primeiro céu, e assim por diante, até o sétimo.
Edêntia, a sede central da vossa constelação de Norlatiadeque, tem os seus setenta satélites de cultura socializante e de aprendizado, nos quais os seres ascendentes permanecem, depois de completarem, em Jerusém, o regime de mobilização, de unificação e de realização da personalidade.
Salvington, a capital de Nebadon, o vosso universo local, é rodeada por dez grupos de universidades de quarenta e nove esferas cada. Ali o homem é espiritualizado depois da sua socialização na constelação.
U menor, a terceira, a sede central de Ensa, o vosso setor menor, é cercada pelas sete esferas dos estudos físicos superiores da vida ascendente.
U maior, a quinta, sede do vosso setor maior, Esplândon, é cercada pelas setenta esferas de instrução intelectual avançada do superuniverso.
Uversa, a sede central de Orvonton, o vosso superuniverso, é cercada, diretamente, pelas sete universidades mais elevadas de aprendizado espiritual avançado para as criaturas volitivas ascendentes. Cada um desses sete grupos de esferas maravilhosas consiste em setenta mundos especializados, contendo milhares e milhares de instituições e organizações completas, devotadas à instrução universal e à cultura espiritual, nas quais os peregrinos do tempo são reeducados e reexaminados no preparo para o seu longo vôo até Havona. Os peregrinos do tempo, ao chegarem, são sempre recebidos nesses mundos interligados; os graduados que partem, no entanto, são despachados para Havona, sempre, diretamente das margens de Uversa.
Uversa é a sede central espiritual e administrativa de um trilhão de mundos habitados e habitáveis, aproximadamente. A glória, grandeza e perfeição da capital de Orvonton ultrapassa qualquer uma dentre as maravilhas das criações do tempo e do espaço.
Se todos os universos locais projetados e as suas partes componentes estivessem estabelecidas, pouco menos de quinhentos bilhões seria o número de mundos arquitetônicos nos sete superuniversos.
As esferas-sedes dos superuniversos são construídas de modo a serem capazes de funcionar como eficientes reguladoras de energia-potência para os seus vários setores, servindo como pontos focais para o direcionamento da energia até os universos locais correspondentes. Elas exercem uma influência poderosa no equilíbrio e controle das energias físicas que circulam no espaço organizado.
Outras funções reguladoras são exercidas pelos centros de potência e pelos controladores físicos dos superuniversos, que são entidades inteligentes viventes e semiviventes, constituídas para esse propósito expresso. Esses centros e controladores de potência são difíceis de serem entendidos; as suas ordens inferiores não são volitivas, não possuem vontade, não escolhem; as suas funções são muito inteligentes, mas, aparentemente, são automáticas e inerentes à sua organização altamente especializada. Os centros de potência e os controladores físicos dos superuniversos assumem a direção e o controle parcial dos trinta sistemas de energia que compreendem o domínio da gravita. Os circuitos de energia física, administrados pelos centros de potência de Uversa, requerem um pouco mais do que 968 milhões de anos para completar uma volta no superuniverso.
A energia em evolução tem substância; tem peso, se bem que o peso seja sempre relativo, dependendo da velocidade da revolução, da massa e da antigravidade. A massa na matéria tende a retardar a velocidade na energia; e a velocidade da energia, presente em todos os lugares, representa a dotação inicial de velocidade, menos o retardamento causado pela massa que se encontra em trânsito, mais a função reguladora dos controladores da energia viva do superuniverso, e a influência física dos corpos vizinhos, altamente aquecidos ou mais pesadamente carregados.
O plano universal para a manutenção do equilíbrio entre a matéria e a energia necessita que as unidades inferiores de matéria sejam perpetuamente feitas e desfeitas. Os Diretores de Potência do Universo têm a capacidade de condensar e deter, ou de expandir e liberar quantidades variáveis de energia.
Dada uma duração suficiente de influência retardadora, a gravidade terminaria convertendo toda a energia em matéria, não fosse por dois fatores: primeiro, as influências da antigravidade dos controladores de energia, e, segundo, a matéria organizada que tende a desintegrar-se sob certas condições encontradas em estrelas superaquecidas e sob certas condições peculiares registradas no espaço próximo de corpos frios, altamente energizados de matéria condensada.
Quando a massa se torna superagregada e ameaça desequilibrar a energia, exaurindo os circuitos de potência física, os controladores físicos intervêm, a menos que a própria tendência posterior da gravidade, no sentido de supermaterializar a energia, seja vencida pela ocorrência de uma colisão entre os gigantes mortos do espaço, dissipando completamente assim, em um instante, os pontos em que haja acumulações de gravidade. Nesses episódios de colisões, enormes massas de matéria são subitamente convertidas na forma mais rara de energia, e a luta pelo equilíbrio universal é iniciada de novo. Finalmente, os sistemas físicos maiores tornam-se estabilizados, tornam-se fisicamente estáveis, e são lançados em órbitas equilibradas e estabelecidas dos superuniversos. Depois desse acontecimento, nenhuma colisão mais, nem outras catástrofes devastadoras ocorrerão nesses sistemas estabelecidos.
Durante os tempos de energia em excesso, há perturbações de potência e flutuações de calor, acompanhadas de manifestações elétricas. Durante os tempos de carência de energia, crescem as tendências que a matéria tem de agregar-se, condensar-se e sair do controle, nas órbitas mais delicadamente equilibradas, resultando em ajustamentos sob a forma de marés ou colisões, que rapidamente restauram o equilíbrio entre a energia circulante e a matéria mais literalmente estabilizada. Prever e entender, de outras maneiras, tais comportamentos dos sóis abrasadores e das ilhas escuras do espaço, estão entre as tarefas dos observadores celestes das estrelas.
Somos capazes de reconhecer a maioria das leis que regem o equilíbrio do universo e de predizer muito sobre a estabilidade do universo. As nossas previsões são praticamente confiáveis, mas confrontamo-nos constantemente com certas forças que não seguem integralmente as leis do controle da energia e do comportamento da matéria, como conhecidas por nós. A previsibilidade de todos os fenômenos físicos torna-se cada vez mais difícil, à medida que nos afastamos do Paraíso, na direção dos universos. À medida que ultrapassamos as fronteiras da administração pessoal dos Dirigentes do Paraíso, confrontamo-nos com uma incapacidade cada vez maior de calcular, de acordo com os padrões estabelecidos e a experiência adquirida de observações que têm a ver exclusivamente com os fenômenos físicos de sistemas astronômicos vizinhos. Mesmo nos reinos dos sete superuniversos, estamos vivendo em meio a ações de forças e reações de energia que penetram todo o nosso domínio e que se estendem, em equilíbrio unificado, por todas as regiões do espaço exterior.
Quanto mais longe estivermos, no exterior, mais certamente encontraremos esses fenômenos imprevistos de variações, que caracterizam, tão infalivelmente, as atuações-presenças insondáveis dos Absolutos e Deidades experienciais. E esses fenômenos devem ser indicativos de algum supracontrole universal de todas as coisas.
O superuniverso de Orvonton está, aparentemente, descarregando-se agora; os universos exteriores parecem estar estocando energia para atividades futuras sem precedentes; o universo central de Havona está eternamente estabilizado. A gravidade e a ausência de calor (o frio) organizam e mantêm a matéria aglutinada; o calor e a antigravidade desagregam a matéria e dissipam a energia. Os diretores vivos de potência e os organizadores da força são o segredo do controle especial e da direção inteligente nas metamorfoses sem fim de construção, destruição e reconstrução do universo. As nebulosas podem dispersar-se, os sóis, consumir-se, os sistemas, desaparecer e os planetas, perecer, mas os universos não se esvaem.
9. OS CIRCUITOS DOS SUPERUNIVERSOS
Os circuitos universais do Paraíso de fato penetram os reinos dos sete superuniversos. Esses circuitos de presença são: a gravidade da personalidade do Pai Universal, a gravidade espiritual do Filho Eterno, a gravidade mental do Agente Conjunto, e a gravidade material da Ilha Eterna.
Além dos circuitos universais do Paraíso e das atuações-presenças dos Absolutos e das Deidades experienciais, apenas duas divisões de circuitos de energia, ou divisões do poder, funcionam no nível espacial do superuniverso: os circuitos dos superuniversos e os circuitos dos universos locais.
Os Circuitos do Superuniverso:
1. O circuito da inteligência unificadora de um dos Sete Espíritos Mestres do Paraíso. Este circuito de mente cósmica é limitado a um único superuniverso.
2. O circuito do serviço refletivo dos sete Espíritos Refletivos, em cada superuniverso.
3. Os circuitos secretos dos Monitores Misteriosos; de algum modo interligados em Divinington e daí dirigidos ao Pai Universal no Paraíso.
4. O circuito da intercomunhão do Filho Eterno com os seus Filhos do Paraíso.
5. A presença instantânea do Espírito Infinito.
6. As teledifusões do Paraíso, os comunicados espaciais de Havona.
7. Os circuitos de energia dos centros de potência e dos controladores físicos.
Os Circuitos do Universo Local:
1. O do espírito outorgado dos Filhos do Paraíso, o Confortador dos mundos de auto-outorga. O Espírito da Verdade, o espírito de Michael em Urântia.
2. O circuito das Ministras Divinas, os Espíritos Maternos do universo local: o Espírito Santo do vosso mundo.
3. O circuito de ministração da inteligência a um universo local, incluindo a presença diversamente atuante dos espíritos ajudantes da mente.
Quando a harmonia espiritual desenvolve-se em um universo local, de modo que os seus circuitos individuais e combinados se tornem indistinguíveis dos do superuniverso, quando tal identidade de função e unicidade de ministério factualmente prevalecem, então, o universo local, de imediato, liga-se aos circuitos estabelecidos de luz e vida, tornando-se, instantaneamente, qualificado para a admissão à confederação espiritual da união perfeccionada da supercriação. Os requisitos para a admissão aos conselhos dos Anciães dos Dias, para o ingresso na confederação dos superuniversos, são os que se seguem:
1. Estabilidade Física. As estrelas e os planetas de um universo local devem estar em equilíbrio; os períodos de metamorfose estelar imediata devem ter chegado ao fim. O universo deve estar seguindo uma trajetória clara; a sua órbita deve estar fixada em segurança e definitivamente estabelecida.
2. Lealdade Espiritual. Deve existir um estado de reconhecimento universal e de lealdade ao Filho de Deus Soberano, que preside aos assuntos de tal universo local. É necessário que se haja alcançado um estado de cooperação harmoniosa entre os planetas individuais, sistemas e constelações de todo o universo local.
O vosso universo local ainda não é reconhecido nem como pertencente à ordem fisicamente estabelecida do superuniverso, muito menos como membro da reconhecida família espiritual do supergoverno. Apesar de Nebadon não ter ainda representação em Uversa, nós do governo do superuniverso somos, de tempos em tempos, despachados para os mundos de Nebadon, em missões especiais, do mesmo modo que eu vim até Urântia, diretamente, de Uversa. Damos toda a assistência possível aos vossos diretores e governantes, para a solução dos difíceis problemas deles; estamos desejosos de ver o vosso universo qualificado para a admissão plena nas criações interrelacionadas da família do superuniverso.
10. OS GOVERNANTES DOS SUPERUNIVERSOS
Nas sedes centrais dos superuniversos, o alto governo espiritual dos domínios do espaço-tempo está instalado. O ramo executivo do supergoverno, que tem origem nos Conselhos da Trindade, é dirigido diretamente por um dos Sete Espíritos Mestres da supervisão suprema, seres que se assentam nas cátedras de autoridade do Paraíso e que administram os superuniversos por intermédio dos Sete Executivos Supremos, estacionados nos sete mundos especiais do Espírito Infinito, os satélites mais externos do Paraíso.
As sedes centrais dos superuniversos são os locais de morada dos Espíritos Refletivos e dos Ajudantes Refletivos de Imagem. Dessa posição intermediária, esses seres maravilhosos conduzem as suas imensas operações de refletividade, ministrando, assim, ao universo central acima e ao universo local abaixo.
Cada superuniverso é presidido por três Anciães dos Dias, os principais executivos conjuntos do supergoverno. No seu ramo executivo, o pessoal do governo do superuniverso consiste em sete grupos diferentes:
1. Os Anciães dos Dias.
2. Os Perfeccionadores da Sabedoria.
3. Os Conselheiros Divinos.
4. Os Censores Universais.
5. Os Mensageiros Poderosos.
6. Aqueles Elevados Em Autoridade.
7. Aqueles Sem Nome Nem Número.
Os três Anciães dos Dias têm a assistência direta de um corpo de um bilhão de Perfeccionadores da Sabedoria, aos quais estão associados três bilhões de Conselheiros Divinos. Um bilhão de Censores Universais estão designados para a administração de cada superuniverso. Esses três grupos são Personalidades Coordenadas da Trindade, tendo direta e divinamente a sua origem na Trindade do Paraíso.
As três ordens restantes – Mensageiros Poderosos, Aqueles Elevados Em Autoridade e Aqueles Sem Nome Nem Número – são de mortais ascendentes glorificados. A primeira dessas três ordens elevou-se por meio do regime ascendente e passou por Havona nos dias de Grandfanda. Havendo alcançado o Paraíso, eles foram admitidos no Corpo de Finalidade, abraçados pela Trindade do Paraíso e, em seguida, designados para o serviço supremo dos Anciães dos Dias. Como uma classe, essas três ordens são conhecidas como Filhos Trinitarizados de Realização, sendo de origem dual, mas estando, agora, a serviço da Trindade. Assim, o ramo executivo do governo do superuniverso foi ampliado, para incluir os filhos glorificados e perfeccionados dos mundos evolucionários.
O conselho coordenado do superuniverso é composto de sete grupos executivos, previamente nomeados, e dos seguintes governantes de setores e de outros supervisores regionais:
1. Os Perfeições dos Dias – os governantes dos setores maiores do superuniverso.
2. Os Recentes dos Dias – os diretores dos setores menores do superuniverso.
3. Os Uniões dos Dias – os conselheiros do Paraíso para os governantes dos universos locais.
4. Os Fiéis dos Dias – os conselheiros do Paraíso para os governantes Altíssimos dos governos das constelações.
5. Os Filhos Instrutores da Trindade, que podem encontrar-se a serviço nas sedes centrais dos superuniversos.
6. Os Eternos dos Dias, que podem estar presentes nas sedes centrais dos superuniversos.
7. Os sete Ajudantes Refletivos de Imagem – porta-vozes dos sete Espíritos Refletivos, os quais, por intermédio deles, representam os Sete Espíritos Mestres do Paraíso.
Os Ajudantes Refletivos de Imagem também funcionam como representantes de inúmeros grupos de seres que são influentes nos governos dos superuniversos, mas que, no presente, por várias razões, não estão plenamente ativos nas suas capacitações individuais. Abrangidos nesse grupo estão: a manifestação da personalidade superuniversal em evolução do Ser Supremo, os Supervisores Inqualificáveis do Supremo, os Vice-Regentes Qualificáveis do Último, os agentes de ligação inominados refletivos de Majeston e os espíritos suprapessoais representantes do Filho Eterno.
Em quase todo momento, é possível encontrar representantes de todos os grupos de seres criados, nos mundos-sedes dos superuniversos. O trabalho rotineiro de ministério aos superuniversos é efetuado pelos poderosos serafins e por outros membros da vasta família do Espírito Infinito. No trabalho desses maravilhosos centros de administração, controle, ministério e julgamento executivo nos superuniversos, as inteligências de cada esfera de vida universal encontram-se misturadas no serviço efetivo, na administração sábia, no ministério amoroso e no julgamento equânime.
Os superuniversos não mantêm, entre si, qualquer espécie de representação por embaixada; eles estão completamente isolados uns dos outros. Eles sabem dos assuntos mútuos apenas por intermédio da agência de distribuição do Paraíso, mantida pelos Sete Espíritos Mestres. Os seus governantes trabalham nos conselhos da divina sabedoria, para o bem-estar dos seus próprios superuniversos, independentemente do que possa estar acontecendo em outras seções da criação universal. Esse isolamento entre os superuniversos perdurará até o momento em que a sua coordenação for alcançada pela mais completa realização da soberania de personalidade do Ser Supremo experiencial, em evolução.
11. A ASSEMBLÉIA DELIBERATIVA
É em mundos como Uversa que os seres que são representantes da autocracia da perfeição e da democracia da evolução encontram-se frente a frente. O ramo executivo do supergoverno origina-se nos reinos da perfeição; o ramo legislativo provém do florescimento dos universos evolucionários.
A assembléia deliberativa do superuniverso está confinada ao mundo-sede central. Esse conselho legislativo, ou de aconselhamento, consiste em sete casas e cada universo local admitido aos conselhos dos superuniversos elege um representante nativo para cada uma delas. Os altos conselhos de tais universos locais elegem esses representantes entre os peregrinos ascendentes graduados de Orvonton, que se encontram em Uversa e que estão creditados para o transporte até Havona. A duração média do serviço é de cerca de cem anos do tempo-padrão do superuniverso.
Eu jamais soube de qualquer desacordo entre os executivos de Orvonton e a assembléia de Uversa. E também, na história do nosso superuniverso, o corpo deliberativo nunca passou uma recomendação que a divisão executiva do supergoverno tenha sequer hesitado em pôr em prática. Tem sempre prevalecido a mais perfeita harmonia e acordo de trabalho, o que atesta o fato de que os seres evolucionários podem realmente alcançar as alturas da sabedoria perfeccionada, que os qualifica a consorciar-se com as personalidades de origem perfeita e natureza divina. A presença das assembléias deliberativas, nas sedes centrais dos superuniversos, revela a sabedoria e antecipa o triunfo último do conceito evolucionário grandioso do Pai Universal e do seu Filho Eterno.
Quando falamos dos ramos executivo e deliberativo do governo de Uversa, vós poderíeis pensar, por analogia a certas formas do governo civil de Urântia, que temos um terceiro ramo, o judicial, e realmente temos; mas este não tem uma equipe própria em separado. As nossas cortes são constituídas da seguinte forma: preside a ela, de acordo com a natureza e gravidade do caso, um Ancião dos Dias, ou um Perfeccionador da Sabedoria, ou um Conselheiro Divino. A evidência a favor ou contra um indivíduo, planeta, sistema, constelação ou universo é apresentada e interpretada pelos Censores. A defesa dos filhos do tempo e dos planetas evolucionários é oferecida pelos Mensageiros Poderosos, os observadores oficiais do governo do superuniverso, para os sistemas e universos locais. A atitude do governo mais elevado é retratada por Aqueles Elevados Em Autoridade. E o veredicto é formulado, ordinariamente, por uma comissão de porte variável, e constituída, igualitariamente, por Aqueles Sem Nome Nem Número e um grupo de personalidades de alta compreensão, escolhidas da assembléia deliberativa.
As cortes dos Anciães dos Dias são os altos tribunais de revisão para os julgamentos espirituais de todos os universos componentes. Os Filhos Soberanos dos universos locais são supremos, nos seus próprios domínios; no entanto, eles estão submetidos ao supergoverno apenas para aquilo que submeterem voluntariamente ao conselho, para o julgamento dos Anciães dos Dias, excetuando-se as questões que envolvam a extinção de criaturas de vontade. Os mandatos de julgamento originam-se nos universos locais, mas as sentenças que envolvem a extinção de criaturas de vontade são formuladas pelas sedes centrais do superuniverso e executadas a partir das mesmas. Os Filhos soberanos dos universos locais podem decretar a sobrevivência do homem mortal, mas apenas os Anciães dos Dias podem reunir-se para o julgamento executivo nas questões de vida e morte eternas.
Para todas as questões que não requerem julgamento com a apresentação de evidências, os Anciães dos Dias ou os seus colaboradores tomam as decisões; e esses ditames são sempre unânimes. Estamos lidando aqui com conselhos de perfeição. Não há desacordos, nem opiniões minoritárias nos decretos desses tribunais supremos e superlativos.
Com poucas e raras exceções, os supergovernos exercem jurisdição sobre todas as coisas e sobre todos os seres, nos seus domínios respectivos. Não há apelação das sentenças e decisões das autoridades do superuniverso, pois elas representam as opiniões convergentes dos Anciães dos Dias e daquele Espírito Mestre que, do Paraíso, preside aos destinos do referido superuniverso.
13. OS GOVERNOS DOS SETORES
Um setor maior compreende cerca de um décimo de um superuniverso e consiste em uma centena de setores menores, dez mil universos locais e cerca de cem bilhões de mundos habitados. Esses setores maiores são administrados por três Perfeições dos Dias, Personalidades Supremas da Trindade.
As cortes dos Perfeições dos Dias são constituídas de modo muito semelhante às dos Anciães dos Dias, exceto por eles não fazerem o julgamento espiritual dos reinos. O trabalho desses governos de setores maiores tem a ver, principalmente, com o status intelectual de uma ampla criação. Os setores maiores detêm todas as questões de importância para o superuniverso, da rotina e da natureza administrativa, julgando-as, dispensando-as e tabulando-as, para reportá-las aos Anciães dos Dias; desde que não se relacionem, diretamente, com a administração espiritual dos reinos nem com a execução dos planos de ascensão dos mortais, feitos pelos Governantes do Paraíso. O pessoal do governo de um setor maior não é diferente daquele do superuniverso.
Do mesmo modo que os magníficos satélites de Uversa ocupam-se da vossa preparação final para Havona, também os setenta satélites de U maior, a quinta, estão devotados aos estudos intelectuais e ao desenvolvimento do vosso superuniverso. Vindos de todo Orvonton, ali se reúnem os seres sábios que trabalham incansavelmente para preparar os mortais do tempo para o seu progresso ulterior, até a carreira da eternidade. A maior parte desse aperfeiçoamento dos mortais ascendentes é administrada nos setenta mundos de estudo.
Os governos do setor menor são presididos por três Recentes dos Dias. A administração deles ocupa-se, principalmente, com o controle físico, a unificação, a estabilização e a coordenação rotineira da administração dos seus universos locais componentes. Cada setor menor abrange até cem universos locais, dez mil constelações, um milhão de sistemas; ou seja, cerca de um bilhão de mundos habitáveis.
Os mundos-sedes de um setor menor são o grande local de encontro dos Mestres Controladores Físicos. Esses mundos-sedes estão cercados por sete esferas de instrução que constituem as escolas de admissão ao superuniverso e são os centros de aperfeiçoamento, visando aos conhecimentos físicos e administrativos a respeito do universo dos universos.
Os administradores dos governos de um setor menor estão sob jurisdição direta dos governantes dos setores maiores. Os Recentes dos Dias recebem todos os informes das observações e coordenam todas as recomendações que chegam até um superuniverso vindas dos Uniões dos Dias, os quais estão estacionados nas esferas-sedes dos universos locais, como observadores e conselheiros da Trindade, e dos Fiéis dos Dias, os quais estão, de modo semelhante, ligados aos conselhos dos Altíssimos nas sedes centrais das constelações. Todos esses informes são transmitidos aos Perfeições dos Dias, nos setores maiores, para serem passados, subseqüentemente, às cortes dos Anciães dos Dias. Assim, o regime da Trindade estende-se das constelações dos universos locais, e destas para as sedes centrais do superuniverso. A sede central do sistema local não tem representantes da Trindade.
14. OS PROPÓSITOS DOS SETE SUPERUNIVERSOS
Existem sete propósitos maiores que se desenvolvem na evolução dos sete superuniversos. Cada um desses propósitos maiores, na evolução de um superuniverso, encontrará a sua expressão mais plena em apenas um dos sete superuniversos e, desse modo, cada superuniverso tem uma função especial e uma natureza única.
Orvonton, o sétimo superuniverso, aquele ao qual o vosso universo local pertence, é conhecido, principalmente, pela sua imensa e pródiga outorga do ministério de misericórdia aos mortais dos reinos. É renomado pela maneira segundo a qual prevalece a justiça, temperada pela misericórdia; e pela qual o poder governa, condicionado pela paciência; enquanto os sacrifícios de tempo são feitos livremente para assegurar a estabilização na eternidade. Orvonton é um universo que é uma demonstração de amor e de misericórdia.
É muito difícil, contudo, descrever a nossa concepção da verdadeira natureza do propósito evolucionário que se desenvolve em Orvonton, mas pode ser sugerida, quando dizemos que nessa supercriação nós sentimos que os seis propósitos singulares da evolução cósmica, do modo como estão manifestados nas outras seis supercriações semelhantes, estão aqui interassociados, em uma significação que abrange o todo; e é por essa razão que, algumas vezes, conjecturamos que a personalização evoluída e acabada de Deus, o Supremo, irá, em um futuro remoto, governar, a partir de Uversa, os sete superuniversos perfeccionados, na sua majestade experiencial plena e do seu poder soberano Todo-Poderoso, então já alcançado.
Do mesmo modo que Orvonton é único, pela sua natureza, e individual, pelo seu destino, também o é cada um dos outros seis superuniversos. Uma grande parte de tudo aquilo que está acontecendo em Orvonton não é, entretanto, revelado a vós; e, dentre esses aspectos não revelados da vida de Orvonton, muitos encontrarão a expressão mais plena em algum outro superuniverso. Os sete propósitos da evolução do superuniverso estão ativos em todos os sete superuniversos, mas cada supercriação dará expressão mais plena a apenas um desses propósitos. Para se compreender mais sobre esses propósitos dos superuniversos, grande parte de tudo aquilo que não entendeis teria de ser revelada, e ainda assim vós não iríeis compreender senão pouquíssimo. Toda esta narrativa apresenta apenas uma visão rápida da imensa criação da qual o vosso mundo e o vosso sistema local são uma parte.
O vosso mundo é chamado de Urântia, e o seu número é 606, no grupo planetário, ou sistema, que é o de Satânia. Esse sistema tem, presentemente, 619 mundos habitados e mais de duzentos outros planetas que estão evoluindo favoravelmente no sentido de tornarem-se mundos habitados em algum tempo futuro.
Satânia tem um mundo-sede central chamado Jerusém, e é o sistema de número vinte e quatro da constelação de Norlatiadeque. A vossa constelação, Norlatiadeque, consiste em cem sistemas locais e tem um mundo-sede central chamado Edêntia. Norlatiadeque tem o número 70, no universo de Nebadon. O universo local de Nebadon consiste em cem constelações e tem uma capital conhecida como Salvington. O universo de Nebadon é o de número oitenta e quatro, no setor menor de Ensa.
O setor menor de Ensa consiste em cem universos locais e tem a capital chamada U Menor, a terceira. Esse setor menor é o de número três no setor maior de Esplândon. Esplândon consiste em cem setores menores e tem um mundo-sede central chamado U Maior, a quinta. É o quinto setor maior do superuniverso de Orvonton, o sétimo segmento do grande universo. Assim, vós podeis localizar o vosso planeta, no esquema da organização e da administração do universo dos universos.
O número do vosso mundo, Urântia, no grande universo é 5 342 482 337 666. Esse é o número do registro em Uversa e no Paraíso, é o vosso número no catálogo dos mundos habitados. Eu conheço o seu número de registro na esfera física, mas é de um tamanho tão extraordinário que seria de pouco significado prático para a mente mortal.
O vosso planeta é membro de um enorme cosmo; vós pertenceis a uma família quase infinita de mundos, mas a vossa esfera é tão precisamente administrada e fomentada, com tanto e tal amor, que é como se ela fosse o único mundo habitado em toda a existência