A grande verdade é que na esmagadora maioria das vezes é tão-somente
quando a dor é insuportável, quando a situação é profundamente
caótica, que tomamos a decisão de mudar. Isso porque, enquanto
pudermos manejar os pequenos problemas, vamos tentar fazê-lo como
sempre fazemos: à nossa maneira.
Enquanto os desafios forem pequenos, e estiverem dentro do nosso
alcance de solução, certamente faremos tudo o que for possível para
encontrar o mais rápido e temporário alivio, sem termos de nos deter
no fato de que existe um problema mais profundo e uma questão maior,
com que fatalmente – mais cedo ou mais tarde - teremos de nos
defrontar.
Constantemente cada um de nós é surpreendido pelo dilema: Para onde
vou correr? Para a cura, ou para o alívio temporário? O alívio
temporário consiste em fazer tudo o que é possível para cobrir,
disfarçar, esconder ou eliminar o problema....temporariamente. A cura
- pelo contrário – vai fundo na ferida, como um meio de eliminar a
causa do problema. A cura – sem nenhuma dúvida – envolve uma dor muito
maior do que o alívio temporário. Pense no entanto no seguinte: uma
vez que a cura se faz presente, o problema é eliminado para sempre.
(Nélio DaSilva)



