OS HABITANTES DO PLANO ASTRAL ou MUNDO dos DESEJOS
Primeira Parte:
Ao preparar-me para começar a descrver as espécies de habitantes no plano astral, avaliei que seria um pouco difícil imaginar-se aqueles habitantes sem se conhecer um pouco mais sobre as condições energéticas e forças que tornam aquele plano diferente de todos os outros. Assim, decidi dividir o texto em duas partes, usando a primeira para uma resumida descrição.
A designação de Mundo dos Desejos, em vez de Mundo ou Plano Astral, é mais apropriada devido á espécie de energias que o compõem.
Nada no mundo físico poderia desenvolver-se sem a inter-acção das energias do Mundo dos Desejos. No nosso mundo, a evolução seria impossível, para a vida e para as formas, se não houvesse incentivos; as fibras do corpo físico têm de ser vitalizadas, para o levar á acção. É, pois, muito grande a importância deste Plano, no reino da Natureza. O resumo que se segue sobre ele, destina-se a quem não o conheça - (nós o conhecemos através da deslocação de estados de consciência superiores) - para que possa ficar com uma “leve ideia” do que ele é, para compreender melhor como são os seus habitantes.
As forças e as energias dos pensamentos, desejos, aspirações, paixões e sentimentos do mundo físico, interpenetram e expressam-se na matéria das diferentes regiões (sub-planos) do mundo dos desejos (plano astral) e tomam formas que duram mais ou menos tempo, de acordo com a intensidade do desejo, aspiração ou sentimento que encerram.
A diferenciação entre força e matéria no plano astral é totalmente diferente da do mundo físico. É menos densa apenas um grau, mas não é de forma nenhuma, uma espécie de matéria física subtilizada. Porque se não houvesse diferença, as leis do mundo físico actuariam sobre elas, o que não acontece.
No mundo físico, a lei que rege a matéria física da região química é a inércia, tornando-se necessaria uma certa soma de energia para vencer a inércia de um corpo em repouso ou para deter o seu movimento.
Tal não acontece com a matéria que compõe o mundo dos desejos. Em si própria, essa matéria é quase vivente, está em movimento incessante e fluídico. Toma formas “imagináveis e inimagináveis” com inconcebível facilidade e rapidez, brilhando ao mesmo tempo em milhares de cores coruscantes, sem termo de comparação com qualquer coisa que conhecemos no nosso estado físico de consciência.
O mundo dos desejos é luz e cor sempre em mutação, sempre em movimento, onde se interpenetram as forças de inumeráveis Hierarquias de seres espirituais que não aparecem no mundo físico, mas que são activas ali como nós somos aqui. Seus corpos são constituídos da matéria que constitui os 4º, 5º e 6º subplanos do Plano Mental. – Isto nos faz lembrar que todos os habitantes de planos ou sub-planos superiores podem descer ao nível inferior, mais denso, mas nenhum habitante de qualquer sub-plano pode ascender ao imediatamente superior por causa da sua matéria ser mais densa.
Muitos destes Seres estão unicamente ligados ao trabalho de preparação para a evolução do homem. Esta vasta e variada hoste de Seres Espirituais modelam a matéria cambiante daquele mundo em formas inumeráveis e diferentes, de maior e menor durabilidade, de acordo com a energia cinética do impulso que lhe deu origem (este impulso é o da energia do desejo emitida pelo homem em seu mundo físico). Poderemos fazer aqui uma pequena referencia ao livro “O Segredo” e ficar a fazer uma ideia melhor de – “ porque motivo uns conseguem a obtenção de seus desejos e outros não”.
Através desta muito resumida descrição, já pode avaliar-se quão difícil é a situação para o neófito que abre os olhos internos em qualquer destas regiões. A primeira das dificuldades será encontrar o equilíbrio no meio de um MAR revolto de cambiantes nunca vistas, que se sobrepõem e interpenetram, que se transfiguram constantemente, que giram e fluctuam, como um astronauta na sua nave.
Aqui se chega através da visão interna, da clarividência ou apenas através de formas-pensamento comunicantes, que podem, depois, transformar-se ou não em imagens mentais no cérebro físico.
Os canalizadores não preparados podem ser perfeitamente honestos, - “mas ante a dificuldade de conseguirem um foco perfeito de visão ou de conseguirem saber como entrar em sintonia com o Ser apropriado e discernir, entre tantas entidades, qual a que está comunicando com sua mente,” seria totalmente surpreendente que pudessem obter uma visão ou comunicação corretas.
Além disto, em príncipio, qualquer canalizador ou clarividente aplicará no mundo dos desejos os conhecimentos derivados da sua experiência do mundo físico, por não ter aprendido as leis do mundo que está penetrando, onde o espera um manancial de toda a espécie de perturbações e perplexidades.
Por isso, o canalizador, antes de pôr em prática uma tendência, que possívelmente lhe será nata de outras encarnações, deve tornar-se uma criança e procurar aprender e assimilar o conhecimento necessário antes de se projectar “neste caminho”, com os olhos vendados e a uma mente ignorante dos conhecimentos transmitidos pelos Mestres, ficando, desta maneira, á mercê do “muito que se deve evitar nestes sete sub-planos”, especialmente de alguns, dos muitos e diferenciados habitantes daqueles subplanos.
Na segunda parte, a descrição dos referidos habitantes.
bibliografia
obras da Mestra Helena Blavatsky; de seus discipulos Annie Besant e Leadbeater e Alice Bailey
MariaHelena