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SOMOS RESPONSÁVEIS PELO QUE FAZEMOS? ACOLHEITA É OBRIGATÓRIA? hÁ LIVRE-ARBÍTRIO?

 Amigos,

 

         Tentarei comentar o assunto do título deste tópico.

 

         Como a resposta não é simples, vou fazê-la como um diálogo comigo mesmo:

          Pergunta: “Quer dizer que se alguém sofre isso se deve à semeadura errada? E o que faz que homem semeie erradamente? Seu desejo de ser mau, desonesto, egoísta, orgulhoso, vicioso deriva de sua própria vontade, de seu livre-arbítrio, ou de seu aprendizado fruto das experiências pelas quais passou desde que veio à existência? E se o homem é bom, isso se deve a sua escolha de ser bom, ou também “aquele mesmo aprendizado recebido da vida?”

          Resposta: “mas é evidente que se deve às experiências da vida! Se não fosse assim de onde lhe viriam a maldade ou a bondade? Todas as experiências significam aprendizado que o influenciam, levando-o a ser o que é (junte-se a essas experiências a genética, desde os mais remotos antepassados, que também influencia no seu crescimento fisiológico e moral/psicológico). Não fosse assim, o que é que faria o homem ser bom ou mau? Sua vontade? Mas, a vontade também é fruto da compreensão, vinda de todas as influências advindas de todo o seu passado; logo, sua vontade, no sentido do bem ou no sentido do mal, é conforme a vida o moldou, desde que veio à existência até este presente momento. A vontade é, portanto, também conseqüência das experiências que teve”.

          Perg: “mas há pessoas que, mesmo influenciadas por inúmeros fatores e exemplos negativos, com os quais conviveram longo tempo, nem por isso se tornaram más!”

          Resp: é verdade e não é raro; contudo, é preciso ver que as influências que modelam, que marcam o homem, que o constroem e fazem que ele seja o que é, não se restringem às experiências só da convivência familiar, ou de experiências adquiridas em algumas outras situações. As experiências/influências vêm de “todos” os eventos, em qualquer tempo e lugar, das ações externas percebidas pelos órgãos de relacionamento com o mundo, das reações internas à essas ações externas, associações etc”.

          P: “Então, onde ele aprendeu a ser bom ou mau? A vida o ensinou? O que lhe faltou? Sabedoria?”

          R: “Se não foi a vida que o ensinou, quem foi? Onde ele aprendeu essas coisas? Se não foi na vida, terá sido antes de vir ao mundo, certo? Então, criatura divina que ele é, teria sido criada por Deus e vindo já à existência com o mal em sua natureza. Se veio já com esse “defeito”, isso apenas mostra que a criação divina o fez assim, e nenhuma responsabilidade ou culpa lhe cabe pela semeadura errada. Qual será seu demérito que o faça ser submetido à justiça divina e o leve a ser, antes ou após a morte, condenado a colher o que semeou, como uma espécie de castigo, se já veio à vida com o mal em sua natureza? Agora, se lhe faltou sabedoria, é evidente que sim. Se fosse sábio, conheceria as conseqüências da semeadura errada e, evidentemente, não a faria. Se o homem sabe que sofrerá por seus “pecados” somente os cometerá se for ignorante do que faz (ou de condição semelhante), certo? E aquele que ignora que está realizando uma semeadura deve sofrer, em face da justiça divina, ou colher o que plantou? Quem é que pune aquele que veio ignorante e semeia errado por ser ignorante?”

           P: “Será que o homem já nasce pré-determinado?”

           R: “você mesmo pode responder essa pergunta: se não é (como me parece você está sugerindo) a vida que o fez o que é, quem o fez? Há, aquém ou além da vida, alguma coisa mais que possa levar o homem a ser bom ou mau? Não é uma predestinação, mas um processo, de instante a instante, no qual o homem é levado, pelo fluir incerto da vida, a ser moldado, a se transformar e a vir a ser o que é, também de instante a instante”. 

          P: “Mas, todos nós temos a liberdade de escolha; assim podemos escolher o caminho que desejamos seguir e sabemos que nem todo caminho é correto!”.

          R: “e porque, se como você diz temos liberdade de escolha, escolhemos tantas vezes o caminho incorreto, o mal? Você já fez uma análise séria e profunda dessa liberdade de escolha? Existe realmente uma escolha <livre> de fazermos isto ou aquilo, ou toda escolha está, também, <presa>, e totalmente presa, às experiências da vida, às experiências do passado? A capacidade de escolha é mesmo livre? Vamos procurar ter uma idéia.

          Como, pelas doutrinas em geral, não pode ser Deus o causador do sofrimento do mundo e dos erros ou “pecados” dos homens, e como o representante do mal, o tentador, há muito saiu de cena, chegou-se à conclusão “lógica” de que a criatura divina procedente de Deus é a causa de todos os males; que, se o homem sofre, é porque agiu/semeou erradamente, pecou; se é feliz, é porque agiu/semeou acertadamente, não pecou.  O mal não pode proceder de Deus, mas pode proceder da criatura divina que procede de Deus! No entanto, procedendo de onde for, tem o beneplácito, o consentimento, a aprovação do Criador, sem o qual nada se faz.

          O homem sofre e faz que outros sofram quando peca, quando age erradamente. Mas, qualquer tentativa de se afirmar que será condenado por sua semeadura incorreta, que haverá sofrimentos decorrentes da “condenação” por seus “pecados” (provenientes, é evidente, de seus desacertos na vida de relacionamento), sofrimentos que podem durar a eternidade, não cabe dentro da idéia de um Criador onisciente, onipotente e de infinitos amor e justiça; de um Criador que, por sua onisciência, sabe, desde sempre, quando, onde, como, em que circunstâncias “cada uma”, uma a uma, das divinas criaturas dele procedentes, por ele planejadas, desenhadas, produzidas, criadas e lançadas ao mundo entre outros bilhões, fará de incorreto, “pecará”, ou fará de correto, relativamente às suas leis ou às leis da vida; sabe, também, o que, cada uma, uma a uma, individualmente, sofrerá devido à semeadura errada. Tanto que, de antemão, também criou leis com normas punitivas (é a concepção das religiões populares), para a expiação desses pecados, expiação que durará por algum tempo ou para sempre.
          Seria, numa simples comparação apenas para ajudar a refletir, como o fabricante de brinquedos que, mesmo com total e absoluta certeza de que o brinquedo que planejou, desenhou, de sua criação, não está perfeito e, por isso, vai apresentar defeitos destrutivos, maléficos e, assim, será perigoso, destruirá, matará, produzirá tantos e tão terríveis sofrimentos, tragédias e desgraças, mas assim mesmo o produz e o entrega às crianças.  Quando surgem as conseqüências dos defeitos, os “pecados”, e os conseqüentes sofrimentos, quem é o responsável? O brinquedo ou o fabricante, que desde sempre sabia que seus brinquedos trariam tantas conseqüências maléficas? Estranhamente, talvez por condicionamento produzido por percepções erradas, há religiões e pessoas que afirmem que o responsável é o brinquedo!!! 
          E a liberdade de escolha, existe realmente? O que é a escolha senão a opção apoiada naquilo que a escola que é a vida já ensinou? Veja só um exemplo simples de como não existe liberdade de escolher: você caminha por uma estrada que, de repente, se bifurca; por qual das duas vai continuar? Você não decide ou escolhe como num cara-ou-coroa, nem num estalar de dedos. Sempre vai analisar, por mais simples que essa analise seja, qual a estrada a seguir; a mais vantajosa, a mais sombreada, a que tem menos obstáculos a transpor. E porque você faz essa analise? Porque, pelas experiências anteriores de sua vida de todos os dias, você já aprendeu que é mais vantajoso continuar por aquela cuja ponte está intacta, pela mais sombreada, pela cujo pavimento é melhor, pela que leva ao destino almejado, mais curta etc. Só não faz essa análise o ignorante, o que está desesperado, dementado, descontrolado e, por isso, pode até continuar sua marcha pela estrada pior, ou cometer absurdos, como vemos no mundo. Mas esse não tem controle, não raciocina, é ignorante, inimputável.
          Até para escolher entre guloseimas, analisamos: se o apetite é grande, a maior; se não, a  que nos parece mais saborosa, bonita etc.
          Portanto, liberdade de escolha é utopia; a escolha <nunca> é <livre>; está <sempre> totalmente <presa> ao conhecimento, à compreensão anterior, que já temos das coisas e do mundo. Todas as escolhas que fazemos e todas as decisões que tomamos estão totalmente presas ao nosso passado, ao conhecimento já adquirido nesta escola, do bem e do mal, que é a vida. Do mesmo modo acontece em todos os aspectos da vida individual ou coletiva. Sempre, qualquer decisão ou escolha (e a estamos fazendo o tempo todo!), por mais simples e inocente que seja, como a  aquisição de um lápis, ou por mais complexa e arriscada que seja, como fazer uma declaração de guerra, depende, está <presa>, totalmente  experiência anteriormente adquirida. Não escolhemos livres. Talvez, por isso o apóstolo Paulo tenha afirmado: “É o Senhor que opera em nós o pensar, o querer e o fazer” e, ainda, como que tentando oferecer uma justificação às conseqüências dessa afirmativa (de que, os nossos pensamentos e, consequentemente, nem os desejos, decisões e escolhas`, são nossos) disse: “Não é por vossas obras que sereis salvos, mas pela graça de Deus”. Pense nisso!
          Por essas coisas, percebemos que é preciso de, urgente e necessariamente, repensar as concepções religiosas. Ou todos vamos permanecer cheios de ilusões, remorsos, esperanças e, sobretudo, culpas e medos, pois vivemos dentro dessa tremenda ilusão de que a criatura divina é culpada ou responsável pelos males do mundo e que será, pelos seus pecados, sentenciado e condenada a penas dolorosas e longas”.

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Co-criando A NOVA TERRA

«Que os Santos Seres, cujos discípulos aspiramos ser, nos mostrem a luz que
buscamos e nos dêem a poderosa ajuda
de sua Compaixão e Sabedoria. Existe
um AMOR que transcende a toda compreensão e que mora nos corações
daqueles que vivem no Eterno. Há um
Poder que remove todas as coisas. É Ele que vive e se move em quem o Eu é Uno.
Que esse AMOR esteja conosco e que esse
PODER nos eleve até chegar onde o
Iniciador Único é invocado, até ver o Fulgor de Sua Estrela.
Que o AMOR e a bênção dos Santos Seres
se difunda nos mundos.
PAZ e AMOR a todos os Seres»

A lente que olha para um mundo material vê uma realidade, enquanto a lente que olha através do coração vê uma cena totalmente diferente, ainda que elas estejam olhando para o mesmo mundo. A lente que vocês escolherem determinará como experienciarão a sua realidade.

Oração ao Criador

“Amado Criador, eu invoco a sua sagrada e divina luz para fluir em meu ser e através de todo o meu ser agora. Permita-me aceitar uma vibração mais elevada de sua energia, do que eu experienciei anteriormente; envolva-me com as suas verdadeiras qualidades do amor incondicional, da aceitação e do equilíbrio. Permita-me amar a minha alma e a mim mesmo incondicionalmente, aceitando a verdade que existe em meu interior e ao meu redor. Auxilie-me a alcançar a minha iluminação espiritual a partir de um espaço de paz e de equilíbrio, em todos os momentos, promovendo a clareza em meu coração, mente e realidade.
Encoraje-me através da minha conexão profunda e segura e da energia de fluxo eterno do amor incondicional, do equilíbrio e da aceitação, a amar, aceitar e valorizar  todos os aspectos do Criador a minha volta, enquanto aceito a minha verdadeira jornada e missão na Terra.
Eu peço com intenções puras e verdadeiras que o amor incondicional, a aceitação e o equilíbrio do Criador, vibrem com poder na vibração da energia e na freqüência da Terra, de modo que estas qualidades sagradas possam se tornar as realidades de todos.
Eu peço que todas as energias e hábitos desnecessários, e falsas crenças em meu interior e ao meu redor, assim como na Terra e ao redor dela e de toda a humanidade, sejam agora permitidos a se dissolverem, guiados pela vontade do Criador. Permita que um amor que seja um poderoso curador e conforto para todos, penetre na Terra, na civilização e em meu ser agora. Grato e que assim seja.”

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