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O que Há de Errado em Comer Carne?

 

Texto extraído do livro "O Que Há de Errado em Comer Carne?" - Publicações Ananda Marga.

 

Há Alguma Relação Entre o Hábito de Comer Carne e a Fome do Mundo? Sim!

 

          Se conservássemos a produção de cereais e a distribuíssemos às pessoas pobres a subnutridas, em vez de dá-la ao gado, poderíamos facilmente alimentar quase
toda a população subnutrida do mundo.

 

          Se o consumo de carne em todo o mundo fosse reduzido à metade, haveria alimento para todos.

 

          Um nutricionista de Harvard, Jean Mayer, calcula que, reduzindo-se em 10% a produção de carne, se produziria cereal suficiente para alimentar 60 milhões de
pessoas.

 

          A verdade trágica a alarmante é que entre 80 a 90% de todos os cereais dos EUA são usados para alimentar animais de corte.

 

          Há quarenta anos, os norte-americanos comiam em média 23kg de carne por ano. Atualmente, o consumo só de carne de gado é de cerca de 58kg. Por causa da "fixação do
americano por carne", a maioria da população consome duas vezes a
quantidade de proteínas recomendada. Uma verificação dos fatos causadores da
"escassez de alimento" é fundamental para compreendermos como os
recursos mundiais poderiam ser utilizados de forma adequada.

 

          Um número crescente de cientistas e economistas indicam a dieta vegetariana como solução para os grandes problemas alimentícios de nosso planeta, porque, afirmam eles,
o consumo de carne é uma das maiores causas desses problemas.

 

Mas Qual é a Relação Entre o Vegetarianismo e a Escassez de Alimento?

 

          A resposta é simples: a carne é o alimento mais antieconômico e ineficiente que comemos, o custo da proteína da carne é vinte vezes mais alto do que o da proteína
vegetal, que é igualmente nutritiva. Das proteínas e calorias fornecidas aos
animais, apenas 10% são recuperadas na carne ingerida, o que significa um
desperdício de 90%.

 

          Vastas extensões de terra são usadas para a criação de animais de corte. Estas terras poderiam ser muito mais produtivas se nelas fossem cultivados cereais, feijões
e legumes, para o consumo direto do homem. Por exemplo, um hectare de terra
usado para a criação de gado fornece apenas um quilo de proteína; no entanto,
essa mesma área, se fosse usada para o plantio de soja, produziria 17kg de
proteína! Em outras palavras, para a produção de carne, precisa-se de uma área
17 vezes maior do que a necessária para a plantação de soja. Além disso, a soja
é mais nutritiva, contém menos gordura a está livre das toxinas da carne.

 

          A criação de animais de corte significa um grande desperdício das áreas agricultáveis, como também de água. Estima-se que a necessidade de água para a criação de animais é
oito vezes maior do que para a irrigação de legumes e cereais.

 

          Isto significa que, enquanto milhões de pessoas em todo o mundo morrem de fome, algumas pessoas abastadas utilizam erroneamente grandes porções de terra, água
e cereais para obter a carne, que lentamente destrói seus organismos. A
sociedade norte-americana consome mais de uma tonelada de cereais per capita,
anualmente (através da ração utilizada para os animais de corte), enquanto o
resto do mundo consome em média 182kg de cereais por ano.

 

          Há 25 anos, o Brasil quase não produzia soja. Hoje, ele é um dos principais exportadores desse produto, o qual se destina quase que totalmente à alimentação dos rebanhos de gado japoneses a
europeus. Há 25 anos, somente um terço da população brasileira era subnutrida -
hoje são dois terços.

 

          O ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kurt Waldheim, disse que o consumo de alimentos pelos países ricos é a principal causa da fome no mundo. Por isso, as
Nações Unidas recomendaram a redução no consumo de carne por esses países.

 

          Muitos cientistas dizem que a solução básica para a crise de alimentos no mundo seria substituir gradualmente a dieta de carne pela dieta vegetariana. "Se
fôssemos todos vegetarianos, a fome no mundo seria eliminada. As crianças
nasceriam a cresceriam nutridas e seriam saudáveis e felizes. Os animais
viveriam livremente em parques nacionais, como criaturas silvestres, a não
seriam forçados a se reproduzir em larga escala, nem seriam engordados para o
abate, com os grãos que poderiam servir às pessoas famintas." (B.Pinkus,
em Vegetable Based Proteins).

 

          "A terra tem o suficiente para suprir a necessidade de todos, mas não tem o bastante para satisfazer a ganância de algumas pessoas." (Mahatma Gandhi).

 

          Como muitos cientistas afirmam que a maior parte das necessidades futuras de alimento será suprida por proteínas vegetais, diversos países ocidentais mantêm, atualmente,
pesquisas para desenvolver proteínas de soja com sabor agradável. Mas os
chineses a outros povos estão bem á frente dessas pesquisas: eles têm
conseguido proteínas excelentes através do tofu a de outros produtos da soja,
desde milhares de anos atrás.

 

          A dieta vegetariana é a dieta do futuro - a dieta que nós devemos adotar, se quisermos poupar nossos recursos naturais e, o que é mais importante, as vidas preciosas
de seres humanos em todo o mundo. O indivíduo vegetariano de hoje é o ser
humano do futuro. Ele indica a direção que todos deverão seguir, à medida que
as pessoas se tornarem conscientes dos benefícios da alimentação vegetariana a
dos resultados desastrosos da dieta atual.

 

          Embora a produção de carne seja, certamente, um dos principais fatores que contribuem para a crise global de alimentos, ela é apenas um aspecto da dificuldade
fundamental: superar a política aterradora e, ainda assim, predominante, que impede
cada esforço para satisfazer as necessidades básicas de cada um, em nosso
planeta.

 

A Política da Fome

 

          De acordo com um mito largamente difundido sobre a fome, o mundo não tem a capacidade de alimentar sua população. Assim dizem: "Cada um está fazendo o melhor que
pode. Simplesmente, não há o suficiente para todos. As massas famintas estão se
multiplicando rapidamente, e se quisermos evitar a catástrofe, devemos fazer um
esforço concentrado para controlar a natalidade".

 

          Entretanto, grande número de cientistas, economistas e agrônomos famosos manifestam forte discordância: "Isto é absolutamente falso, um mito!", dizem eles.
"Na verdade, há o suficiente para todos, a até mais. Qualquer deficiência
devesse à má utilização e à distribuição irracional dos recursos".

 

          De acordo com Buckminster Fuller, atualmente, há recursos suficientes para alimentar, vestir, abrigar a educar cada ser humano deste planeta com um padrão de classe
média americana. Recente pesquisa realizada pelo "Institute for
Development and Food Policy of U. S. A." (Instituto de desenvolvimento a
política alimentícia dos Estados Unidos) comprovou que não há nenhum país no
mundo que não tenha a capacidade de alimentar sua população com seus próprios
recursos. Não há nenhuma relação entre densidade demográfica a fome, dizem
eles. Bangladesh tem apenas a metade da população de Formosa por hectare de
terra cultivado, entretanto, em Formosa as pessoas não morrem de fome, enquanto
em Bangladesh há um dos maiores índices de pessoas famintas do mundo. Na
verdade, os países com maiores densidades demográficas do mundo não são a Índia
e Bangladesh, mas sim a Holanda e o Japão. É claro que a densidade demográfica
não é o motivo pelo qual o povo morre de fome. E é óbvio que o mundo pode
chegar a um limite quanto à sua capacidade populacional. Mas esse limite está
estimado em aproximadamente 40 bilhões de pessoas (atualmente estamos na casa
dos 6 bilhões). Hoje em dia, mais da metade das pessoas, no mundo, está
passando. fome; e um grande número de pessoas está morrendo de fome. Se há o
suficiente para todos, onde ele se encontra?

 

          Verifiquemos por quem a como os alimentos são controlados. A indústria alimentícia é a maior indústria do mundo - produzindo algo em tomo de 350 bilhões de dólares por ano
(mais do que as indústrias automobilística, de aço ou petrolífera). Um número
relativamente pequeno de multinacionais gigantescas domina essa indústria,
tendo o poder concentrado em suas mãos. É amplamente conhecido e comprovado o
fato de as multinacionais manterem um controle político extensivo; o que isto
significa é que um número relativamente pequeno de corporações tem condições de
regular a controlar o fluxo de alimentos para bilhões de pessoas. Como isto é
possível?

 

          Uma das formas de manipulação do mercado pelas grandes corporações é através do controle de cada fase de produção. Por exemplo, uma grande corporação produz
máquinas agrícolas, ração, fertilizantes, combustíveis, embalagens e, além
disso, possui cadeias de supermercados, firmas de atacado a fábricas de
processamento de alimentos. Os pequenos agricultores não podem competir, porque
as corporações têm condições de reduzir artificialmente os preços, eliminado a
concorrência a levando-os à falência. Ao mesmo tempo, elas podem recuperar seus
prejuízos com o aumento artificial dos preços em áreas onde a concorrência já
tenha sido extinta. Assim, foi comprovado que, desde a Segunda Guerra Mundial,
o número de fazendas nos Estados Unidos reduziu-se à metade a que mais de mil
fazendeiros independentes vendem suas fazendas a cada semana. No entanto,
estudos do "Departamento de Agricultura Americano" demonstram que as
pequenas fazendas independentes produzem alimentos mais baratos do que as gigantescas
fazendas.

 

Poder econômico: Nos Estados Unidos, por exemplo, menos de 0,1% de todas as empresas possuem mais de 50% da riqueza empresarial; a 90% de todo o mercado de cereais é controlado por apenas seis empresas.

 

Poder de decisão: As corporações agrícolas decidem qual produto será plantado, quanto será produzido, a qualidade e o preço dos produtos. Eles podem reduzir a produção ou fazer grandes estoques, criando,
dessa forma, escassez artificial de alimentos (obviamente, para elevar seus
preços).

 

          Os departamentos governamentais que deveriam regular tais questões são orientados pela política das corporações agrícolas. Os altos cargos governamentais
(secretário da Agricultura etc.) são normalmente exercidos por executivos
dessas corporações.

 

          As multinacionais têm obtido bastante sucesso na acumulação de riqueza. A regra básica é manter os preços elevados a produzir apenas a quantidade
comercializável; de forma que a curto prazo os preços flutuam, mas a longo
prazo eles tendem a aumentar.

 

          Mesmo que esse esquema tenha representado grandes lucros para poucos, ele tem sido bastante prejudicial para muitos. Na verdade, não há nenhuma "escassez de
terra" ou "escassez de alimento". Se o objetivo fosse a
utilização dos recursos mundiais para suprir as necessidades humanas, ele seria
facilmente alcançado.

 

          Porém, como o objetivo é a maximização dos ganhos de uma minoria, temos a história trágica de um planeta com metade de sua população passando fome. Sinceramente, a aspiração
de tornar-se rico através da exploração de outros é uma doença mental - uma
enfermidade que acarreta distorções de todos os tipos em nosso planeta.

 

          Na América Central, onde mais de 70% das crianças passam fome, 50% da terra é utilizada para os "plantios rentáveis" (como o de lírio, que dá grandes lucros
rapidamente, mas que tem pouca utilidade para a sobrevivência humana). Enquanto
as multinacionais usam as melhores terras para cultivar seus plantios rentáveis
(café, chá, fumo, produtos exóticos etc.), a população local é forçada a usar
as terras em erosão a de difícil cultivo para produzir o seu alimento.

 

          Os fundos internacionais para o desenvolvimento financiaram a irrigação dos desertos do Senegal, com o intuito de promover o cultivo de beringela e manga por firmas
multinacionais, que as transportam, por via aérea, para as melhores mesas da
Europa.

 

          No Haiti, a maioria dos camponeses (paupérrimos) luta pela subsistência, tentando cultivar alimento em aclives montanhosos, com 45 graus, ou mais, de inclinação. Diz-se
que eles foram privados de seu direito nato: uma das terras mais férteis do
mundo. Essas terras, agora, pertencem a meia dúzia de empresários elitistas; o
gado é transportado de avião, por firmas americanas, para pastar, sendo depois
abatido e exportado para restaurantes de privilegiados.

 

          No México, as terras que outrora cultivavam o milho dos mexicanos, atualmente produzem vegetais requintados para os cidadãos americanos: o lucro é 20 vezes maior.
Centenas de milhares de antigos agricultores perderam suas terras. Incapazes de
competir com os grandes latifundiários, eles inicialmente arrendam suas terras
para arrecadar algum dinheiro; o passo seguinte é trabalhar para as grandes
firmas; finalmente, eles se tornam trabalhadores migratórios, vagando em busca
de emprego para sustentar suas famílias. Tais condições têm provocado repetidas
ondas de rebelião.

 

          Em 1975, o melhor solo da Colômbia foi utilizado para produzir flores, num montante de 18 milhões de dólares. Cravos deram um lucro 80 vezes superior ao plantio anterior
de trigo.

 

          Não há o suficiente para todos? Não é bem assim. As terras boas a os melhores recursos estão sendo utilizados para plantios luxuosos, que visam ao lucro. Pelo mundo
afora vemos um modelo devastador. A agricultura, antes o meio de vida de
milhares de fazendeiros auto-suficientes, está sendo convertida em meio de
produção de itens não-essenciais, bastante lucrativos, para uma minoria (bem
alimentada) que pode comprá-los. Ao contrário do mito largamente difundido,
nossa segurança alimentar futura não se encontra ameaçada pelas massas famintas
a proliferas, mas sim pelas elites que lucram através da concentração a da
internacionalização do controle de recursos alimentícios.

 

          A produção de carne é o auge desse sistema pernicioso. "Os grãos das classes pobres estão sendo desviados para alimentar o gado dos ricos", diz o diretor do
Conselho de Proteína das Nações Unidas. À medida que aumenta a procura de
carne, as nações ricas compram quantidades cada vez maiores de grãos para
alimentar porcos e gado. Estoques de grãos, outrora usados para alimentar
pessoas, são vendidos a quem oferece o melhor preço, a um sem número de seres
humanos está efetivamente condenado a morrer de fome.. "Os ricos podem
competir para adquirir os alimentos dos pobres; mas os pobres não têm como
competir."

 

          Em sua "Nota aos Consumidores", John Powell, do grupo "Ação na Educação Alimentar", escreveu: "O preço dos grãos provavelmente aumentará
neste verão (...) Mas, quando for investigar os motivos desse aumento, não olhe
apenas para os árabes, o preço do petróleo e a crescente população do Terceiro
Mundo. Olhe para as corporações multinacionais que controlam a indústria
alimentícia com uma pequena ajuda de seus amigos empossados no governo. E
lembre-se de que o negócio deles é lucrar a não alimentar as pessoas. E
enquanto tentamos desvendar mitos, devemos lembrar que não somos
impotentes".

 

          De fato, não somos impotentes. E mesmo que as dificuldades pelas quais a humanidade está passando pareçam quase insuperáveis, muitas pessoas acham que estamos no limiar
de uma nova era, quando os seres humanos em toda parte poderão ver esta simples
verdade: a sociedade humana é una e indivisível; assim, o sofrimento de um
implica no sofrimento de todos.

 

          Enquanto explicava como uma sociedade baseada no universalismo pode ser estabelecida, P. R. Sarkar disse: "Uma sociedade em harmonia pode ser conseguida através do
estímulo ao espírito de luta daqueles que desejam estabelecer uma única
sociedade humana... Aqueles que se colocarem à frente de tal movimento baseado
em moralidade serão os líderes da integridade moral, líderes cujos objetivos
não serão nem a fama, nem a riqueza, nem o poder, mas sim os interesses de toda
a sociedade humana".

 

          "Uma vez que a propriedade de todo este universo foi herdada por todos os seres, como pode haver qualquer justificativa para um sistema em que alguém possui
riqueza em abundância, enquanto outros morrem por falta de um punhado de grãos?
" (P. R. S arkar)

 

          "Assim como a aurora carmim é inevitável após a escuridão atroz da noite sem luar, exatamente da mesma forma eu sei que um capítulo glorioso a radiante virá após
anos de condenações a humilhações da humanidade esquecida de hoje. Aqueles que
amam a humanidade, aqueles que desejam o bem-estar de todos os seres vivos
devem estar bastante ativos a partir de agora, desvencilhando-se da letargia a
da indolência, para que a hora mais auspiciosa chegue mais cedo."

          "Este empenho para o bem-estar da raça humana diz respeito a todos - é seu, é meu, é nosso. Nós podemos optar por ignorar nossos direitos, mas não devemos esquecer
nossas responsabilidades. Esquecer as nossas responsabilidades implicará na
humilhação da raça humana." (Shrii Shrii Anandamurti)

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de sua Compaixão e Sabedoria. Existe
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Que esse AMOR esteja conosco e que esse
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Encoraje-me através da minha conexão profunda e segura e da energia de fluxo eterno do amor incondicional, do equilíbrio e da aceitação, a amar, aceitar e valorizar  todos os aspectos do Criador a minha volta, enquanto aceito a minha verdadeira jornada e missão na Terra.
Eu peço com intenções puras e verdadeiras que o amor incondicional, a aceitação e o equilíbrio do Criador, vibrem com poder na vibração da energia e na freqüência da Terra, de modo que estas qualidades sagradas possam se tornar as realidades de todos.
Eu peço que todas as energias e hábitos desnecessários, e falsas crenças em meu interior e ao meu redor, assim como na Terra e ao redor dela e de toda a humanidade, sejam agora permitidos a se dissolverem, guiados pela vontade do Criador. Permita que um amor que seja um poderoso curador e conforto para todos, penetre na Terra, na civilização e em meu ser agora. Grato e que assim seja.”

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