Anjo de Luz

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Voltemos as nossas Vivências Mediúnicas.

Depois de dois textos com reflexões mais, digamos assim, doutrinárias, continuamos a nossa reflexão sobre o amor, começando um relato das experiências de dois seres.

Um relato de vidas que nos promete emocionar e proporcionar reflexões sobre aquilo que acreditamos ser amor e sobre a nossas relações com o outro.

Boa história e experiência para todos.

Muita paz.

 

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (84)

 

 

Sigo hoje relatando um atendimento realizado há poucos anos, e que, parece repetir-se com certa frequência devido à similaridade de conteúdo, mantendo-se vívido na minha memória. Conto, hoje, a primeira parte da história, pois que este espirito retornou algumas vezes depois, em semanas não consecutivas, já mais apto à uma compreensão mais abrangente da sua experiência.

 

Numa determinada ficha de atendimento, cujo trabalho já tinha sido iniciado em atendimento prévio, o médium teve certa dificuldade de conexão. Passamos, então, a vibrar pela família envolvida, perscrutando os ambientes domésticos. Eis então que se manifestou um senhor, irado com nossa visita, que passou a bradar:

“- O que vocês estão fazendo aqui? Vão embora!

Parece que vocês não tem mais o que fazer. Não adianta nada vir aqui por causa dela. Eu a odeio com todas as minhas forças. Ela roubou minha felicidade.

Não vou conversar com vocês, nem mais uma palavra direi.....”

 

O médium, assumindo a atitude sugerida pelo espírito, cruzou os braços e ficou a me observar.

Respondi:

- Meu amigo, estamos aqui para saber como você está, e quero entender o porque dessa mágoa no seu coração, mas respeitarei o seu silêncio.

Orei, expectando que as vibrações do ambiente e os passes magnéticos que recebia dos trabalhadores espirituais da casa melhorassem seu o ânimo.

Poucos minutos se passaram e ele disse:

“- E aí, você não vai falar mais comigo?

Ora, ora!  Então eu tinha razão. Todo mundo só se preocupa com ela, que vem para cá pedir oração e tudo mais, como se fosse boazinha.... mas eu sei quem ela é.

Já se escondeu um tempo, e depois que veio para cá (encarnada), achou que eu não ia atrás dela, que eu não ia descobrir.....principalmente porque ela acha que vai ficar com esse homem... não vai mesmo!

Ela me deve, ela é minha...”

 

Eu lhe propus que contasse os motivos para está tão enraivecido, e lhe pedi para segurar a sua mão enquanto me contava a sua história, percebendo já certa disposição para o diálogo.

“- Tá bom, eu vou contar, apenas uma vez, porque já falei isso antes, já falei que ela não presta e ninguém deu importância.... “

 

Passo então a resumir, com minhas palavras e algumas frases do Sr. M., a história de amor e ódio, que segue-se. Vou chamar a “ela” de Aline.

 

“ Tudo começou assim... ela foi a culpada, quando entrou pela primeira vez na minha mercearia. Eu observei aquela moça, tão leve e frágil, e nossos olhares se cruzaram. Tive a impressão de que a conhecia. Senti que ela precisava de ajuda e vi que, quando foi pagar, deixou algumas compras, porque não tinha dinheiro suficiente. Acabei por dar um pequeno desconto e passei mais alguns víveres. Sua imagem não me saia da cabeça. Dias depois, ela voltou. Eu me sentia atraído para ela, e daí tudo começou”.

O Sr. M. era um comerciante próspero, de meia idade, que se encantou com a beleza e delicadeza de uma jovem com cerca de vinte anos, Aline, pois era deste modo que a enxergava. Cordial e interessado, entabulava conversas e arranjava sempre um pretexto para que a mesma retornasse ao seu estabelecimento, para ajudá-la, “parecia desnutrida e eu queria protegê-la”.

Havia uma distancia socioeconômica grande entre ambos e Aline, desprovida de expectativas de crescimento pessoal, cedeu à insistência sedutora de uma estabilidade financeira e emocional.

O Sr M. era casado e tinha muitos filhos,  mas, “apaixonado”, passa a manter a jovem, afastando-a de sua família, numa casa que alugou.

 

Enquanto contava sua versão dos fatos, visualizei uma mercearia com artigos variados expostos numa rua bem movimentada, com os passantes em trajes do século XVII ou XVIII, num país europeu.

 

Nos primeiros meses do “romance” proibido, o Sr. M sentia-se entusiasmado e alegre, passando, aos poucos, à sentir medo e insegurança. Afinal, “ aquela bela moça poderia despertar a cobiça de alguém”. Por este medo passou a cercá-la, fornecendo tudo que ele achava que era necessário à sua subsistência, além de presentes e mimos diversos para que a mesma não saísse de casa. Com o tempo o assédio aumentou, proibindo-a de fazer compras e até mesmo dificultando a sua visita à uma pequena igreja próxima ao local onde morava.

Enquanto isso, à medida que o tempo passava, descuidou-se progressivamente dos negócios e negligenciava a convivência em família. Sempre que tinha uma pequena folga, ia até a casa onde mantinha Aline, às vezes apenas para observar se a mesma recebia alguma visita.

Sua mercearia já não dava mais lucro, não mais tinha a diversidade de produtos de antigamente, e o exagero nos gastos estava quase o levando à ruína financeira. Atribuía todo o seu insucesso à paixão avassaladora que alimentava, o que o tornava cada vez menos seguro emocionalmente, irritadiço e  impaciente.

Às vezes, parava um pouco no seu relato, como se olhasse saudoso para trás, e num desses momentos disse: “eu dava tudo a ela, tudo.... a tratava como uma princesa, ela era minha, só minha.....”

 

Já mais calmo e com uma profunda tristeza na voz, encerra seu relato contando como foi abandonado.

Um dia foi até a residência que mantinha para ela, e que, para seu espanto, estava vazia. Aguardou por longas horas, pensando inicialmente que a mesma tinha saído. Depois, pensou que “ela tinha sido roubada”, culpando-se por não ter cuidado bem da sua “preciosidade”. Demorou alguns dias para cair em si e perceber que Aline o deixara.

Resolveu investigar e empregou parte dos poucos recursos financeiros que ainda dispunha contratando pessoas para que pudessem encontrá-la, mas a busca foi infrutífera.

-”Fui enganado. Ela me usou e me deixou para trás, assim como um trapo inútil, sem nenhum adeus..... Eu a amava com todas as minhas forças e sei que morri com esse desgosto na alma, tudo por causa dela....”

 

Depois desse relato, emocionado, Manolo estava cansado e levava a mão ao coração: “- Não estou me sentindo bem, estou mole, com sono, meu coração está apertado.”

Aquiesceu à minha solicitação e a dos amigos espirituais da casa, que, a esta altura, ele já percebia a presença, para descansar um pouco na nossa instituição. Argumentei que não queríamos afastá-lo do convívio com Aline, e sim proporcionar para ele alguns momentos de quietude para refletir sobre o que ocorreu, refazendo suas energias, cuidando também do corpo que habitava e principalmente do seu coração.

 

Seguiremos com esta história e adianto que os dois personagens desfrutaram um encontro reencarnatório pregresso.

Encerro solicitando a reflexão de todos sobre esse sentimento conflituoso, doentio; podemos chamá-lo de amor?

 

 

MUITA PAZ para todos nós.

Francesca Freitas

27-03-2012 



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Espero contribuir com um MOMENTO DE LUZ na vida de cada um de vocês.

Beijos e gotas de luz na alma de todos.

Vou me programar para postar aqui, na Rede ANJO DE LUZ, ao menos uma vez na semana, o que de melhor aparecer no BLOG Momento de Luz.

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Encoraje-me através da minha conexão profunda e segura e da energia de fluxo eterno do amor incondicional, do equilíbrio e da aceitação, a amar, aceitar e valorizar  todos os aspectos do Criador a minha volta, enquanto aceito a minha verdadeira jornada e missão na Terra.
Eu peço com intenções puras e verdadeiras que o amor incondicional, a aceitação e o equilíbrio do Criador, vibrem com poder na vibração da energia e na freqüência da Terra, de modo que estas qualidades sagradas possam se tornar as realidades de todos.
Eu peço que todas as energias e hábitos desnecessários, e falsas crenças em meu interior e ao meu redor, assim como na Terra e ao redor dela e de toda a humanidade, sejam agora permitidos a se dissolverem, guiados pela vontade do Criador. Permita que um amor que seja um poderoso curador e conforto para todos, penetre na Terra, na civilização e em meu ser agora. Grato e que assim seja.”

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