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Auto-aceitação: ser ou não ser


(Veet Pramad)


Certas tradições espirituais falam que a origem do sofrimento está no desejar. A origem do sofrimento está na falta de auto-aceitação. Quando uma pessoa não se aceita
como ela é, procura aceitação no mundo externo e imediatamente tenta ser alguém
que não é, tenta parecer-se com determinados modelos, tenta construir uma
imagem externa diferente do que ela é interiormente.


 


Quanto mais nos distanciamos do que somos para tentar ser o que não somos, para tentar ser o que queremos ser ou o que achamos que os outros querem que sejamos, maior é o
sofrimento. De fato pretendemos o impossível, um pé de maçãs nunca poderá ser
um pé de peras. Não podemos deixar de ser o que somos. O sofrimento vem não
tanto de não conseguir ser o que não somos, mas de tentar deixar de ser o que
somos.


Neste esforço vai embora nossa vitalidade, a vida perde a graça e o significado e um dia não conseguimos mais nos levantar da cama. O médico diagnostica depressão.


 


O que dá significado à vida é fazer o que vem de dentro. Se os desejos vêm de dentro não nos levam ao sofrimento, mas à gratificação e à realização pessoal profunda.
Não existe nenhum sofrimento vinculado com  o desejar desenvolver nossos
potenciais e talentos, no entanto sofremos quando queremos fazer ou ser algo
que nada tem a ver conosco.


 


Quando a criança deseja brincar e se nada a impede, não sofre, transforma seu desejo em ação e desfruta. A historia da aceitação versus não aceitação é
antiga. Começa na infância quando a criança precisa de atenção e aceitação como
base de sua sobrevivência física e psicológica. Inicialmente ela é espontânea,
mas logo percebe que determinadas iniciativas, atitudes e expressões são
melhores recebidas e estimuladas enquanto outras podem chegar a ser
explicitamente reprimidas, proibidas ou castigadas.


 


Se o grau de aceitação é elevado à criança conservará sua espontaneidade, se aceitará tal como ela é, irá construindo uma personalidade firme e sensível enraizada na sua
natureza profunda e considerará a família e por extensão a sociedade e o mundo
como algo seguro, amoroso e receptivo para sua auto-expressã o. Quando o grau
de aceitação é menor começará a desenvolver as atitudes que são aceitas e a
inibir as que não o são. Começará a fingir, tratará de ser alguém que no fundo
ela não é, não se aceitará, se negará a si mesma e se esforçará para agir com
condutas que lhe proporcionem aceitação. Infelizmente na família, na escola e
diante da TV, aprendemos muitos padrões, aprendemos a imitar, a nos comparar
com os outros, mas não aprendemos a ser nós mesmos.


 


Crescemos nos distanciando de nossa natureza profunda, assumindo funções como o de bom filho, boa esposa, mãe ou profissional. Falam para nos que temos que nos esforçar para
ser alguém. Qual é o esforço que deve fazer o pé de maçãs para ser um pé de
maçãs e dar maçãs?


 


A procura da aceitação não acaba na infância, a vida se resume no fundo à procura compulsiva e dolorosa da aceitação que só acaba quando a pessoa realmente aceita a si
mesma e se permite ser quem ela é, quem sempre foi e sempre será ou quando
desiste de buscar aceitação e decide buscar atenção negativa indo contra da
sociedade. 


 


Devemos estar sempre atentos. Atentos ao que sai de dentro. Atentos para sentir, acolher, respeitar, atender e integrar os desejos, anelos e impulsos que não são outra
coisa mais que a expressão de nossa natureza profunda, de nossa essência, de
nossa divindade interna. E também atentos ao que vem de fora, às
circunstancias. O problema não está nas circunstancias, mas em como as
encaramos. A mesma circunstancia é geralmente vivida de maneira diferente por
pessoas diferentes e isso também depende da auto-aceitação.



Em primeiro lugar é importante entender que as circunstancias que chegam não são aleatórias, mas as atraímos. O processo de crescimento do ser humano
consiste em passar para a consciência tudo o que está no inconsciente, sejam
impulsos instintivos, emoções, talentos ou potenciais. O inconsciente tem um
movimento próprio de levar à consciência seus conteúdos.


 


Quando o individuo se aceita, valoriza o que vem de dentro e o vai integrando paulatinamente a seu insconsciente. Quando não se aceita priorizando as crenças, princípios e normas
que ele não inventou à sua própria experiência interna, então reprime, camufla
ou sublima estes impulsos internos que se acumulam e por tanto se fortalecem em
seu interior. É muito interessante o caso da sublimação onde se desenvolve a
espiritualidade, falsa claro, que sendo a compensação de um instinto mal vivido
quando não totalmente reprimido se transforma, como diz Enrique Esquenazi, na
“bebedeira do ego”.


 


Neste momento, impedido o caminho direto de levar à consciência os conteúdos do inconsciente, este busca o caminho indireto, isto é, atrai circunstancias que obrigam ao
consciente a aceitar, integrar e desenvolver estes conteúdos. Não atraímos o
que queremos, mas o que precisamos para crescer.


 


Quem não se aceita a si mesmo, procurará aceitação lá fora e considerará negativa, rejeitará e sofrerá com as circunstancias que ele interpreta como de não-aceitação e
tentará se rodear e se apegará às circunstancias que interpreta como de
aceitação. Seu sofrimento virá do medo a perdê-las. Qualquer circunstancia
suscitará uma descarga emocional de apego ou rejeição que o dificultará
perceber o que esta circunstancia quer mostrar-lhe.


 


Quem se aceita o suficiente não ficará preso no “porque acontece isto comigo, coitado de mim”? E será capaz de perguntar-se “para que me acontece isto”?  Poderá ser o
suficiente para estar atento às circunstancias e aproveitar-las para viver,
compreender e resolver os conteúdos que aparecem, e assim crescer. Até que não
os compreenda e resolva eles se repetem por mais que queiramos outra coisa.


 


 


Quem não se aceita, buscando a aceitação dos outros, vai se identificando com funções e papéis, aceitando se envolver em qualquer atividade que aparentemente lhe dê o
reconhecimento e o dinheiro que precisa. Claro que se envolver tanto tempo por
dia numa atividade que pouco ou nada tem a ver consigo mesmo, implica numa
falta de significado que produz insatisfação a curto prazo, irritação a médio e
uma profunda depressão a longo prazo.


 


Outra fonte de grandes desgostos e prazeres são os relacionamentos. Quem se aceita a si mesmo, funciona de uma maneira autêntica nos relacionamentos, não precisa manter
nenhuma imagem nem agradar ou controlar o parceiro. Aceitando-nos e ficando a
vontade consigo mesmo, poderemos ver e aceitar o outro e estar à vontade com o
parceiro. De fato só se formos capazes de estar bem com nós mesmos e sentirmos
bem quando estamos sós, poderemos estar a vontade e sentirmos bem com os
outros. Se ainda, pelo fato de nos aceitarmos optamos por atividades onde
nossos talentos se manifestam e sentimos prazer não buscaremos nos
relacionamentos a maneira de preencher um vazio de prazer e de significado.
Relacionar-nos- emos não por necessidade, mas para compartilhar nossa
abundância interior e todos os relacionamentos onde nos envolvamos serão
gratificantes porque no momento que deixem de ser-lo simplesmente se acabam,
sem rancores nem lágrimas. O relacionamento se sustenta pela qualidade do
momento e não pela necessidade do outro, pelas promessas, documentos, filhos ou
intenções.


 


Se eu não me aceitar minha necessidade de aceitação se viverá de uma maneira especialmente dramática nos relacionamentos. Ficarei o tempo todo perguntando a meu parceiro
“o que eu tenho que fazer para ser amado? Como você quer que eu seja e me
comporte para que me aceites?” Assim não só minha auto-estima (pouca) estará
nas mãos do outro, mas ficarei fingindo o tempo todo, aumentando assim o nível
de sofrimento e falta de significado.


 


Em definitiva o fato de se aceitar a si mesmo permite desenvolver as capacidades internas assim como apreender e crescer com as circunstancias. Não se trata de ser melhor ou
pior segundo convenções criadas para, em última instancia, manipular, controlar
e explorar os povos, mas ser integralmente o que somos. A não aceitação é a
origem de um círculo vicioso que leva ao sofrimento, a frustração quando não ao
crime ou à loucura.


 


Não é necessário nenhum esforço para ser o que somos, para sair do sofrimento, para sermos felizes, basta estar atentos. Só podemos estar atentos si estamos no aqui e no agora. A vida só transcorre no
aqui e no agora, a transformação só pode acontecer aqui e agora. A maneira mais
simples para sair da compulsão mental de estar no futuro ou no passado é
observar a respiração que só acontece e só pode acontecer aqui e agora. (Extraído
do Mito e Magia)



Beijos de luz no coração!!!


Rosalba


 



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“Amado Criador, eu invoco a sua sagrada e divina luz para fluir em meu ser e através de todo o meu ser agora. Permita-me aceitar uma vibração mais elevada de sua energia, do que eu experienciei anteriormente; envolva-me com as suas verdadeiras qualidades do amor incondicional, da aceitação e do equilíbrio. Permita-me amar a minha alma e a mim mesmo incondicionalmente, aceitando a verdade que existe em meu interior e ao meu redor. Auxilie-me a alcançar a minha iluminação espiritual a partir de um espaço de paz e de equilíbrio, em todos os momentos, promovendo a clareza em meu coração, mente e realidade.
Encoraje-me através da minha conexão profunda e segura e da energia de fluxo eterno do amor incondicional, do equilíbrio e da aceitação, a amar, aceitar e valorizar  todos os aspectos do Criador a minha volta, enquanto aceito a minha verdadeira jornada e missão na Terra.
Eu peço com intenções puras e verdadeiras que o amor incondicional, a aceitação e o equilíbrio do Criador, vibrem com poder na vibração da energia e na freqüência da Terra, de modo que estas qualidades sagradas possam se tornar as realidades de todos.
Eu peço que todas as energias e hábitos desnecessários, e falsas crenças em meu interior e ao meu redor, assim como na Terra e ao redor dela e de toda a humanidade, sejam agora permitidos a se dissolverem, guiados pela vontade do Criador. Permita que um amor que seja um poderoso curador e conforto para todos, penetre na Terra, na civilização e em meu ser agora. Grato e que assim seja.”

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