo pelo qual Cristo aparece para nós como uma Criança e nós podemos perceber que o perdão é um processo. Jesus explica que já que somos essa criança, uma parte de nós é miseravelmente infeliz e está sufocando até à morte. Essa é a parte à qual ele apela. O propósito do Um Curso em Milagres, portanto, é nos tornar tão desconfortáveis com a disparidade entre nosso ser e nosso Ser, Cuja memória está em nossas mentes, que seremos motivados a dizer que tem que existir outra forma de perceber o mundo. Incitar-nos a escolher Jesus como nosso professor, portanto, é a inquietação crescente de como experienciamos nossas vidas. Sem tal desconforto, não haveria motivação para mudarmos, porque não iríamos acreditar que precisamos de um professor. O propósito de Jesus não é nos fazer sofrer, mas nos tornar conscientes de que já estamos sofrendo. Assim, nos sentiremos motivados a finalmente procurarmos o caminho para casa, com o professor que conhece o caminho.
O Um Curso Em Milagres é composto de três partes: livro texto, livro
de exercícios e manual de professores.

O Livro Texto traz 31 capítulos em 721 páginas que reinterpreta
princípios cristãos, associando-os a outros temas universais, com uma
abordagem única, carregada de significado e uma proposta de uma nova
forma de pensar. Ele contém o que podemos chamar da parte conceitual do
Curso.

O Livro de Exercícios traz 365 lições para colocarmos em prática aquilo
que o Livro Texto ensina.

O Manual dos Professores, a menor entre as três partes, é escrito na
forma de perguntas e respostas. Ele esclarece termos e conceitos sobre o
Curso.

Não há regras estipuladas pelo Curso para que o estudante faça primeiro
a leitura do texto ou primeiro os exercícios. Cada um encontra o seu
jeito. Eu fazia os exercícios e também lia o livro texto, no entanto
para realmente aprender o Curso os exercícios são fundamentais, e devem
ser feitos conforme descrito no texto do exercício do dia.

Para quem está iniciando é importante ler a introdução do livro de
exercícios, onde ele diz que a única regra é realizar um exercício por
dia (você pode até repetir o mesmo exercício por vários dias, mas nunca
mais de um exercício num só dia).

O Curso tem como objetivo a Paz Interior. Para se chegar a isto ele leva
o estudante a aprender a ouvir a sua Voz Interior, o seu Professor que
foi dado por Deus a cada um de nós. O Curso não precisa ser ministrado
por padre, pastor ou guru, mas aqueles que já fizeram o Curso podem dar
uma ajuda para o seu entendimento.

Para adquiri-lo entre em contato com a Editora Abalone
http://www.editora- abalone.com. br/comoadquirir. html (este grupo virtual
não tem qualquer vínculo com a editora), ou ainda, procure o livro em
sebos virturais como no http://www.estantev irtual.com. br/ É dificil,
mas não impossível encontrar o livro em livrarias também, tanto as da
cidade como na internet.

Boa sorte na empreitada. Fique na Paz,

Eu Sou sandra Regina

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Co-criando A NOVA TERRA

«Que os Santos Seres, cujos discípulos aspiramos ser, nos mostrem a luz que
buscamos e nos dêem a poderosa ajuda
de sua Compaixão e Sabedoria. Existe
um AMOR que transcende a toda compreensão e que mora nos corações
daqueles que vivem no Eterno. Há um
Poder que remove todas as coisas. É Ele que vive e se move em quem o Eu é Uno.
Que esse AMOR esteja conosco e que esse
PODER nos eleve até chegar onde o
Iniciador Único é invocado, até ver o Fulgor de Sua Estrela.
Que o AMOR e a bênção dos Santos Seres
se difunda nos mundos.
PAZ e AMOR a todos os Seres»

A lente que olha para um mundo material vê uma realidade, enquanto a lente que olha através do coração vê uma cena totalmente diferente, ainda que elas estejam olhando para o mesmo mundo. A lente que vocês escolherem determinará como experienciarão a sua realidade.

Oração ao Criador

“Amado Criador, eu invoco a sua sagrada e divina luz para fluir em meu ser e através de todo o meu ser agora. Permita-me aceitar uma vibração mais elevada de sua energia, do que eu experienciei anteriormente; envolva-me com as suas verdadeiras qualidades do amor incondicional, da aceitação e do equilíbrio. Permita-me amar a minha alma e a mim mesmo incondicionalmente, aceitando a verdade que existe em meu interior e ao meu redor. Auxilie-me a alcançar a minha iluminação espiritual a partir de um espaço de paz e de equilíbrio, em todos os momentos, promovendo a clareza em meu coração, mente e realidade.
Encoraje-me através da minha conexão profunda e segura e da energia de fluxo eterno do amor incondicional, do equilíbrio e da aceitação, a amar, aceitar e valorizar  todos os aspectos do Criador a minha volta, enquanto aceito a minha verdadeira jornada e missão na Terra.
Eu peço com intenções puras e verdadeiras que o amor incondicional, a aceitação e o equilíbrio do Criador, vibrem com poder na vibração da energia e na freqüência da Terra, de modo que estas qualidades sagradas possam se tornar as realidades de todos.
Eu peço que todas as energias e hábitos desnecessários, e falsas crenças em meu interior e ao meu redor, assim como na Terra e ao redor dela e de toda a humanidade, sejam agora permitidos a se dissolverem, guiados pela vontade do Criador. Permita que um amor que seja um poderoso curador e conforto para todos, penetre na Terra, na civilização e em meu ser agora. Grato e que assim seja.”

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