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“Ralhar” é uma explosão emocional gerada nos pais devido a uma situação estressante provocada pelos filhos. Vamos considerar um exemplo específico: Uma jovem mãe está descongelando a geladeira e retira os cubos de gelo do congelador, bem como as bandejas de sustentação e coloca tudo sobre a pia da cozinha, onde já tem alguma louça para lavar. Sua filha de dois anos de idade, naturalmente, está interagindo com a mãe nesse momento. Então, a mãe lhe dá um conselho sábio: “Querida, não chegue muito perto, porque mamãe está descongelando a geladeira e você pode escorregar nesse piso molhado”. De início a criança acata a sugestão, mas não demora muito, passa despercebidamente pela pia da cozinha e sem querer acaba derrubando as bandejas do congelador em cima dela. As bandejas caem no chão com grande barulho e a criança se põe a chorar compulsivamente e a chamar pela mãe. Nesse momento, ao invés de acudi-la, a mãe se põe a gritar com ela dizendo em voz muito alta: “Eu não lhe avisei para ter cuidado! Veja o que você fez! Você podia ter se machucado! Você é muito descuidada! Que coisa, quando vai aprender a me obedecer!...”. Primeiramente: por que a criança se pôs a chorar e a pedir pela mãe?
O barulho das bandejas caindo em cima dela e no chão a assustaram terrivelmente. Isso assustaria um adulto, muito mais uma criança de dois anos. Mas o mais importante não foi isso. Ela percebeu a confusão que criou, percebeu que foi a falta de cuidado dela que fez as bandejas caírem, e mais ainda, percebeu que desobedecera a mãe e por causa desta desobediência criou esta situação perigosa. Sem poder consertar o que fizera, sem nem mesmo conseguir recolocar as bandejas em cima da pia, sem saber o que fazer para reconquistar a confiança da mãe (o que para ela é muito importante) entrou em desespero e passou a chorar e pedir pela mãe, numa última e desesperada atitude de ter o apoio dela nesse momento tão difícil. Se você não acredita que uma criança de dois anos possa sentir estas coisas assim, eu lhe digo com todas as letras que ela pode e sente estas coisas assim.
Então, por que a mãe passou a ralhar com a filha?
Inicialmente ela me respondeu assim: “Eu tenho que ensinar a minha filha a se comportar. Tenho que educá-la. Ela tem que aprender a fazer as coisas com cuidado. Além do mais, ela não é de açúcar, não vai derreter se passar algum tempo chorando para sentir que fez uma coisa errada...”. Mas, com mais alguns instantes de uma conversa franca e aberta comigo, com total confiança e desprovida de qualquer julgamento moral a própria mãe reconheceu que estas respostas não passam de “racionalizações”, ou seja, uma tentativa de construir “razões” para uma atitude que nem ela mesma sabia como explicar. O fato é que a mãe se sentiu ela própria muito assustada com a queda das bandejas em cima da filha. E mais, sentiu que fora ela (mãe) a culpada em deixar as bandejas em cima da pia e que ela seria a culpada se acontecesse algo de grave com a própria filha. Isso causa uma sensação de autocrítica muito forte, aquela sensação de “ser burra mesmo”, de “como é que fui deixar estas coisas acontecerem”. Isso leva a um enfraquecimento das forças de organização do ego e a pessoa não consegue mais controlar as emoções que estão brotando e acaba falando (e às vezes agindo!) inopinadamente, quase sempre de forma não construtiva.
Mas há ainda uma outra razão para esta mãe ter agido assim.
É que esta é a prática pedagógica ainda prevalecente no mundo. Muitos pais e mães foram educados assim e é assim que pretendem educar os filhos. Eu mesmo passei por muitos momentos em que tanto meu pai quanto minha mãe ralharam comigo. Esta é uma cultura prevalecente ainda no mundo ocidental, a chamada “disciplina” dos pais. A Bíblia, o livro mágico da cultura judaica cristã ensina isso. Está escrito em Provérbios, 29: 15: “A vara e a repreensão é que dão sabedoria; mas, o rapaz deixado solto, causará vergonha a sua mãe”. Estas coisas profundamente arraigadas no inconsciente coletivo desta cultura é que faz os pais exercerem a sua “disciplina” com violência, nem se dando mais conta que é preciso estar calmos e serenos para dar qualquer disciplina que seja útil aos filhos. Os pais devem ter sempre em conta que os filhos não são soldados para obedecerem a ordens violentas, nem tão pouco uma casa onde existem pessoas que se amam é um quartel que prepara pessoas para a guerra.
Então, o que seria melhor fazer num caso como este?
O que mais a sua intuição, o seu coração, sua inteligência, sua lógica e seu bom senso lhe recomenda fazer nesta situação a não ser tomar a criança nos braços, afagá-la, consolá-la, e dizer que não se assuste com aquilo, que foi um acidente, que estas coisas acontecem e que não vai ser isso a causa de qualquer desentendimento? Pais e mães que ralham com os filhos tem que saber que não há motivo racional, lógico coerente ou justo para falar ou agir de forma ríspida ou com violência com uma criança. Os motivos disso são sempre doentios, os pais precisam de ajuda. Todos nós temos áreas de negatividades em nosso ego, coisas que ainda não melhoramos como deveríamos melhorar. A conscientização disso é a primeira coisa a fazer. Saber que temos uma “sombra” em nosso ego é o primeiro passo para entendermos que não “somos” esta sombra. Nós somos muito melhores que isso. Temos um lado luminoso que é o que sempre devemos usar. Sempre que os pais lidarem com os filhos, eles devem usar a parte luminosa de sua personalidade e deixar a sombra de seus egos para o terapeuta. Eu aconselho a nem mesmo com o companheiro ou a companheira tentarem falar sobre a sombra dos seus egos, isso não costuma dar certo. Estes lixos mentais devem ser levados para a usina de reciclagem de lixo que é o consultório do psiquiatra.
Fazer uma cara bonita e sorrir quando por dentro você está sentindo raiva?
Isso não é desdobramento de personalidade, não é falta de franqueza e não é dissimulação. Absolutamente não é. Não se trata de “esconder” as negatividades diante do companheiro os ou dos filhos. Eu disse que estar “consciente das negatividades” é o primeiro passo. O companheiro e os filhos podem saber disso e ajudar, mas não se envolver com isso. Trata-se simplesmente de não usar as negatividades com eles, preferir voluntária e conscientemente usar o melhor de si no cuidado com as crianças e no tratar com as pessoas que amamos e devemos respeito. Devemos saber que não somos pessoas más por termos pontos negativos, raiva, inveja, preguiça, “pavio curto”, etc. Isso é assim mesmo, é a natureza humana. É melhor não tentar justificar as negatividades, mas enfrentá-las no local adequado para isso, que é bem longe dos olhos das crianças e dos que amamos de verdade. Isso não é fugir das negatividades. Isso é encará-las de frente.

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«Que os Santos Seres, cujos discípulos aspiramos ser, nos mostrem a luz que
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daqueles que vivem no Eterno. Há um
Poder que remove todas as coisas. É Ele que vive e se move em quem o Eu é Uno.
Que esse AMOR esteja conosco e que esse
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Iniciador Único é invocado, até ver o Fulgor de Sua Estrela.
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Eu peço com intenções puras e verdadeiras que o amor incondicional, a aceitação e o equilíbrio do Criador, vibrem com poder na vibração da energia e na freqüência da Terra, de modo que estas qualidades sagradas possam se tornar as realidades de todos.
Eu peço que todas as energias e hábitos desnecessários, e falsas crenças em meu interior e ao meu redor, assim como na Terra e ao redor dela e de toda a humanidade, sejam agora permitidos a se dissolverem, guiados pela vontade do Criador. Permita que um amor que seja um poderoso curador e conforto para todos, penetre na Terra, na civilização e em meu ser agora. Grato e que assim seja.”

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