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Por Pai Joaquim de Aruanda...

Vamos falar agora de um novo tema: casamento.

O que é um casamento, ou melhor, o que deveria ser um casamento? Uma união. O casamento, em tese, deveria prever a união de dois seres para formarem uma vida comum. Podemos, então, definir casamento como a união de duas personalidades com o objetivo de formar uma terceira personalidade (o casal), que seria a perfeita fusão das outras duas.

Este seria o ideal do casamento. Mas, porque ninguém vive assim? Porque o casamento é um carma. O casamento não é uma união sentimental, mas ação carmática e como tal é uma união onde o egoísmo de cada um dos cônjuges será testado. Mas será testado como e através do que? Pela posse sentimental: é meu marido ou mulher; eu amo este homem ou esta mulher. Esta é a compreensão gerada pelo ego através da consciência que caracteriza a posse.

Digo isso, porque o amor que vocês cultuam na Terra, na verdade é uma possessão. Isto ocorre porque quem ama neste planeta, faz exigências para amar. O ser humanizado não ama simplesmente, mas ama quando, por que, para que, etc. Ou seja, diz que ama o próximo, mas vivencia este amor com egoísmo, pensando primeiro nele mesmo (buscando primariamente satisfazer os seus desejos individuais).

Vamos ver um exemplo desta forma de amar condicionada: a separação. Muitos dizem que amam outros profundamente, mas mesmo assim, em determinado momento, acabam se vendo separados do outro mesmo contra a vontade… Quando isto ocorre, tempos depois, afirmam que deixaram de amar…

Isto é possível? Será que o amor verdadeiro pode acabar porque o ser amado não está mais perto ou por qualquer coisa que ele tenha feito? Claro que não… O amor verdadeiro é eterno…

Quem ama verdadeiramente não precisa da posse do outro, nem cria obrigações e deveres para ele. O amor verdadeiro existe e sempre continuará existindo, sem deixar espaços a mágoas ou ressentimentos, quando a pessoa amada está ao lado ou não e existe eternamente sem exigências, sem condicionamento, inclusive de ser amado. O amor real não leva a apropriação do próximo fazendo exigências para existir.

Um dos elementos que caracteriza a possessão no amor é o ciúme. O ciúme é o resultado da possessão sentimental em ação. ‘Ele é meu marido, como então vai olhar pra outra? Ela é minha mulher, como pode ter amigos’?

A partir destas constatações, podemos, então, afirmar: quem é traído ou não tem os seus desejos satisfeitos pelo seu cônjuge, está em provação para provar a si mesmo que se libertou da possessão sentimental. Mas, quem tem um cônjuge que atende aos seus menores desejos, também o está. Isto porque o resultado de uma ou outra ação carmática é a dor ou o prazer.

Estas compreensões – ‘ele não liga pra mim’ ou ‘ele é um excelente parceiro’ – estão sendo criadas pelo ego justamente para que este ser vivencie o seu carma, ou seja, para que possa abrir mão do seu egoísmo (querer ser atendido pelos outros). Apenas quando os dois abrem mão do seu egoísmo e aceitam que o outro deve ser livre para viver sem necessariamente ter que estar atrelado aos desejos e caprichos do outro, o amor verdadeiro existirá.

Este é o primeiro detalhe no casamento que queria abordar: todo espírito que vive a ilusão ou maya de estar casado com outro, está vivendo uma prova para seu egoísmo através da ação carmática fundamentada na posse sentimental.

Sabedor disso, o ser humanizado deve trabalhar para libertar-se das verdades e das exigências que o ego cria para o relacionamento amoroso entre os dois.  Ou seja, combater a personalidade temporária com o seguinte contra argumento: ‘não ego, não é ele (ou ela) que não liga pra mim. Isto é um momento que Deus está me dando como oportunidade para não possuí-lo’.

Com este tipo de contra argumentação o espírito dominará a ação da posse e poderá dar ao outro o direito de ser, estar e fazer o que quiser, já que este direito é garantido por Deus a cada um. Para que o amor real exista entre dois seres é preciso que um dê ao outro o direito de viver a relação amorosa do jeito que ele quiser, mesmo que para isso seja obrigado a abrir mão de suas vontades – o que é o trabalho do despossuir ensinado pelos mestres – e não obrigá-lo a vivenciar a relação amorosa do jeito que um quer.

Acho que estamos perdendo tempo conversando sobre isso, porque ninguém vive este problema. Todo mundo é muito bem casado e o marido e a mulher se correspondem à altura, certo? Claro que não. Este é um dos grandes carmas do planeta

Quem se junta, com ou sem aliança, cria um casal, precisa ter isto em mente: ‘eu não estou casando mas criando um carma para mim. Estou vivenciando uma situação onde a posse sentimental será testada’.

Como disse, este é o primeiro aspecto do carma casamento que queria abordar. Existe outro…

Participante: E a traição, o que você diz disto?

Vamos falar disto mais tarde já que isto também é uma ação carmática.

Para o tema casamento, digo apenas que a traição é um dos elementos, como o ciúme também o é, para o teste sobre a posse sentimental. No casamento, sentir-se traído não é um ato – ele (ou ela) está com outro (ou outra) – mas sim uma prova para a posse sentimental.

Digo isso porque, se você ama de verdade, este amor não consegue conviver com a traição. Cristo que o diga… Ele nunca se sentiu traído por Judas, pelos judeus ou por qualquer outra pessoa…

Mas, como disse, traição é outro carma que pretendo estudar depois. Por agora apenas afirmo que a ilusão da traição no casamento é um teste carmática da prova da posse sentimental de um sobre o outro.

Participante; E como se libertar disto?

Sabendo que aquilo e só um carma e não uma realidade…  Você acha que você e o cônjuge existem, que o/a amante existe, que o casamento é o ato da traição é real, mas tudo isso não passa de maya: criações do seu ego para gerar a provação do espírito. Por isso deve conscientizar-se de que o que está vivenciando não é a uma realidade de uma traição, mas uma provação para poder demonstrar a si mesmo que venceu o possuir…

Na verdade não há um casamento, mas um maya vivenciado com posse. E, se isso é verdade, o ser humanizado não deve trabalhar o casamento (tentar melhorá-lo), mas sim lidar junto à sua possessão.

Mas, como se libertar da possessão? Sabendo que ela é fruto do egoísmo, é uma ação egoística. Quem possui sentimentalmente o outro, dá asas ao seu egoísmo e com isso deixa de cumprir um dos mandamentos ensinados por Cristo: amar a tudo e a todos. Isto porque o egoísta quer sempre para si.

Portanto, toda esta historia que está sendo criada pelo seu ego é ilusão: você não está sendo traído, mas sim egoísta, porque quer a atenção e o carinho daquele outro só para você… Liberte-se desta posse contra argumentando com o ego: ‘não vou entrar nessa; não vou acreditar em traição; não vou acreditar que ele (ou ela) não me ama mais’.

Diga mais: ‘se estou junto, vou viver junto, mas, se a vida (roda do carma) nos separar, viverei separado’. Além do mais, não importa o que esteja acontecendo não deixe o amor eterno ser trocado por ressentimentos, críticas ou acusações, porque, afinal de contas, a ação carmática que você está vivendo agora é o resultado da sua escolha, enquanto de posse da consciência espiritual, antes da encarnação, como já vimos.

Não aceite as historinhas que o ego cria… Com isso estará livre da dor e do prazer e terá atingido a equanimidade necessária para aproximar-se de Deus.

Participante: E aquela historia de prometer amar e ser fiel no amor, na dor, na pobreza e na riqueza. Papo furado? Onde fica a fidelidade?

Onde existe esta história de ter ser fiel na dor e na alegria, na pobreza ou riqueza? Onde existe esta história de indissolubilidade do casamento? Não sei, pergunte a igreja católica, pois foi ela que institui isso… Cristo e os apóstolos nunca disseram isso…

Não há, na Bíblia, referência a esta união eterna que o cristianismo prega. Pelo contrario, tem a historia onde os professores da lei querem pegar Cristo em contradição, mas, claro, não conseguem.

Mestre, Moisés escreveu para nós a seguinte lei: se um homem morrer e deixar a esposa sem filhos, o irmão dele deve casar com a viúva para terem filhos, que serão considerados filhos do irmão que morreu.

Acontece que havia sete irmãos. O mais velho casou e morreu sem deixar filhos. O segundo casou com a viúva e morreu sem deixar filhos. Aconteceu a mesma coisa com o terceiro. Afinal, os sete irmãos casaram com a mesma mulher e morreram sem deixar filhos. Depois de todos eles, a mulher também morreu.Portanto, no dia da ressurreição, quando todos os mortos tornarem a viver, de qual dos sete a mulher vai ser esposa? Pois todos eles casaram com ela!

Jesus respondeu: Como vocês estão enganados! E sabem por quê? É porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus. Pois, quando os mortos ressuscitarem, serão como anjos e ninguém casará… (Marcos 12,19-27)

Cristo garante aos professores da lei que no céu (reino espiritual) não há individualismo, posse individualista (é meu marido), todos convivem com todos. Quem criou esta posse materialista foi o ser humanizado. Quem criou a máxima ‘o que Deus uniu o homem não separa’ foi o ego religioso cristão… Aliás, o próprio apóstolo Paulo diz: ‘é bom que o homem não se case’ (Coríntios1  7, 1).

Participante: Mas, e quando a gente se propõe fidelidade, não pela igreja, mas pelo nosso intimo?

É a questão da posse, da paixão e do desejo novamente…

Você se propôs à fidelidade, ou seja, criou esta paixão e tem o desejo de ser correspondida nela, mas o outro não se propôs. E daí?

Se você quer ser fiel, seja, mas não pode exigir a fidelidade do próximo. Mesmo porque ninguém é fiel ou infiel, pois como já vimos, cada um cumpre uma ação carmática pré-escrita e pedida pelo outro.

Se nesta ação carmática pedida por você aquele tiver que interpretar o papel através de uma cena de traição, vai passar por isso, querendo ou não, pois é o que você precisa e, se ele está junto de você, é sinal que ambos se comprometeram a ajudar o outro a libertar-se de seu egoísmo. Portanto, a questão de você querer se propor ser fiel e exigir do outro a mesma coisa, é uma posse sentimental. Você está exigindo do outro o que você quer e isto é egoísmo.

Como disse, amar é amar e se um ser humanizado ama o outro, deve fazê-lo sendo fiel ou infiel. Mas, quando este ser se deixa levar pelo egoísmo, ou seja, se ama o outro somente se ele fizer o que você quer, que amor é esse? Amor que acaba no seu primeiro desejo não satisfeito? Isto não é amor, é posse.

Participante: Qual o significado do casamento?

Uma ação carmática. Casamento é um maya, uma ilusão.

Todo elemento que é compreendido pela razão humana é uma ilusão. E as ilusões são criações do ego para que você possa vivenciar seus carmas (provações).

Casamento, então, é isso e a razão de casar-se é vivenciar suas provas. E, a primeira delas que falamos é com relação à posse sentimental. Mas, há outra possessão envolvida no casamento: a posse moral, o saber (eu sei).

Esta provação aparece durante o casamento pelas divergências entre os cônjuges: introvertido/extrovertido, calmo/nervoso, arrumado/desorganizado, comum/excêntrico, etc. Os cônjuges diferem no seu temperamento e/ou nos seus desejos com a intenção de criar aos espíritos envolvidos provas para o desapego de suas próprias verdades expressadas através de desejos.

Um exemplo clássico: a mulher exigir que o marido se arrume, ou seja, que esteja dentro dos padrões que ela considera arrumado, ou vice-versa. Isto é uma posse moral, porque é fruto de um saber individualizado.  Porque o marido não pode vestir-se para sair com a mulher com chinelo de dedo? Fica feio. Fica feio por quê? Porque ela acha que ele deveria estar de sapato.

A mulher que quer o marido de sapato esquece-se de perguntar se o sapato aperta. Para ela não interessa isso: o que importa é o que ela quer. E apenas por causa disso, imagina que ele é obrigado a fazer. Ela não está se importando com o bem-estar dos dois: somente com o dela. Esta é a prova de desapegado das verdades morais que está embutida no casamento.

Dizem que os opostos se atraem: isso é verdade… Mas, não se atraem por acaso, por uma lei da natureza ou coisas deste gênero: se atraem para cumprir o acordo pré-firmado antes da encarnação para que possa existir um carma de posse moral.

Hoje você não vai ver futebol porque eu não agüento mais ver’. Esta não é uma reclamação de uma esposa comum: é uma ação carmática… Mas, o marido assistir futebol também não é um ato, mas um carma, já que não existem as pessoas envolvidas, os aparelhos que geram as imagens nem o próprio ato de ver. Tudo isso é criação do ego e, portanto, é uma ilusão…

Toda vivência de uma situação é ação carmática. Neste caso para ver se os espíritos que estão ligados àquelas personalidades temporárias (marido/mulher) libertam-se de seu egoísmo que é expresso pela intenção de ditar as regras e normas de comportamento do casal.

Quando se ama de verdade ocorre uma fusão entre as personalidades que compõem o casal e os dois passam a ter o mesmo gosto. Quando isto não é possível, os dois convivem em liberdade absoluta, ou seja, um respeita o direito do outro.

Você quer ver futebol? Eu vou fazer outra coisa’. ‘Você hoje quer sair de chinelo de dedo? Que bom’. ‘Você hoje não arrumou a casa’? Que bom’. Este é o resultado vivenciado por aqueles que vivem um casamento pleno, ou seja, quando um pensa no outro, mesmo que o outro não pense nele. Mas, hoje em dia não é assim… Um está sempre querendo impor as suas regras ao outro. Isto não acontece por acaso, nem está errado ser deste jeito…

Ninguém impõe regras ao outro por acaso. Cada vez que alguém vivencia uma ação deste tipo está servindo de agente carmática para a provação do outro. Ou seja, esta criando uma ilusão, uma realidade ilusória para servir de prova moral para o outro. Portanto, nem o marido, nem a mulher são chatos, birrentos, etc. Eles são instrumentos de Deus para criar a prova do outro. Apenas isso…

Estas são, então, as duas provações embutidas na ilusão do matrimônio: o espírito passar por provas à sua posse sentimental e à posse moral. Justamente porque o casamento é uma ação carmática e não uma união entre dois seres é que cada um se comporta do seu jeito – preso às suas verdades – mesmo que muitas vezes esta forma de agir seja contrária ao que o outro quer. Se a ação de um cônjuge não fosse contrária aos desejos do outro, nunca haveria a possibilidade deste espírito libertar-se do egoísmo: do seu querer individual.

Se você está passando por uma situação destas, ou se conhece alguém que está e quer ajudá-lo, a primeira coisa que precisa fazer é compreender que ninguém está indo contra o outro, mas apenas gerando uma oportunidade para que o outro se livre do seu egoísmo e doe a razão. Para isso é preciso compreender que ninguém age de livre vontade, mas as suas ilusórias ações são sempre criadas por Deus de tal forma que a provação do outro aconteça.

Compreendendo estes dois aspectos você pode trabalhar ao vivenciar o seu carma (superar os apegos às posses, paixões e desejos) e aí, sem possessão, dar ao próximo o direito de ser, estar e fazer o que quiser. Além do mais você também ganhará, pois poderá sentir-se no direito de ser, estar e de fazer o que quiser sem culpas. É você vivendo na equanimidade: sem sofrimento e prazer.

Mas, para isso precisa dar a Deus o é Dele… Entregue todo o comando do destino (da solução de continuidade dos acontecimentos) na mão do Pai e não mais reconheça vítimas ou culpados, covardes ou herói, bons ou maus… Veja a todos como instrumento do carma do outro, como agentes carmáticos designados para cumprir a sua parte na obra da criação.

Isto é bem viver uma ação carmática. E a necessidade desta tomada de posição interna (consciência) está embutida no aprender, no casamento, na fidelidade, na traição e em todos os acontecimentos de uma existência humana.

Enfim, assistir futebol e torcer por um time é um carma, vestir-se de um jeito e querer que o outro siga o seu padrão, é outro. Isto porque carma é toda compreensão racional que o ser humanizado tem durante a vivência de cada papel da vida.

Mas, você não é só agente do carma dos outros, mas também participante ativo dos seus. Por isso, a ação do outro não é uma ação feita por querer, mas realizada com a intenção de criar o seu carma. Não é uma ação para ferir, magoar, atacar, mas uma propositura da provação para que tenha a oportunidade de provar a si mesmo o desapego e o universalismo que é contrário ao egoísmo que está embutido nas compreensões que o ego lhe dá.

Acho que agora ficou claro o ponto de vista espiritual sobre o que é casamento. E é exatamente por isso que se diz que o núcleo familiar é a prova mais importante para o espírito. É nele que estão os instrumentos carmáticos para as maiores provas de possessões. Acho também, que neste segundo tema estudado ficou claro o que pretendemos fazer neste estudo: compreender, sobre o ponto de vista espiritual cada acontecimento da encarnação.

Compreender que ninguém estuda para aprender, mas a cada vez que se vai a uma aula está se passando por um carma que está fundamentado na posse moral. Que ninguém se casa, mas que todos os acontecimentos da união matrimonial são carmas fundamentados na posse moral e na posse sentimental.

Participante: E quando nos sentimos mal por ter ciúmes, é posse?

O ciúme é uma prova, mas a sua reação ao fato de ser ciumento também, também o é. Veja: prazer ou dor é o resultado de um desejo e onde há desejos há paixões, posses e egoísmo. Portanto, há algo para o espírito provar que já aprendeu que não vale a pena, espiritualmente falando, ter.

Você tem ciúme, mas não gostaria de ter: isto é uma prova. Para deixar de sofrer porque é ciumento é preciso se lembrar que você não é ciumento, mas que o seu ciúme é um instrumento das ações carmáticas que o outro precisa vivenciar. Então, você não é, está ciumento, e está porque o seu ciúme é necessário para quem convive com você. Portanto, sofrer a ação do ciúme é a provação do outro e, por isso, não pode deixar de tê-lo.

Compreenda, não é você que quer ter ciúmes, mas o outro é que precisa deste carma. Se não for você o instrumento, alguém terá que fazer este papel… Uma coisa eu garanto: sem a provação pedida por ele mesmo antes da encarnação o outro ser não vai ficar. E não adianta me dizer que sempre foi ciumenta, ou seja, que sempre se relacionou e se relaciona com outras pessoas vivenciando ciúme. Não importa: você não é ciumenta, mas sim um instrumento dessa provação para quem precisa dela… Por isso, não importa quem seja que estiver ao seu lado é porque precisa de você do jeito que é, precisa deste instrumento carmático.

Então, tenha ciúme, mas além de não se culpar, não tenha prazer por ser do jeito que é. Não sofra, mas também não se vanglorie por ter ciúme.

O conhecimento da ação carmática não muda o ato, muda a forma de se interagir com o ato. Hoje você tem ciúme? Tem. O que é ter ciúme? É estar passando por uma prova. Se você responde a esta prova com o desejo de não tê-lo, sofrerá e não a executará com equanimidade. Se responde a esta prova com a paixão em ser, terá prazer e, da mesma forma não terá alcançado a equanimidade.

Isto é para você. Para quem você está dedicando o ciúme é a prova dele. Neste caso, se alguém sente ciúmes e você não gosta de ser o alvo deste sentimento, tem que aprender a conviver com isso sem acusações, julgamentos, críticas ou qualquer outro sentimento de repreensão, já que o ciúme da pessoa é o instrumento do seu carma.

Participante: Nesse negocio de traição, não é melhor separar logo?

Não existe vida como vida, ou seja, não existe o desenrolar dos fatos como os seres humanizados querem: dentro de uma lógica racional. Os acontecimentos da vida são mayas, ilusões, geradas por Deus através do ego para que cada um viva a sua ação carmática. E, enquanto ela for necessária, continuará acontecendo, mesmo que a mente diga que deve fugir daquele tipo de acontecimento.

Por isso afirmo que casamento é uma ação carmática e separação é outra. A separação não tem nada a ver com casamento, ou melhor, não é resultante de um querer do espírito que está envolvido na união. Ela é outra prova e só acontecerá se a roda do carma (destino) daqueles seres envolvidos contiver esta programação. Existem alguns seres que não possuem a previsão desta ação carmática e, por isso, vivem juntos até o fim da vida, com traição ou não. No entanto, têm outros que possuem a previsão desta ação carmática e se separam, muitas vezes sem motivos aparente.

Respondendo-lhe, então, não é a traição que causa a separação: o que vai ditar se a união perdura ou não é o carma dos envolvidos.

Estou aqui falando sobre uma nova forma de viver e me veio, por intuição, que um de vocês pensou o seguinte: está ficando difícil de viver.  Não está, pelo contrário, esta ficando mais fácil.

Hoje, com a visão humana que você possui, para se viver um casamento, é preciso prestar atenção a uma gama infinita de detalhes. No entanto, se lermos com atenção o texto de nossa conversa, veremos que eu disse que para se bem viver um casamento é preciso prestar atenção apenas há três coisas (posses, paixões e desejos). Reconhecendo a ação destes três elementos e eliminando a submissão a eles, não haverá mais discórdia entre você e os demais seres humanizados.

Estou reduzindo a multiplicidade das situações que você vive hoje para apenas três: os tipos de provações baseados nas posses (moral, sentimental e de objetos). A partir do momento que compreenda o que está em jogo como provação a cada acontecimento, não precisa se preocupar com as situações do casamento, do estudar, ou de qualquer outra atividade da existência carnal, pois não importa que história esteja sendo narrada pelo seu ego, precisa apenas se libertar das possessões que está em cheque.

Desculpe a quem pensou isso, mas fica mais fácil viver.

Participante: Como fazemos para nos livrar dos pensamentos de ciúme, como ignorá-los?

Sabendo que ele não é seu e que não é verdadeiro. Eles são apenas instrumentos para testar sua possessão.

Veja, se o seu marido ou namorado não chegar hoje na hora prevista, o seu ego vai começar a lhe dizer: ‘vai ver que ele arrumou outra no caminho e foi primeiro para um motel e depois vem para casa’. Aí você precisa contra argumentar: ‘ego, que isso! Você vai contar historia da carochinha para mim? Tudo isto que você está montando na minha cabeça é simplesmente para ver se eu ajo egoisticamente aceitando esta idéia… Mas, se eu fizer isso, perco a minha oportunidade de realizar minha provação a contento’.

A partir daí não importa mais o que você fará. Se na hora que ele chegar brigar, se queixar, reclamar, tudo bem: estará sendo instrumento carmático para a provação dele… Mas, apesar de tudo isso, por não acreditar na história contada pelo ego, não vai sofrer até ele chegar. Mas, para isso é preciso que vença o ego diversas vezes…

Ele irá criar a ilusão do passar da hora, da percepção da visão do relógio, da impaciência, além da idéia de que o seu marido está com outra, que é criada através do pensamento. Para tudo isso você precisa ter uma resposta pronta que não deixe a idéia criada pelo ego fincar raízes na sua consciência.

As ações carmáticas são sempre embutidas uma na outra. O ego passeia entre elas criando historinhas para testá-la até que você o tenha vencido por completo. Quando não vence uma, ela finca raízes e começa logo a dar frutos, ou seja, a sensação de realidade do que a mente está criando aumenta. Com isso ela passa a criar mais realidade e você, que até tentou lutar contra em um determinado momento, deixa de perceber que aquilo não é real, mas apenas uma situação carmática, e acaba embarcando no sofrimento que criado pelo ego.

Portanto, lute sempre e nunca baixe a sua guarda, pois deixar de ter o pensamento característico do ciumento (esperar que o ego pare de produzir formações mentais neste sentido), você não pode deixar de ter, porque estes pensamentos são o seu carma.

Participante: você não sabe como tenho pedido isto para Deus e para todos os que possam me ajudar…

Só tem um detalhe: Deus não pode lhe dar este conforto… Só você pode conseguir isto…

Você quer que o professor faça a prova para você? Não, isso não seria justo… Só usando o seu livre arbítrio (acreditar ou não no ego), pode alcançar esta paz que procura.

Portanto, pare de pedir e comece a agir. Até porque, este pedir, como fruto de um raciocínio, também é ilusão do ego para ver se você aceita a idéia de sentar (não agir) e esperar alguém fazer, alguém vir de fora e dar.

Reaja, não deixe o ego lhe dominar.

 

Espiritualismo Ecumênico Universal

www.meeu.com.br

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Co-criando A NOVA TERRA

«Que os Santos Seres, cujos discípulos aspiramos ser, nos mostrem a luz que
buscamos e nos dêem a poderosa ajuda
de sua Compaixão e Sabedoria. Existe
um AMOR que transcende a toda compreensão e que mora nos corações
daqueles que vivem no Eterno. Há um
Poder que remove todas as coisas. É Ele que vive e se move em quem o Eu é Uno.
Que esse AMOR esteja conosco e que esse
PODER nos eleve até chegar onde o
Iniciador Único é invocado, até ver o Fulgor de Sua Estrela.
Que o AMOR e a bênção dos Santos Seres
se difunda nos mundos.
PAZ e AMOR a todos os Seres»

A lente que olha para um mundo material vê uma realidade, enquanto a lente que olha através do coração vê uma cena totalmente diferente, ainda que elas estejam olhando para o mesmo mundo. A lente que vocês escolherem determinará como experienciarão a sua realidade.

Oração ao Criador

“Amado Criador, eu invoco a sua sagrada e divina luz para fluir em meu ser e através de todo o meu ser agora. Permita-me aceitar uma vibração mais elevada de sua energia, do que eu experienciei anteriormente; envolva-me com as suas verdadeiras qualidades do amor incondicional, da aceitação e do equilíbrio. Permita-me amar a minha alma e a mim mesmo incondicionalmente, aceitando a verdade que existe em meu interior e ao meu redor. Auxilie-me a alcançar a minha iluminação espiritual a partir de um espaço de paz e de equilíbrio, em todos os momentos, promovendo a clareza em meu coração, mente e realidade.
Encoraje-me através da minha conexão profunda e segura e da energia de fluxo eterno do amor incondicional, do equilíbrio e da aceitação, a amar, aceitar e valorizar  todos os aspectos do Criador a minha volta, enquanto aceito a minha verdadeira jornada e missão na Terra.
Eu peço com intenções puras e verdadeiras que o amor incondicional, a aceitação e o equilíbrio do Criador, vibrem com poder na vibração da energia e na freqüência da Terra, de modo que estas qualidades sagradas possam se tornar as realidades de todos.
Eu peço que todas as energias e hábitos desnecessários, e falsas crenças em meu interior e ao meu redor, assim como na Terra e ao redor dela e de toda a humanidade, sejam agora permitidos a se dissolverem, guiados pela vontade do Criador. Permita que um amor que seja um poderoso curador e conforto para todos, penetre na Terra, na civilização e em meu ser agora. Grato e que assim seja.”

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