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MARIA MÃE DE JESUS - Celebra-se a 8 de Setembro. em Jeruslem Possívelmente o Nascimento (Carece de fontes)

Maria (mãe de Jesus)


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Nota: Nossa Senhora redirige aqui. Se procura por outros significados, consulte Nossa Senhora (desambiguação).
Maria
Eustache Le Sueur.jpg
"Salve, cheia de graça. O Senhor é convosco!"
Santíssima Virgem Maria
Theotokos (que significa Mãe de Deus)
Imaculada Conceição
Mãe da Igreja
Virgem Assunta
Rainha do Céu e da Terra
Nascimento Celebra-se a 8 de Setembro. em Possívelmente Jerusalém[carece de fontes?]
Morte Lembra-se a 15 de Agosto.
Veneração por Igreja Católica Romana e Igreja Ortodoxa.
Principal templo Basílica de Santa Maria Maior - Vaticano. Ver lista de santuários marianos
Festa litúrgica 1 de Janeiro
Padroeira Ver invocações marianas
Portal dos Santos

Maria (do grego Μαρία, María, transliteração do hebraico מרים, Maryam, Miriã ou Miriam, que significa "contumácia" ou "rebelião" [1][nota 1]; a origem é incerta, mas pode ter sido originalmente um nome egípcio, provavelmente derivado de mry ("amada") ou mr ("amor"),[2] no sentido de "senhora amada"; era a mãe de Jesus de Nazaré, segundo a Bíblia. Acredita-se que tenha nascido em Jerusalém a partir de 15 a.C., para alguns estudiosos teria nascido em Nazaré. A veneração feita à Virgem Maria é conhecido por Marianismo.

Alguns autores afirmam que Maria era filha de Eli, mas a genealogia fornecida por Lucas alista o marido de Maria, São José, como "filho de Eli". A Cyclopædia (Ciclopédia) de M'Clintock e Strong (1881, Vol. III, p. 774) diz: "É bem conhecido que os judeus, ao elaborarem suas tabelas genealógicas, levavam em conta apenas os varões, rejeitando o nome da filha quando o sangue do avô era transmitido ao neto por uma filha, e contando o marido desta filha em lugar do filho do avô materno. (Números 26:33, Números 27:4-7)." Possivelmente por este motivo Lucas diz que José era «filho de Eli» (Lucas 3:23)[3].

Índice


 Apresentação de Maria

Segundo uma tradição católica estima-se que a Virgem Maria teria nascido a 8 de setembro,[4] num sábado, [carece de fontes?] data em que a Igreja festeja a sua Natividade.[4] Também é da tradição pertencer à descendência de Davi - neste sentido existem relatos de Inácio de Antioquia, Santo Irineu, São Justino e de Tertuliano - consta ainda dos "apócrifos" Evangelho do nascimento de Maria e do Protoevangelion e é também de uma antiga tradição que remonta ao século II que seu pai seria São Joaquim, descendente de Davi, e que sua mãe seria Sant'Ana, da descendência do Sacerdote Aarão.

Pelo texto Caverna dos Tesouros, atribuído a Efrém da Síria, Ana (Hannâ ou Dînâ) era filha de Pâkôdh e seu marido se chamava Yônâkhîr.[5]. Yônâkhîr e Jacó eram filhos de Matã e Sabhrath.[5] Jacó foi o pai de José, desta forma, José e Maria eram primos.[5] Maria nasceu sessenta anos depois que seu pai, São Joaquim, tomou Santa Ana por esposa.[5]

De acordo com o costume judaico aos três anos, Maria teria sido apresentada no Templo de Jerusalém, é também da tradição que ali teria permanecido até os doze anos no serviço do Senhor, quando então teria morrido seu pai, São Joaquim.


A Visitação a Santa Isabel, Domenico Ghirlandaio, 1491, Museu do Louvre, Paris.

Com a morte do pai teria se transferido para Nazaré, onde São José morava. Três anos depois realizar-se-iam os esponsais. Os padres bolandistas, que dirigiram a publicação da Acta Sanctorum de 1643 a 1794, supõem em seus estudos que São Joaquim era irmão de São José, o que caracterizaria um caso de endogamia, o que era comum entre os judeus.

 Nos Evangelhos

O papel que ocupa na Bíblia é mais discreto se comparados com a tradição católica. Os dados estritamente biográficos derivados dos Evangelhos dizem-nos que era uma jovem donzela virgem (em grego παρθένος), quando concebeu Jesus, o Filho de Deus. Era uma mulher verdadeiramente devota e corajosa. O Evangelho de João menciona que antes de Jesus morrer, Maria foi confiada aos cuidados do apóstolo João e a Igreja Católica viu aí que nele estava representada toda a humanidade, filha da Nova Eva.

É dezenove vezes citada no Novo Testamento, entre elas: «A virgem engravidará e dará à luz um filho ... Mas José não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus.» (Mateus 1:23-25)[3], "Você ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus. ... será chamado Filho do Altíssimo." Maria pergunta ao anjo Gabriel: "Como acontecerá isso, se sou virgem [literalmente: se não conheço homem]?" O anjo respondeu: «O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra. Assim, aquele que nascer será chamado santo, Filho de Deus.» (Lucas 1:26-35)[3].


Maria amamentando o Menino Jesus, século II, Catacumba de Priscila, Roma

 Fatos notáveis

As passagens onde Maria aparece no Novo Testamento são:

  • A sua purificação e a apresentação do Menino Jesus no templo (Lc. 2,22-38).
  • Meditando sobre todos estes fatos (Lc. 2,51).
  • À procura de Cristo enquanto este pregava e o elogio que Lhe faz (Lc. 8,19-21) e (Mc. 3, 33-35).
  • Stabat Mater - Ao pé da Cruz quando Jesus aponta a Maria como mãe do discípulo e a este como seu filho (Jo, 19,26-27).

E não há mais nenhuma referência ao seu nome nos restantes livros do Novo Testamento, salvo em Lucas (11, 27-28): Felizes as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram.

 Palavras de Maria

Nos Evangelhos Maria faz uso da palavra por sete vezes, três delas dirigidas ao Anjo da Anunciação, o Magnificat em resposta a Isabel, duas dirigidas ao seu Filho e uma só e última vez dirigida aos homens (aos servos das bodas de Caná) que a Igreja Católica conserva com todo o valor de um testamento:

  • Na Anunciação:
    • Como poderá ser isto, se não conheço varão? (Lucas 1:34).
    • "Eis aqui a serva do senhor, faça-se em mim, segundo a Tua palavra (Lucas 1:38)

 Palavras dirigidas a Maria


Theotokos de Vladimir, ícone bizantino de Maria.

Nos Evangelhos por oito vezes a palavra é dirigida a Maria:

  • Na Anunciação:
    • A saudação do anjo: Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo. (Lucas 1:28).
    • O anúncio da Encarnação: Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho a quem porás o nome de Jesus. (Lucas 1:30-33).
    • Por obra e graça do Espírito Santo: O Espírito Santo descerá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o que nascer será chamado Santo, Filho de Deus. (Lucas 1:35-37).
  • A Profecia de Simeão:
    • Simeão Lhe fala da espada que trespassará o coração: ...e uma espada trespassará a tua própria alma a fim de que se descubram os pensamentos de muitos corações. (Lucas 2:34).
  • Na Visitação:
    • Isabel ao responder à sua saudação: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! (Lucas 1:42-45).
  • Jesus entre os doutores:
    • O Menino-Deus a responde no templo: Por que me buscáveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai? (Lucas 2:49)
  • Nas Bodas de Caná:
    • Cristo:Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou. (João 2:4)
  • Stabat Mater:
    • Por Cristo na Cruz: Jesus, vendo a sua Mãe e, junto d'Ela, o discípulo que amava, disse à sua Mãe: "Mulher, eis aí o teu filho." Depois disse ao discípulo: "Eis aí a tua Mãe." E daquela hora em diante o discípulo a levou para sua casa. (Lucas 19:26-27).

 As sete dores de Maria

A historiografia de Maria colhe uma tradição fundada nos evangelhos que venera as suas Sete Dores, são sete momentos da sua vida em que passou por sofrimento humano notável:

 A Dormição

Não há registros históricos do momento da morte de Maria. Diz uma tradição cristã, atestada por Hipólito de Tebas[6], que ela teria morrido (Dormição da Virgem Maria) no ano 41 d.C. e seu corpo depositado no Getsêmani. Lembrando que na doutrina católica ela foi Assunta ao Céu.

Desde os primeiros séculos, usou-se a expressão dormitação, do lat. dormitáre, em vez de "morte". Alguns teólogos e santos da Igreja Católica, sustentam que Maria não teria morrido, mas teria "dormitado" e assim levada aos Céus; outra corrente, diversamente, sustenta que não teria tido este privilégio uma vez que o próprio Jesus passou pela morte.


A Dormição de Maria, por Duccio di Buoninsegna, 1308, Museo dell'Opera del Duomo, Siena.

Na liturgia bizantina a festa da dormição ocorre no dia 31 de agosto, é a Dormição da SS. Mãe de Deus, "Kóimesis" em grego e Uspénie em língua eslava eclesiástica, termos que se referem ao ato de dormir. A partir de 1 de agosto, na Igreja oriental e bizantina (ortodoxos e greco-católicos) inicia-se a preparação para esta festa. O dia 15 de agosto foi estabelecido pelo imperador Maurício (582-602), do Império Romano do Oriente, mantendo assim uma antiga tradição, no Ocidente foi introduzida pelo Papa Sérgio I. [7]

Do ponto de vista oficial do magistério da Igreja Católica, sobre esta matéria, nunca se duvidou da Assunção. Reservou-se ao dogma apenas o tema da Assunção em si. Sobre a dormição de Maria, entretanto, João Paulo II assim se manifestou:

(...) O Novo Testamento não dá nenhuma informação sobre as circunstâncias da morte de Maria. Este silêncio induz supor que se produziu normalmente, sem nenhum fato digno de menção. Se não tivesse sido assim, como teria podido passar despercebida essa notícia a seu contemporâneos sem que chegasse, de alguma maneira até nós?
No que diz respeito às causas da morte de Maria, não parecem fundadas as opiniões que querem excluir as causas naturais. Mais importante é investigar a atitude espiritual da Virgem no momento de deixar este mundo. A este propósito, São Francisco de Sales considera que a morte de Maria se produziu como efeito de um ímpeto de amor. Fala de uma morte "no amor, por causa do amor e por amor" e por isso chega a afirmar que a Mãe de Deus morreu de amor por seu filho Jesus (Tratado do Amor de Deus, Liv. 7, cc. XIII-XIV).
Qualquer que tenha sido o fato orgânico e biológico que, do ponto de vista físico, Lhe tenha produzido a morte, pode-se dizer que o trânsito desta vida para a outra foi para Maria um amadurecimento da graça na glória, de modo que nunca melhor que nesse caso a morte pode conceber-se como uma "dormição". [8]

 Maria no catolicismo romano


Ticiano: Assunção da Virgem Maria.

Segundo a doutrina da Igreja Católica, Maria está associada aos seguintes dogmas de :

As igrejas ortodoxas e anglicanas na sua maioria aceitam estes mesmos dogmas. As confissões protestantes não os aceitam outras mostram-se reticentes sobre o tema.


A coroação da Virgem Maria pela Santíssima Trindade, Velasquez.

 Maternidade Divina

Este dogma foi proclamado pela Igreja Católica no Concílio de Éfeso em 431, como sendo Maria a "Mãe de Deus", em grego Theotokos e em latim Mater Dei. O Concílio de Éfeso proclamou que "se alguém não confessa que o Emmanuel é verdadeiramente Deus, e que por isso a Santíssima Virgem é Mãe de Deus, já que engendrou segundo a carne o Verbo de Deus encarnado, seja anátema "(...). Segundo São Tomás de Aquino "A Santíssima Virgem, por ser Mãe de Deus, possui uma dignidade, de certo modo infinita, derivada do bem infinito que é Deus". [9]

 Virgindade Perpétua

Sobre este tema, especificamente, discorreu na antiguidade, Ambrósio de Milão, por volta do ano 391 ou 392, na obra De Institutione Virginis, em que se ocupa em defender a virgindade perpétua de Maria, contra algumas vozes que se levantavam na época contra esta prerrogativa que Lhe é reconhecida por algumas igrejas cristãs.

Sobre a virgindade de Maria, os cristãos católicos, protestantes e ortodoxos creem que Maria era virgem quando deu à luz Jesus, mas apenas a Igreja Católica e os ortodoxos creem que Maria ficou perpetuamente virgem. A tese sobre sua virgindade no nascimento de Cristo está ligada à profecia de Isaías 7:14.

 Imaculada Conceição

Na bula dogmática Ineffabilis Deus, foi feita a definição oficial do dogma da Imaculada Conceição; nela, em 8 de dezembro de 1854 disse Pio IX: (...) que a doutrina que defende que a beatíssima Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original desde o primeiro instante da sua concepção, por singular graça de privilégio de Deus omnipotente e em atenção aos merecimentos de Jesus Cristo salvador do gênero humano, foi revelada por Deus e que, por isso deve ser admitida com fé firme e constante por todos os fiéis. [10]

Em 8 de setembro de 1953, Pio XII através da Carta encíclica Fulgens corona anunciou a celebração do "Ano Mariano" comemorativo do primeiro centenário da definição do dogma da "Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria". Em 5 de dezembro de 2007, Bento XVI fez tornar público decreto que concede indulgência plenária aos fiéis que cumprirem as condições nele estabelecidas, por ocasião do "150º. aniversário da manifestação da Beata Virgem Maria na Gruta de Massabielle, próximo a Lourdes"[11]

Magistério da Igreja Católica

São os seguintes, os principais documentos mariológicos da Igreja promulgados nos últimos cento e cinquenta anos:

 Títulos

A profunda devoção dos católicos por todo o mundo a encobriu de títulos como: Nossa Senhora de Nazaré, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora de Fátima, dentre outros.

Na "Ladainha de Nossa Senhora" estão enumerados os títulos com que os católicos a homenageiam numa tradição milenar. O mais recente destes títulos - Regina Familiae, Rainha das Famílias - foi mandado acrescentar pelo Papa João Paulo II em 1995. Há uma crença geral de que foi ele quem também incorporou à ladainha o título de Regina Pacis (Rainha da Paz), mas quem o fez foi Bento XV, em 1917, ao mesmo tempo em que pedia para que todos os católicos rezassem pelo fim da I Guerra Mundial.[12]

 Padroeira do Brasil

Nossa Senhora Aparecida ou Nossa Senhora da Conceição Aparecida é considerada a padroeira do Brasil. O seu santuário localiza-se em Aparecida, no atual Estado de São Paulo, e a sua festa é comemorada, anualmente, a 12 de Outubro.

No Brasil, na Revolução de 1930, o culto a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamado oficialmente, recebendo ela o título de Rainha e Padroeira do Brasil, na presença de autoridades eclesiásticas e do então presidente Getúlio Vargas. Para incentivar a sua devoção, na década de 1950, foi inaugurada a Rádio Aparecida, em 1999 foi instituída a Campanha dos Devotos e, no dia 8 de Setembro de 2005, inaugurou-se a TV Aparecida.

 Padroeira de Portugal

Nas Cortes de Lisboa de 1645-1646, em 25 de Março de 1646 declarou El-Rei D. João IV que tomava a Nossa Senhora da Imaculada Conceição por padroeira do Reino de Portugal, prometendo-lhe em seu nome, e dos seus sucessores, o tributo anual de 50 cruzados de ouro. Ordenou o mesmo soberano que os estudantes na Universidade de Coimbra, antes de tomarem algum grau, jurassem defender a Imaculada Conceição da Mãe de Deus.

D. João IV não foi o primeiro monarca português que colocou o reino sob a protecção da Virgem Maria, apenas tornou permanente uma devoção a que os reis portugueses recorriam em momentos críticos para o reino: D. João I já tinha deixado nas portas da capital uma inscrição louvando a Virgem, e mandado construir o Convento da Batalha, na Batalha, e seu companheiro, D. Nuno Álvares Pereira, mandado construir o Convento do Carmo, em Lisboa.

 Representação nas artes


A Pietá de Miguelângelo

A devoção e o culto à Virgem Maria têm sido expresso nas artes em especial na arte sacra e na arte religiosa desde os tempos dos Padres da Igreja até os tempos modernos, ressaltando-se sobre o tema os grandes mestres do Renascentismo e do Barroco. No barroco mineiro as obras do Aleijadinho, tanto os afrescos como as esculturas, são também obras notáveis de representação da Virgem.

 Literatura

Muitos autores escreveram sobre Maria e suas virtudes e predicados, dentre eles Dante Alighieri na sua obra A Divina Comédia: És tão grande, Senhora, e tão poderosa, que quem pretenda alcançar uma graça sem recorrer a ti, deseja o impossível de voar sem asas. (Paraíso XXXIII, 13-15). Miguel de Cervantes, em "El licenciado Vidriera"; García Lorca, em "Romancero Gitano"; Tagore, em "La luna nueva" e famoso ainda é o "Poema à Virgem" de José de Anchieta, dentre muitas outras obras literárias e poéticas.

 Escultura

São inúmeras as esculturas representando Maria. A sua mais famosa representação é a Pietà de Michelangelo que se encontra na Basílica de São Pedro no Vaticano.

 Música

As músicas mais conhecidas são as Ave Maria de Franz Schubert e de Gounod, Vários outros compositores escreveram música para o texto da "Ave Maria", entre os quais pode-se citar também Giuseppe Verdi, Giacomo Puccini e Bonaventura Somma.

 Pintura


A Virgem, o Menino e Santa Ana, por Leonardo da Vinci, 1510, Museu do Louvre, Paris, França.

É grande a quantidade de pinturas contendo cenas da vida da Virgem Maria, são inúmeras as obras de pintores europeus do barroco e do renascimento que se encontram principalmente nos museus do Louvre em Paris, do Prado em Madri e do Vaticano, dentre essas obras destacam-se as de Antonello da Messina, Bayerischer Meister, Caravaggio, Dante Gabriel Rossetti, Domenico Ghirlandaio, El Greco, Fra Angelico, Francisco de Zurbarán, Leonardo da Vinci, Melozzo da Forlì, Murillo, Peter Paul Rubens, Pietro Perugino, Raffaello Sanzio, Rogier van der Weyden, Sandro Botticelli, Tiziano Vecellio e Velasquez, dentre vários outros.

 No protestantismo

Para os cristãos protestantes, Maria é vista como uma mulher de alto mérito, respeitosa por ter vivido uma vida exemplar segundo os propósitos de Deus, porém, sendo ela cheia da Graça (aqui, o significado da palavra "graça" como algo não merecido, dado gratuitamente), era uma mulher comum, escolhida dentre outras para dar à luz ao Messias. Não se acredita, no protestantismo, que Maria seja a Mãe de Deus, no sentido estrito do termo, pois a natureza divina de Cristo é anterior à existência de Maria. Mas sim, que Deus se fez homem através de sua mãe, cumprindo o que tinha sido profetizado pelo profeta Isaías (Isaías 7:14).

Notas

  1. Ex 15:20 - cuja raiz é מרה "rebelde" como em Nm 20:10 traduzido para o latim como Maria.

Referências

  1. The KJV New Testament Greek Lexicon (em inglês). Bible Study Tools. Página visitada em 8 de novembro de 2008.
  2. Meaning, Origin and History of the Name Mary (em inglês). Behind the Name. Página visitada em 17 de março de 2009.
  3. a b c Segundo a Tradução Brasileira da Bíblia
  4. a b Alban Butler, Lives of the Saints (1894), September 8 - The Nativity of the Blessed Virgin [em linha]
  5. a b c d Efrém da Síria, Caverna dos Tesouros, Os quinhentos anos desde o segundo ano de Ciro até o nascimento de Cristo, As genealogias dos israelitas mais tardios [em linha]
  6. Rainer Riesner. Paul's early period: chronology, mission strategy, theology. [S.l.: s.n.].
  7. Dormição da SSma. Mãe de Deus
  8. A dormição da Mãe de Deus. Audiência geral de 25 de junho de 1997 de João Paulo II.
  9. São Tomás de Aquino, Summa Theologiae, I, q. 25, a. 6.
  10. "Dogma da Imaculada Conceição" Bula "Ineffabilis Deus" online, 02/12/2007 às 23:03h.
  11. "In occasione del 150° anniversario della manifestazione della Beata Vergine Maria nella Grotta di Massabielle, vicino a Lourdes, è quotidianamente concessa l’Indulgenza plenaria ai fedeli, che, dal giorno 8 Dicembre 2007 fino al giorno 8 Dicembre 2008, piamente e alle condizioni stabilite, visiteranno la Grotta di Massabielle, e, dal 2 all’11 Febbraio 2008, visiteranno, in qualsiasi tempio, oratorio, grotta, o luogo decoroso, l’immagine benedetta della Beata Vergine Maria di Lourdes solennemente esposta alla pubblica venerazione" Decreto de Indulgência Plenária (em italiano)
  12. http://campus.udayton.edu/mary/prayers/litanylor.html

 Bibliografia

  • AQUINO, São Tomás de. Summa Theologiae.
  • DATTLER, Frederico. Sinopse dos quatro Evangelhos. São Paulo: Paulus, 1986. ISBN 85-349-1158-4
  • IGLESIAS, Salvador M. O Evangelho de Maria. Tradução de Emérico da Gama. São Paulo: Quadrante, 1991.
  • NEWMAN, John Henry. Reflexões sobre a Virgem Santíssima. Tradução de Rodrigo Matsuki. São Paulo: Factash Editora, 2006. ISBN 85-89909-29-8
  • OROSCO, Antonio. Mirar a María. Madrid: Rialp, 1992.
  • OROZCO, Antonio. Mãe de Deus e nossa Mãe. Iniciação à Mariologia. Lisboa: Diel, 1997. ISBN 972-8040-11-3
  • SUÁREZ, Frederico. A Virgem Nossa Senhora. Tradução de Maria Pacheco. São Paulo: Quadrante, 2003. ISBN 85-7465-060-9
  • WALSH, William Thomas. Nossa Senhora de Fátima. Tradução e revisão histórica de Emérico da Gama. São Paulo: Quadrante, 1996.
  • ZINK, Michel. Le jongleur de Notre Dame, contes chrétiens du Moyen Âge. Éditions de Seuil, 1999. ISBN 85-7465-036-6

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_(m%C3%A3e_de_Jesus)#Palavras_de_Maria

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Comentário de Ebe Fernandes em 27 agosto 2011 às 0:01

Muito boa mensagem.

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